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Mostrando postagens de Abril, 2009

CARTA DA CAMERATA ANTIQUA DE CURITIBA

A seguinte carta foi lida pelo violinista Juarez Bergmann após o Concerto "As oito estações", quando foram apresentadas na Capela Santa Maria em Curitiba-PR As Quatro Estações de Vivaldi e As Quatro Estações Portenhas de Piazzolla.
Carta direcionada e lida ao público presente no concerto do dia 18 de abril de 2009, realizado
na Capela Santa Maria, na cidade de Curitiba.
Curitiba, 18 de abril de 2009.
Queridos amigos,
Neste ano de 2009 a Camerata Antiqua de Curitiba, patrimônio cultural desta cidade,
completa 35 anos de fundação. Infelizmente, neste momento não temos muito o que
comemorar.
Muitos de vocês podem ter se surpreendido esta semana com uma notícia que circulou
na lista de mala direta deste instituto, celebrando uma nova fase da Camerata, com um novo
diretor artístico e com o anúncio de um concurso para novos chefes de naipe.
Pois é, nós também fomos pegos de surpresa. Surpresa por que sequer fomos
consultados quanto ao interesse e real necessidade do grupo em mudar a forma com…

CARTA-PROTESTO DA CAMERATA ANTIQUA DE CURITIBA

A seguinte carta foi enviada pelos músicos da Camerata Antiqua de Curitiba depois de decisões arbitrárias e politiqueiras que trouxeram vários problemas para a Camerata e o Coro da Fundação Cultural de Curitiba. A sede da Camerata, a Capela Santa Maria, reaberta após a última reforma mostrou-se inapropriada para a realização de concertos musicais - a audiência não tem uma boa colocação - e a acústica é péssima. Leiam e tirem suas próprias conclusões> Curitiba, 17 de abril de 2009.
Ao
Senhor Presidente da Fundação Cultural de Curitiba
Paulino Viapiana
Prezado senhor,
Vimos por meio desta, expor as nossas considerações após a reunião do dia 8 de abril de 2009, realizada na Capela Santa Maria, sede da Camerata Antiqua de Curitiba.
Nós, músicos da Camerata Antiqua de Curitiba, nos sentimos no direito de protestar quanto à decisão arbitrária que nos foi comunicada repentinamente por esta presidência. É necessário frisar de que vossa assessoria para os assuntos referentes à música, está equivoc…

LEVEZA NA ABERTA: SINFÔNICA DO PARANÁ INICIA TEMPORADA 2009

No domingo dia 8 de fevereiro às 10h30 a Orquestra Sinfônica do Paraná sob a regência de seu titular Alessandro Sangiorgi deu início à temporada de concertos 2009 com um concerto onde a leveza foi a tônica da apresentação; excluindo o algo sombrio contido na introdução da abertura A Gruta de Fingal, também conhecida como As Hébridas, o concerto foi marcado pela leveza e lirismo do classicismo haydniano e do romantismo germânico de Mendelssohn Bartholdy. O primeiro representado pelo Concerto para oboé e orquestra em dó maior e o segundo pela célebre suíte Sonho de uma noite de verão.
A execução da OSPR foi a melhor desde os últimos concertos do ano passado, tanto na evidente firmeza dos músicos quanto pela leitura apropriada de Sangiorgi, que com este concerto de abertura redimisse da heresia cometida com a temporada d’O Quebra-Nozes durante o natal de 2008. Pulso firme, embora Sangiorgi não alce voos altos, mostrando que não passa de um regente regular como tantos outros que existem ne…

O ENCERRAMENTO DO XXI FESTIVAL INTERNACIONAL DE MÚSICA DO PARÁ

E eis que o Festival de 2008 chega ao fim deixando controvérsia na opinião de uma pequena parte do público que não gostou do acúmulo de apresentações em horários amontoados, uns próximos aos outros. Neste festival tivemos 44 recitais e concertos em diversos horários o que acabou atrapalhando a audiência em vez de ajudá-la. Apresentações às 12:00, 16:00, 18:00, 19:00, 20:00, 22:00 e 0:00 horas ampliaram as opções, porém abriram muito o leque de apresentações, sobretudo, que quatro faixas de horários estão dentro do horário comercial, o que dificulta ainda mais o comparecimento do público acompanhante do Festival mas que só tem tempo na faixa noturna para assisti-lo, porque mesmo a faixa das 19:00 horas é difícil para eles, pois muitos estão saindo dos empregos e das escolas por volta das 18:30h.
A falta dos grupos estrangeiros que o público do Festival se acostumou a ver na programação pode, talvez, ter funcionado como repelente para aqueles que os esperavam no e que não acham atrativo …

