quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ORQUESTRA DE MÚSICA LATINA: 36º ENARTE

Na noite de 13 de outubro de 2009, portanto, dentro da Quadra Nazarena, a Orquestra de Música Latina da EMUFPA sob a regência do pianista paraense Leonardo Coelho de Souza fez a sua apresentação dentro do 36º Encontro de Arte de Belém. Foi um frisson. Música popular não é a minha praia, muito menos música latina. Mas eu não me furto de ouvi-las de vez em quando, e em se tratanto da referida orquestra até mesmo o mais radical ouvinte de música erudita consegue tirar algum proveito, por um simples fato: os músicos da orquestra tocam com paixão. Leonardo, que conheço desde a época da Universidade do Estado do Pará, é formado em piano. Estudo Czerny, Chopin, Beethoven entre outros medalhões da música de concerto, mas sempre se reconheceu um músico popular de coração, muito envolvido com o jazz na época da faculdade e desde a idealização e criação da Orquestra de Música Latina, absorto no trabalho com a música instrumental brasileira (popular) e os ritmos latinos das Américas Central e do Sul.
Músico popular por excelência Leonardo sabe o que faz, faz muito bem e com coração. Os alunos do Curso Técnico em Instrumentista de Banda da EMUFPA que compõem a orquestra compartilham visivelmente deste amor, de tanta que a emoçõa e o tesão que colocam nas suas interpretações. Para aqueles que ainda não viram nem ouviram, eu recomendo.
O programa do concerto foi o seguinte:
Paquito D'Rivera - Guataca City
Tito Puente - Oye Como Va
Ruiz Quevedo - El Rico Vacilon
Sivuca - Energia
Maria Lídia - Mãe Maria
Maria Lídia - Insinuantes
M. Sheller - Philadelphia
Ray Barreto - Swing La Moderna
Félix Robatto - La Pupuña
Chick Corea - Spain
Tito Puente - Esy
Jeff Gardner - Um abraço no Hermeto
Leonardo Coelho de Souza - Joá
Ray Barreto - Cocinando
Arturo Sandoval - Rhythm of our world





sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Jazz que vem do Japão

Aqui está o release de divulgação do recital do pianista japonês Kuni Mikaki que se realizará na próxima terça-feira 20 de outubro às 19hs na Igreja de Santo Alexandre em Belém. Jazz em um prédio barroco: deve ser, no mínimo, inusitado.

Jazz Piano em Belém – Única apresentação
Obras de Gershwin e Ellington, além de músicas japonesas e original do artista Kuni Mikaki ressoarão na histórica Igreja de Santo Alexandre, no próximo dia 20 de outubro, a partir das 19h, com entrada franca. Elas serão tocadas pelo pianista japonês Mikami que se especializou em Jazz, com vasta experiência no gênero modern swing jazz e com o lendário do jazz, Lionel Hampton, com quem tocou junto por vários anos em Nova York.
O artista virá exclusivamente para este concerto itinerante que será realizado nas cidades de São Paulo, Recife, Brasília, Belém e Manaus. Em Belém, em única apresentação, será promovido pelo Consulado Geral do Japão em Belém, Fundação Japão, Secretaria de Estado de Cultura (SECULT) e Fundação Carlos Gomes, com o apoio da Comissão Organizadora do 80º Aniversário da Imigração Japonesa na Amazônia. O evento é alusivo à comemoração desses 80 anos, já festejado de diversas formas no decorrer deste ano. O artista também ministrará um Master Class no dia anterior, dia 19, a partir das 9h30, na sala Ettore Bósio da Fundação Carlos Gomes, havendo entrega de certificado para os participantes. Os interessados devem se inscrever por meio do telefone 91-3201-9467 (Instituto Estadual Carlos Gomes).

