terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Roberta França e Campos de Melo: Recital em Belém

Os paraenses Roberta França e Paulo José Campos de Melo realizaram na noite de 20 de dezembro de 2010 na Sala Augusto Meira Filho em Belém do Pará um recital promovido pela Fundação Amazônica de Música enchendo a capital paraense de sons musicais na reta final deste ano. Aliás 2010 está repleto de apresentações musicais no período natalino como há anos não se via.
Paulo José e Roberta são dois legítimos representantes do que significa ser músico erudito paraense, isto é, bem preparados tecnicamente, de qualidade musical elevada, de indiscutível talento artistico e por isso mesmo músicos que tiveram de sair do Pará para fazer carreira profissional em outros estados ou países devido a total incapacidade da terra paraense - e pela falta de interesse do nosso povo, diga-se - em manter esses grandes músicos em nossa terra. Por isso o Pará continuará a abandonar os seus grandes músicos e quem fará uso deles são outros povos mais sábios e espertos que o nosso, sabedores de que um músico de qualidade não é coisa para se desprezar dão a eles as condições de se profissionalizarem e viverem de música, não de educação musical como aqui, mas de música mesmo, ou seja, concertos, recitais, gravações, vídeos e tudo o mais que um músico erudito profissional possa fazer para ganhar dinheiro e viver de sua arte.
Paulo José fez carreira na Alemanha e Roberta atualmente está radicada nos Estados Unidos. Muitos dizem que esses músicos por serem grandes devem abandonar o Pará porque aqui músico bom não deve ficar, mas nem percebem que isso essa afirmativa leva a um fato preocupante: se todos os nossos grandes músicos, por esse fator, sairem do Pará nós ficaremos somente somente com os "merdinhas". E nenhum público merece ficar somente com a "rebarba" musical. Então já passou da hora de o Pará e o povo paraense começarem a valorizar o que é nosso e de grande qualidade e se esforçarem para mantê-los aqui; tanto suas arte quanto suas qualidades musicais.
Como podem ver nos vídeos ambos os músicos sabem (muito bem) o que fazem. Houve problemas nesse recital, evidentemente sim; mas creio que devido às poucas horas de ensaio, pois música de conjunto não se prepara "nas coxas". Mas o resultado final foi bastante agradável. Roberta tem uma sonoridade muito boa e clara no violino, chamando a minha atenção a limpeza de seu ataque. Reconhecesse um grande violinista pela clareza nos seus ataques e Roberta França e muito boa no trato com seu instrumento. Espero vê-la novamente tocando em Belém.

