OFICINA DE HARPA DE SÍLVIA RICARDINO

Nos dias 02, 03 e 04 de junho dentro da programação do XXI Festival Internacional de Música do Pará a harpista Sílvia Ricardino apresentou mais uma oficina de harpa para aqueles que estejam interessados na execução do mais antigo instrumento deste planeta. Participei pela primeira vez e vi que para ser harpista é necessário um caminho bem longo de estudos, mas com afinco lá para os 50 anos eu chego lá. Natália Simão (pianista), Lucy Tuñas (estudante de violoncelo), Haroldo, Cecília (estudantes de piano), David (que já estuda sozinho harpa e está cheio de vícios), eu e mais duas outras moças que não lembro os nomes fomos os freqüentadores da oficina.
Sílvia deu uma oficina agradável, tentando dar-nos o máximo de informação sobre a harpa em tão exíguo tempo. Ela nos últimos três anos vem dando somente oficinas dentro do Festival. Há ao que parece, um impedimento burocrático para que o curso de harpa seja criado no Conservatório Carlos Gomes, porém detalhes não foram dados. Mas gente interessada em tocar harpa há aqui em Belém, mostrando que se o curso for aberto; mesmo com só uma harpa teremos pelo menos uns dez alunos do instrumento – eu entre eles, é claro.
De todos nós Haroldo é o mais entusiasmado e, de fato, demonstra querer estudar o instrumento. Bom para ele que só conta 16 anos. Ruim para o Pará que ainda não tem um harpista fixo na Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz (Sílvia sempre é chamada quando se tem a necessidade de harpa na orquestra) e a falta do curso de harpa só complica isso ainda mais. Haroldo ficou de puxar uma campanha pró-criação do curso de harpa no Conservatório. Espero que ele consiga. Lá de Curitiba ficarei torcendo por isso.

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