Agenda:
1) Jazz-Piano:
Data e horário: 20 de outubro de 2009 (terça-feira), 19h
Local: Igreja de Santo Alexandre, Praça Frei Caetano Brandão, s/n, Cidade Velha
2) Master Class
Data e horário: 19 de outubro de 2009 (segunda-feira), às 9h30
Local: Sala Ettore Bósio da FCG, Av. Gentil Bittencourt, 977, tel. 91-3201-9467
Maiores informações: 91-3249-3344 (Consulado do Japão)
Quem é Kuni Mikami
Kuni Mikami é pianista de Jazz, muito conhecido no gênero modern swing jazz, músico profissional há mais de trinta anos, residente em Nova York.
Mikami, cuja nacionalidade é japonesa, começou a tocar piano clássico aos seis anos. Sempre teve um grande interesse pela improvisação, de forma que, quando escutou a composição “Take Five” de Dave Brubeck, naturalmente seguiu o caminho do jazz americano.
Depois que se mudou para Nova York em 1975, Mikami começou a compor canções de jazz com seu próprio estilo e assim se apresentar ao lado de vários artistas renomados como Illinois Jacquet, Elvin Jones, Dakota Staton, Melba Joyce e Queen Esther Marrow.
Participou de turnês com Duke Ellington Orchestra pela Europa e Ásia, e tocou com a orquestra em Birdland, Nova York, por oito anos. O pianista também fez shows com a Cab Calloway Orchestra.
Sua estréia no cenário do jazz Americano foi em 1991, quando recebeu um convite para tocar com a lenda do jazz, Lionel Hampton, que mais tarde descreveu Mikami como “um grande músico e solista com muita alma”. Os músicos se apresentaram juntos por mais de dez anos até Hampton falecer.
Após tantas apresentações realizadas em diferentes países do mundo ao lado de Hampton e outros talentos extraordinários do jazz, Mikami atingiu o posto de pianista de jazz internacional. Com o apoio da Fundação Japão, passou a fazer shows como solista, além de espetáculos que mesclam jazz e mímica pelos Estados Unidos, Austrália, Japão, Brunei, Filipinas, Porto Rico, República Dominicana, Nicarágua e Honduras.
Mikami já passou pelos mais importantes palcos de Nova York, entre eles Carnegie Hall, Avery Fisher Hall, Town Hall, The Village Gate, Blue Note, Sweet Basil e The Kitano.
Web:
www.kunimikami.com

Cantora de Músicas de Anime – Única Apresentação
No próximo dia 24 de outubro haverá a apresentação única de uma das mais famosas dubladora e cantora de animes do Japão, Mitsuko Horie, no auditório da Fundação Ipiranga. A apresentação especial faz parte do evento “Nihon no Matsuri” que é organizado pelo grupo de anime Animanga. Entre os trabalhos, constam a filha do “Gênio Maluco” e Akko-chan do “Himitsuno Akko-chan”. O evento também é alusivo à comemoração dos 80 anos da imigração japonesa na Amazônia e conta com o apoio do Centro Educacional Kyoko Oti. A cantora fará uma sessão de autógrafos no dia 25 de outubro no Centro Educacional Kyoko Oti.
1) Nihon no Matsuri:
Data e horário: 24 de outubro de 2009 (sábado), 17h às 22h
Local: Fundação Ipiranga, Av. Almirante Barroso, 777
Informações: Helton 8835-3430 (Animanga), contatoanimanga@hotmail.com
2) Sessão de autógrafos
Data e horário: 25 de outubro de 2009 (domingo), 10 às 11h
Local: Centro Educacional Kyoko Oti, Trav. Castelo Branco, 1634
Informações: 3259-4423 (Ceko)

Palmas para Mayra


Minha querida colega do mestrado em música da UFPR voou para longe. Está na Itália. De lá, mandou para seus contatos este pequeno texto publicado no margaritasemcensura.com. Corrigi apenas a informações totalmente incorreta de que ela é violoncelista. Como pode-se ver na foto publicada ela é contrabaixista. É também uma curitana muita sorridente, o que é muito estranho. Talvez ela seja um ET entre eles, carrancudos de doer. Quando dizia que ela é uma ET que foi deixada na capital do Paraná ela me respondia com um lindo sorriso. Beijos minha loira.

"A vida dela este ano é um vaivém entre notas musicais. A contrabaixista curitibana Mayra Stela Dunin Pedrosa começou a carreira na Orquestra Jovem Musical da Unesco, brilhou na Sinfônica do Paraná, e na Civic Orchestra de Chicago. Ainda, antes do Natal, Mayra faz concertos na China, integrando a Orquestra Jovem da Unesco. Hoje Mayra está no Conservatório Santa Cecília, em Roma."


