sábado, 14 de março de 2009

EDITORIAL: FEVEREIRO DE 2006

Confesso que nunca fui fã de carnaval a maneira brasileira. Sempre sonhei em participar dos carnavais venezianos, usar as máscaras de carnaval da Sereníssima República em plena Piazza di San Marco e me entregar aos excessos carnavalescos do Renascimento italiano. Isso muito bem fantasiado de alguma figura tradicional ou com aquelas famosas roupas negras de mascaras brancas que escondiam a identidade e revelaram o despudor do foliões. Esta é uma das poucas concessões que faço às antigas festas, pois para mim o carnaval atual está longe de ser algo atraente e que me causa frisson. Prefiro o galanteio dos namoricos por debaixo de uma máscara que essas porcarias de “tô ficando atoladinha!”. Adoraria também freqüentar o Teatro Argentina, o San Cassiano, o Alla Scala ou qualquer outro mais baratinho e acompanhar as suas temporadas de operísticas do período carnavalesco. Ópera e carnaval, para mim tem tudo haver: é puro luxo, é pura Itália, é pura emoção. Já que não tenho como voltar no tempo e nem organizar um carnaval veneziano das antigas em Belém (não sou prefeito, nem secretário de cultura) o jeito é ir para Mosqueiro e aproveitar a praia, junto com a tranqüilidade desses dias de folga. Por falta de organização perdi o Baile de Máscara da escola Nova Acrópole. Ah, que ódio! Tudo Bem, Belém não é como a antiga Veneza no carnaval, mas pelo menos, para nostálgicos foliões como eu, alguma coisa acontece!

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