OFICINA DE HARPA DE SÍLVIA RICARDINO

Nos dias 02, 03 e 04 de junho dentro da programação do XXI Festival Internacional de Música do Pará a harpista Sílvia Ricardino apresentou mais uma oficina de harpa para aqueles que estejam interessados na execução do mais antigo instrumento deste planeta. Participei pela primeira vez e vi que para ser harpista é necessário um caminho bem longo de estudos, mas com afinco lá para os 50 anos eu chego lá. Natália Simão (pianista), Lucy Tuñas (estudante de violoncelo), Haroldo, Cecília (estudantes de piano), David (que já estuda sozinho harpa e está cheio de vícios), eu e mais duas outras moças que não lembro os nomes fomos os freqüentadores da oficina.
Sílvia deu uma oficina agradável, tentando dar-nos o máximo de informação sobre a harpa em tão exíguo tempo. Ela nos últimos três anos vem dando somente oficinas dentro do Festival. Há ao que parece, um impedimento burocrático para que o curso de harpa seja criado no Conservatório Carlos Gomes, porém detalhes não foram dados. Mas gente inte…

QUARTETO MAESTOSO ABRE A FAIXA DO MEIO-DIA NO FESTIVAL

O Quarteto Maestoso foi o primeiro grupo a se apresentar na faixa do meio-dia no XXI Festival Internacional de Música do Pará e abriram com gala o tradicional horário da “fome de música”, devido a se realizar no horário do almoço. Formado por quatro jovens e talentosos músicos paraenses, o quarteto tocou um programa bem organizado e com obras de peso do repertório camerístico. Luciana Arraes (1º violino), filha do contrabaixista Jonas Arraes, Hélio Saveney (2º violino), Rodrigo Santana (viola) e Lais Tavares (violoncelo) executaram o Quarteto nº 1 de Osvaldo Lacerda, o Quarteto nº 19 em dó maior “Dissonante” de Mozart, um arranjo de M. J. Isaac para o “Tema de Lara” do filme “Dr. Jivago” de David Lean, assim atendendo a temática do Festival e o difícil Quarteto nº Op. 110 de Shostakovich, que foi o ponto alto da apresentação.
Rodrigo Santana, que é violinista de formação, abandonou o agudo instrumento em favor da viola por ter esta um som menos estridente, o que já lhe estava incomodan…

LUCIANA TAVARES E DAVID MARTINS NA ETTORE BOSIO

O recital do casal Luciana Tavares e David Martins – ela: soprano, ele: pianista – apresentou-se na sexta-feira 06 de junho dentro do XXI Festival Internacional de Música do Pará, para o restrito público da faixa do meio-dia. O tradicional horário daqueles que têm fome de música continua sendo o horário dos recitais com meia-sala de lotação, mas sempre há algum ouvinte neófito, denunciado pelas palmas entre os movimentos; o que no balanço geral e sempre bom, pois o Festival também foi criado para trazer público novo aos concertos em Belém. Mas o nosso loiro casal de músicos deixou de lado a fome e serviram um banquete onde no menu constaram o ciclo Amor e Vida de uma mulher, Op. 32 de Robert Schumann, as canções do bailado A Floresta do Amazonas de Heitor Villa-Lobos e para finalizar as Cinco Canções Negras de Xavier Montsalvatge, cujo último numero foi servido como sobremesa. Os comensais da platéia aprovaram e pediram bis.
Luciana e David, que juntos me fazem lembrar um outro celebre…

ALEXANDRE GISMONTI NO WALDEMAR HENRIQUE

O filho de Egberto Gismonti pela primeira vez se apresentou no Festival Internacional de Música do Pará em um horário novo para um público que não chegou a lotar o teatro, mas foi um público impecável pela atenção que deu ao músico. Alexandre executou obras suas, de seu pai e quatro outros compositores: Palle Windfeldt, Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Sivuca. Mostrou habilidade ao violão e total intimidade com seus dois acompanhantes: o contrabaixista Mayo Pamplona e o percussionista Felipe Cotta. Executaram obras do repertório popular arranjadas pelo trio como Feira de Mangaio de Sivuca que Clara Nunes gravou e imortalizou e Asa Branca de Luiz Gonzaga num belo arranjo que não distorceu o original do mestre do forró.
Alexandre não apresentou as obras na ordem descrita no programa e para cada execução anunciava as músicas. No programa as obras estão assim registradas: Alexandre Gismonti: Sapateado; Forrozinho; Cosmopolita; Chora, Antônio!; No meio da rua; Baião de Domingo (que segundo o autor…