Um Canto para Maria 2009: A Consagração

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domingo, 11 de outubro de 2009

AUTO DO CÍRIO 2009: 15 ANOS DE FOLIA EM HOMENAGEM À VIRGEM DE NAZARÉ

Como já é tradicionalíssimo, embora de forma não ininterrupta, na última sexta-feira 9 de outubro de 2009 nas ruas do bairro Cidade Velha em Belém do Pará ocorreu a 15ª edição do Auto do Círio promovido pela Universidade Federal do Pará, através da Escola de Teatro e Dança e, como sempre, sob a direção e supervisão geral de Miguel Santa Brígida. Melhor aniversário de debutante a Nazica não poderia ter. Foi um deslumbre só. Com um tema todo voltado para as riquezas culturais da Amazônia, aliados a fé católica do povo paraense - os protestantes não participam, é claro - o que o imenso público viu durante o cortejo foram cobras encantadas, muiraquitãs, deuses africanos, índios amazônidas e quase tudo que existe na Grande Floresta e no Círio de Nazaré. Eu mesmo que já participei de vários autos e agora estou somente como espectador considerei o deste ano o melhor e mais bonito de todos: opinião idêntica a outros que acompanham o evento ano a ano. Parece que a manifestação de artistas e público no ano em que ele não ocorreu, 2006, (o patrocínio não foi confirmado em tempo hábil e o diretor do cortejo, Miguel Santa Brígida cancelou a apresentação) deu resultado e este ano o dinheiro apareceu e foi muito bem gasto pelo que vimos.





























































































































































































































































































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terça-feira, 6 de outubro de 2009

MADRIGAL DA UEPA: CÍRIO 2009

O Madrigal da UEPA, apresentou-se no Museu Paraense de Arte Sacra na noite de 06 de outubro, já dentro da programação de concertos realizados em Belém durante a quadra nazarena. Sendo gentil: foi um recital mediano. Não por culpa do regente Milton Monte, mas por alguns participantes do coro que passaram a apresentação visivelmente na mais pura dublagem, isto é, fingiram que cantaram. Embora alguns concordarão com o fato de que se alguns coralistas chegaram à apresentação dublando o regente tem sim muita culpa no cartório. O resultado não poderia ser animador para o conjunto de coralista - alguns já com bastante experiência no ramo coral, e que por isso levaram o recital a cabo sem se deixar abalar por eventuais dublagens dos seus colegas.
O recital teve apenas uma parte, porém o coro deu uma pausa de cinco minutos para a água, sempre necessária para cantores na hora do trabalho. Apesar de estruturado em um blocão, o recital foi distintamente dividido em dois gêneros musicais: o popular e o erudito, iniciando e terminando com o gênero erudito.
Cantaram Vivaldi, Mozart, Purcell (homenagem aos 250 anos de nascimento!), Baden Powell, Villa-Lobos, Banchieri, ou seja, na sua maioria o programa foi dedicado à grande paixão de Milton Monte: a música antiga, em especial a música barroca. Por isso o recital teve um ar de mão na luva, pois música barroca em uma Igreja barroca, dá uma impressão para quem assiste - e claro tem conhecimento musical e arquitetônico - de que o ambiente proporciona uma completa apreciação do período barroco, ou seja, a música barroca sendo ouvida em um local barroco para o qual ela foi pensada à época.
Mas em termos extritamente musicais o recital foi desequilibrado: a parte erudita fraca e a popular mais satisfatória. A parte erudita, com obras de grande beleza, sobretudo a semi-ópera de Purcell, Rei Artur, não foi bem aproveitada pelo evidente desequilíbrio vocal entre os cantores: uns cantando, outros não; uns experientes, outros neófitos, um visivelmente dublando, e o regente deixando passar tudo pelo bem do espetáculo. De fato, fica muito feio o regente ter que parar a apresentação para afinar os cantores ou consertar as entradas. Monte mandou seguir como eu faria, mas no dia seguinte quarenta chibatadas seriam pouco para colocar o coro em ordem e até mesmo uma auto-fragelação do regente é favorável. Mas se os coralistas continuam com visíveis problemas vocais que o preparador vocal não consegue resolver ou não pode resolver, é melhor como Bach: jogar a peruca no aluno e mandá-lo ser sapateiro. Mas creio eu que, salvo o dublador, os integrantes do Madrigal da UEPA, não precisam comprar solas e cola de sapateiro para mudar de ramo. Com estudo e técnica tudo se resolve. É só trabalhar para por o coro em nível de igualdade vocal e pensamento musical unitário para o grupo. Como eu digo: o coro é uma só voz saída de várias gargantas.
Outro quesito deve ser levado em consideração: o Madrigal da UEPA é formado por amadores e não profissionais. E aqui entendam cantores profissionais pelo sentido lato da expressão: aquele que se sustenta com seu canto: o que ainda é um sonho distante no Pará. E claro, não se analisa amadores como profissionais. Cantar todo dia difere substancialmente de cantar de vez em quando e para piorar com um repertório sempre mutável, como é de hábito entre os amadores, o que não permite o necessário amadurecimento dos intérpretes.