segunda-feira, 30 de março de 2009

EDITORIAL: FEVEREIRO DE 2007

Final de ano. Festas. Comilança. Pernas para o ar. Mais festa. Mais comilança. E escrever que é bom nada. Trabalhar sim, isto fiz bastante nesta última virada de ano. 2007 chegou com toda a força e as perturbações de sempre. Mais no trabalho que na vida. Ainda bem!
Devido ao nosso longo recesso (melhor dizer jejum) nos concertos musicais na cidade, coincidentes com as férias da EMUFPA e do Conservatório, nada há para criticar sobre os concertos dados na cidade, portanto, o número deste mês traz alguns ensaios que escrevi ano passado por ocasião de alguns concertos que assisti e que devido as grandes ocupações de minha vida profissional (de novo a mesma desculpa!), acrescentado o desânimo de ficar digitando no computador, acabaram por ficar para trás. Mas aqui elas serão divulgadas. A partir deste número uma mudança substancial tomará início. Os números do Caccini não serão mais mensais, já que ficou claro para mim que é praticamente impossível escrever um número do informativo por mês. Portanto, o Caccini só terá os números referentes aos meses em que for publicado. Mas nada de pavor. Para ficar clara sua edição, os anos sempre conterão 12 números para fecharem um ano. Só não sairão mais com numeração mensal como feito até agora. Isto é, caso eu passo dois meses sem edita-lo (o que espero evitar), não trabalharei para completar os meses anteriores, simplesmente o editarei com o indicativo do mês em que ele for finalizado.
Para terminar somente uma constatação. Já notaram que em Belém a temporada de concertos está intimamente ligada ao ano escolar do Conservatório e da EMUFPA? Isto só comprova a minha já velha tese de que em Belém não se faz música erudita profissional, mas amadora e estudantil. Nós estamos ainda sujeitos ao repertório feito por alunos e professores das duas maiores instituições de formação musical da cidade, fora os concertos gratuitos promovidos pela Fundação Amazônica de Música e outras empresas conscientes da divulgação musical erudita na cidade. Mas a falta de vida musical erudita profissional em Belém continua me assombrando. Enquanto isso os músicos populares assinam contratos, gravam CDs, fazem sucesso com o público e (pasmem!) andam fazendo até sucesso nacional, para calar a boca daqueles que acreditavam que músicos populares paraenses nunca criariam uma onda musical a envolver do Oiapoque ao Chuí os ouvidos deste país. Joelma, Chimbinha e Companhia do Calypso estão aí de prova. Quando os músicos eruditos de Belém começarão a pensar profissionalmente? Sinceramente, não sei.

Nenhum comentário:

Postar um comentário