AMAZÔNIA JAZZ BAND FAZ 20 ANOS

A big band mais famosa da região norte completa duas décadas de vida com super-concerto de aniversário onde, lógico, não faltaram convidados e obras de peso do repertório do grupo. Dirigida pelo seu atual regente titular, o percussionista paulista Ricardo Aquino, a Amazônia contou com as presenças do clarinetista paraense Marcos Cohen, o trompetista paraibano Moisés Araújo Alves – apelidado pelos colegas de Paraibinha – e o Trio Manari de percussionistas paraenses – entre eles, Nazaco Gomes – mais uma pá de músicos da Fundação Carlos Gomes, que além de ajudarem a soprar as velinhas, ajudaram na execução de parte do repertório. O programa reapresentou obras que foram encomendadas pela FCG especialmente para a Amazônia Jazz Band: Amazônia de Marlos Nobre, Derivations de Morton Gould e a Toccata Amazônica de Dimitri Cervo, mais obras que já haviam sido executadas pelo grupo.
O programa, como já é tradição nas apresentações do grupo, teve uma alteração: no lugar de Partindo pro Alto de Nel…

CORAL CARLOS GOMES PRÉ-OLÍMPICO

O premiado e invejado Coral Carlos Gomes, regido com precisão pela cubana Maria Antonia Jiménez, apresentou-se na sexta-feira dia 06 de junho na faixa de concertos das 18:00 horas no Teatro Waldemar Henrique, após o término da jornada de concertos no mesmo horário mas realizados na Igreja de Santo Alexandre. Selecionados para a próxima Olimpíada de Corais e ainda a procurar patrocínio, o Coral apresentou um programa pesado que é a revisão do repertório do grupo com a maioria das obras já apresentadas em outros concertos e agora, novamente, contando com a participação do barítono Daniel Araújo que por mais de ano ficou fora do coral e do tenor Adamilson Abreu, que é o criador e regente do Madrigal Experimental de Repertório. Tiago Costa que será Ernesto na montagem da D. Pasquale donizettiana no próximo Festival de Ópera da Amazônia também fez seu solo. O grupo continua com a mesma qualidade técnica na execução do repertório e com o mesmo som límpido e sem tensões, propícios para as ob…

EDITORIAL: JUNHO DE 2008

E o 21º Festival Internacional de Música do Pará chega ao fim demonstrando a fragilidade de sua organização este ano. Disseram-me que o 20º, no ano passado, não foi lá grandes coisas, porém foi bem melhor organizado do que este. A verba foi liberada somente em março pela governadora Ana Júlia Carepa; um verdadeiro despropósito considerando-se que em março o Festival já deveria estar encaminhado e não esperando liberação de verba para ser encaminhado. Resultado: nenhum dos grandes grupos internacionais já tradicionais no Festival veio. O Festival foi visivelmente feito às pressas, a maioria dos grupos de fora - que sempre estão a se apresentar em Belém - não despertaram muito interesse de um público já tradicional no Festival que esperava ver os grupos de fora como o Valerius Ensemble que tinha lugar cativo no Festival na era Paulo Chaves, mas que agora por ser estrangeiro e europeu deve ser considerado chique do urtil pelo governo petista, claramente propenso a uma gra…

Doze anos de ausência

O soprano carioca Leila Guimarães deu recital no Arte Doce Hall à noite de 28 de abril. Foi seu primeiro recital em Belém desde sua última apresentação na Cidade das Mangueiras no Festival Carlos Gomes promovido pela SECULT em 1996 que homenageou o compositor paulista pela passagem de seu centenário de morte. E novamente ela volta a Belém para cantá-lo. O seu recital foi inteiramente dedicado a ele e dividido em três partes: as duas primeiras o recital em si e na terceira o lançamento do novo livro de seu marido, o musicólogo Marcus Góes, intitulado Calos Gomes – Documentos Comentados.
Depois de 1996 nunca mais ouvi Leila ao vivo e nem ao menos pelas suas gravações em CD, que nem sequer foram noticiadas no Brasil em qualquer veículo de massa – pelo menos naqueles a que tenho acesso. Mas deixando o desprezo dos meios de comunicação brasileiros pelos grandes feitos de nossos artistas mundo afora vamos aos comentários do recital.
Leila, que doze anos atrás já tinha um certo destaque intern…

Russos encerram a série Concertos para Belém

Realização da Musikart Produções, a série Concertos para Belém, sempre realizada no Arte Doce Hall de propriedade da professora Glória Caputo, chegou ao fim na noite de 29 de abril último e já deixa saudade. Muita saudade. Talvez a série volte para uma segunda temporada a partir de agosto deste ano, mais é apenas uma promessa que esperamos se realizar.
Patrocinado pela Vale, a série trouxe à Belém grandes nomes da música erudita do circuito internacional como os irmãos Sérgio e Odair Assad, violonistas brasileiros de fama internacional. Leila Guimarães, o soprano carioca de grande destaque no mundo operístico atual, a nossa Adriane Queiroz solista da Ópera Alemã de Berlim e que já se apresentou até com Sir Simon Rattle, um dos maiores regentes da atualidade e também abriu espaço para jovens talentos em início de carreira como o igualmente nosso, o tenor Atalla Ayan que deu um grande recital em janeiro deste ano. E foi com dois novos talentos vindos da Rússia que a série …

A RETOMADA DE O GUARANY

Duas décadas se passaram. Niza Tank está aposentada. Plácido Domingo estrelou a já clássica retomada no circuito internacional; para depois amargar uma estréia desrespeitosa nos Estados Unidos, onde um crítico tendencioso acusou Gomes de plagiar Verdi e o público rio ao invés de se emocionar. São Paulo fez uma montagem simples e sem ostentação veiculada nacionalmente pela TV Cultura.
Duas décadas se passaram. O governo do PSDB criou o Festival de Ópera do Teatro da Paz e usou dinheiro público paraense para montar óperas que acabaram ficando nas mãos de Cleber Papa e da São Paulo Imagem Data; que agora se chama Casa da Ópera. Todo mundo ficou feliz. Afinal de contas, depois de décadas, o Teatro da Paz voltada a ter uma temporada regular de apresentações operísticas. Teatro lotado. Mas um alto preço para o erário paraense e para o nosso povo também; que afinal de contas não é o dono das mais de 10 óperas montadas no já falecido festival a que me referi acima.
Pois a falta de continuidade …

ESSA NEGRA FULÔ: ANÁLISE

A seguinte análise foi apresentado por mim em junho de 2008 como avaliação final para a disciplina Análise para Interpretes I ministrada pela Profª. Drª. Zélia Chueke durante o primeiro semestre do mestrado em música da UFPR. Divulgo-o aqui por considerar válido o compartilhamento da análise estrutural de uma obra de capital importância dentro do repertorio waldemariano.

ESTROFES:

Dos três compositores que iniciaram a composição musical para o poema de Jorge de Lima o único a finalizá-la foi Waldemar Henrique. Os outros dois foram Lorenzo Fernandez e Radamés Gnatalli. Pela estrutura musical e a maneira como a voz é tratada neste monólogo, pois devido a sua longa extensão esta peça extrapola a forma canção, Waldemar parece ter trabalhado para adequar a música ao texto e não tentar encaixá-lo em uma forma musical tradicional como ária ou canção. O monólogo a maneira novecentista – e aqui podemos lembrar os de Wagner – foi escolhido por Waldemar para melhor adequar a música a estorinha con…

A FORMAÇÃO DOS CANTORES LÍRICOS PARAENSES

Cantor lírico. Nome pomposo. Mas será que nós paraenses podemos sequer nos identificar como tal? Se levarmos a vontade (ou falta de vontade) de nossos professores, creio eu que não. A vontade da direção das duas escolas de música da capital deve ser descartada. O piano é o rei e a música instrumental a rainha.
Coloquemos na balança a estrutura dos cursos de canto ao qual nos submetemos por anos a fio, na fútil intenção de nos tornamos “artistas da expressão vocal”. Ora meus colegas, como podemos ter essa infame pretensão, se os nossos professores de canto estão totalmente preocupados com suas carreiras musicais e somente trabalham como professores para ter um ganha-pão mensal?
Qual o professor de canto de Belém que formará verdadeiros cantores líricos, se nem eles o são no sentido profissional mesmo da palavra? Ao se considerar suas vontades: a de cantar e não a de lecionar, vemos a situação gravíssima em que se encontra a formação lírica em Belém.
Um seg…

O TEATRO DA PAZ E SEUS OBJETIVOS

Após a ruína da Casa de Ópera, pensou-se em construir um novo teatro na então chamada “Cidade do Pará”, hoje nominada de Belém do Pará. A política provincial fez o processo se arrastar por décadas ate que o prédio destinado à nova casa de ópera fosse transformado no Palácio da Intendência Municipal, hoje, Palácio Antonio Lemos.
Enquanto isso, o prédio do Teatro Providência foi o único meio de diversão em Belém antes da construção do Teatro da Paz. No I volume de Música e o Tempo no Grão-Pará, Vicente Salles descreve como foi preciso fazer muita “política” para o nosso estimado teatro ganhar vida.
Uma das justificativas usadas foi a assertiva de que uma capital de província necessitava de um grande teatro para ser uma cidade com ares de metrópole e mesmo porque o velho Providência já não mais acomodava a contento a crescente população de Belém.
Mas para construir um teatro de grandes proporções sempre é necessário muito dinheiro; e para mantê-lo funcionan…

EDITORIAL: SETEMBRO DE 2007

Olá crianças! Para aqueles que estranharam a ausência por tanto tempo do Caccini, a mesma se dá pelo fato de eu estar residindo temporariamente em Curitiba, capital do Paraná, por ocasião dos meus estudos no Mestrado em Música da UFPR criado ano passado em julho. Sou da segunda turma, portanto, o referido mestrado é o mais novo do Brasil e mais uma opção de pós-graduação para os músicos e educadores-musicais brasileiros. Como é gratuito, isto o torna um atrativo a mais para aqueles que têm poucos recursos financeiros para custear uma pós-graduação fora do Pará onde, infelizmente, ainda não há um mestrado em música; mas não por culpa de UFPA e UEPA, o problema está na falta de doutores em música nestas universidades. Ainda levará alguns anos para que tenhamos doutores o suficiente para abrir um mestrado em música no Pará. Enquanto isso não ocorre, o da UFPR é uma boa opção.

X CONCERTO DE MÚSICA SACRA

No próximo dia 08 de abril de 2009, às 20h na Igreja de Santo Alexandre, o vitorioso Coro Carlos Gomes estará apresentando o seu décimo concerto de música sacra. no repertório compositores inéditos no repertório do coro, além dos compositores executados em edições anteriores como Bach, Fauré, Mozart, Villa-Lobos, Schubert e Lotti. quem é fã de boa música não pode perder. O Coro Carlos Gomes foi criado e é regido até hoje pela maestrina cubana Maria Antonia Jiménez. É formado por alunos e professores do Instituto Carlos Gomes de Belém do Pará e já obteve prêmios importantes em vários concursos como a medalha de ouro no concurso Orlando Lassus em Camerino na Itália em 2002. Em 2006 foi bronze no festival de música sacra em Prevenza na Grécia e em 2008 ganhou ouro e prata nas Olimpíadas Mundias de Coros na Áustria onde concorreu com mais de 400 coros de 92 países. Está, atualmente, preparando o seu terceiro CD. Tanta qualidade e destaque internacional incomodam os invejosos de Belém do Pa…

JERROLD RUBENSTEIN e DALIA OUZIEL

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No próximo dia 08 de abril acontecerá um Concerto de Violino e Piano, com os artistas JERROLD RUBENSTEIN e DALIA OUZIEL às 20 horas, na Sala Augusto Meira Filho, no Arte Doce Hall (Av. Magalhães Barata, 1022). o programa divulgado pela Fundação Amazônica de Música vem a seguir: Duo Rubenstein-Ouziel

Formado pelo violinista Jerrold Rubenstein e pela pianista Dalia Ouziel, o Duo Rubenstein-Ouziel foi criado há 44 anos, na Bélgica. Neste extenso período, o duo já realizou concertos em grandes salas da Europa, como Concertgebouw (Amsterdã), Wigmore Hall (Londres) e Palais dês Beaux-Arts (Bruxelas), entre outras. Também realizou concertos e participou de festivais nos Estados Unidos, Canadá, Israel e Brasil.
Além das diversas interpretações, incluindo o Belgium’s Premiere of Mendelssohn’s – Concerto para violino e piano, o duo já executou mais de 150 sonatas e outras peças. Suas gravações receberam ótimas críticas, em particular as sonatas de Mozart, as sonatas completas de Grieg e de Fauré…