INFORMAÇÕES CONTIDAS NO PROGRAMA
Roberta França é atualmente violinista da Reno Philharmonic Orchestra e da TOCCATA Orchestra, na cidade de Reno, estado de Nevada. Desenvolve atividade acadêmica na Universidade de Nevada, Reno, como Professora Assistente Administrativa da Série de Música de Camera L-CUBES. Nesta Universidade está concluindo Mestrado em Música – Performance em Violino e Estudos Orquestrais, tendo como orientadora a professora Stephanie Sant’Ambrogio.
Estudou com os violinistas: Amy Appold, Eva Szekely, Stephanie Sant’Ambrogio, Leslie Perna, Nikolai Khit, Sergei Firsanov, Tatiana Firsanova, e Celson Gomes. Participou de master classes com os professores: Ronald Patterson, Benny Kim, Elizabeth Pitcairn, Martin Chalifour, Dmitri Atapine, entre outros.
É Mestre em Educação Musical 2009 pela Universidade de Missouri – Columbia, (MU), sob orientação da Dra. Wendy Sims. É Bacharel em Música – Violino, por esta Universidade onde também concluiu em 2007 o Curso de Administração – Busness.
Tendo uma formação intelectual versátil, desenvolveu um grande trabalho pedagógico na Universidade de Missouri, lecionando a disciplina Fundamentos da Música, no Curso de Graduação em Música, daquela Universidade. Foi também Diretora Assistente e Professora do Missouri String Project, projeto no qual ministrou aulas para crianças de 8 a 12 anos, em Columbia, Missouri, no período de 2002 a 2009.
Quando morando na cidade de Columbia, estado do Missouri, nos EUA, participou ativamente da vida musical desta cidade, atuando como violinista em orquestras e grupos musicais. Integrou a Orquestra da Universidade do Missouri – MU sob a regência do Maestro Edward Dolbashian, e a 9th. Street Phiçharmonic Orchestra. Neste período apresentou-se como camerista na Odyssey Chamber Music Series e manteve o duo com a professora Natalia Bolshakova, pianista.
Natural de Belém, pará, brazil é formada em violino pelo Conservatório Carlos Gomes, onde conclui seu curso no ano 2000. Integrou o naipe de violinos da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, e em diversas oportunidades integrou a Orquestra Sinfônica do Festival Internacional de Música do Pará. Além de uma ativa violinista, Roberta França adora lecionar.
Paulo José Campos de Melo filho da pianista Ana da Graça Campos de Melo, iniciou a carreira artística aos três anos de idade na extinta TV Tupi do Rio de Janeiro. Concluiu o curso de piano no Conservatório Carlos Gomes com a Profª. Doris Azevedo e estudou posteriormente com Miguel Proença no Rio de Janeiro e com o Maestro Souza Lima em São Paulo. Em 1977 a convite do pianista Roberto Szidon foi para a Suiça onde se apresentou no Festival Tibor Varga em Sion. No mesmo ano foi admitido na Escola Superior de Artes de Berlim onde concluiu o curso em 1981, com o professor Helmut Rollof e paralelamente aos estudos foi Diretor Musical do Städtische Bühnen West Berlin (Palcos Municipais de Berlim Ocidental) e atuou como Diretor de sonoplatia no Theater dês Westens. Transferiu-se para Göttimgen onde foi diretor musical do Deutsches Theater.
Como pianista apresentou-se em mais de 20 Países na Europa e Americas do Norte e Sul e foi Diretor Musical de alguns dos mais importantes Teatros da Europa, como o Teatro Municipal de Münster, O Teatro Estadual de Braunschweg, o Schloss Theater de Celle, Teater der Courage em Viena, Atelier Theater em Berna e Tiroler Landesr Theater de Inssbrücken.
Apresentou-se com renomadas orquestras e regentes e como camerista apresentou-se com expressões da música da atualidade como o Trio Beethoven de Londres, Antonio Del Claro, Eva Szekely, Andre Kerver, Fred Pott, Ana Rute Bermudes, Dilson Florêncio, Wolfgang Bünten, Peter Grönlund, Susanne Eisenkolb, Barbara Blume, Maria Hartmann, Gabriel Barilli, Michael Wallner, etc...
Recebeu prêmios por sua atuação como Diretor musical, compositor e editor da trilha sonora do filme “Faust” do diretor austríaco Ernst Gossner e escreveu e gravou a trilha sonora do brasileiro “O Pão dos Anjos” de Daniel Tonucci. Tem um musical e duas óperas de câmara editadas em Viena com textos de Michael Wallner e Goethe.
A convite do Governo do Estado do Pará foi superintendente da Fundação Carlos Gomes de 1996 a 2006. Gravou o único CD do cantor paraense Walter Bandeira, lançado em 2009.


PROGRAMA


Vocalisa Serguei Rachmaninof (1873-1943)
Sonata nº. 2 em lá maior, Op. 100 Johannes Brahms (1833-1897)
Allegro amabile
Andante tranquillo
Allegretto grazioso (quase Andante)
Romance em F Antonin Dvorak (1841-1904)
A Lenda do Caboclo Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Santarém por de sol Wilson Fonseca (1912-2002)
Tree Preludes George Gershwin (1898-1937)
I.
II. Andante com moto e poço rubato
III. Allegro ben ritimado e deciso
Tambourim Chinoise (Tamborin Chinesa) Frtiz Kreisler (1875-1962)


VÍDEOS

Rachmaninov: Vocalise

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Brahms: Sonata para violino n. 2 em lá maior, Op. 110: 1º. Allegro amabile

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Brahms: Sonata para violino n. 2 em lá maior, Op. 110: 2º. Andante tranquillo

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Brahms: Sonata para violino n. 2 em lá maior, Op. 110: 3º. Allegretto grazioso (quasi Andante)

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Dvorak: Romance em F

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Villa-Lobos: A Lendo do Caboclo

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Santarém Por de Sol

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Gershwin - Tree Preludes

I. Sem indicação

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sábado, 18 de dezembro de 2010

VERENA ABUFAIAD E ORQUESTRA VALE MÚSICA

Na noite de 25 de outubro de 2010 no Teatro da Paz em Belém do Pará, a Orquestra Jovem Vale Música apresentou excelente concerto no templo maior da cultura paraense. Foi um concerto memorável, posto que alunos e não profissionais, na sua maioria, estavam tocando obras de peso do repertório sinfônico internacional.
Tchaikovsky, Carlos Gomes e Grieg tiveram obras executadas em um nível alto pelos alunos do Projeto Vale Música (leia informações abaixo). Essa orquestra jovem já está se destacando bastante no cenário musical paraense, tendo seus concertos concorridos e já várias vezes lotados, creio eu, pela fama crescente que estes meninos andam obtendo.
Basta assistir os vídeos abaixo para se constatar que todos os professores da Fundação Amazônica de Música estão desempenhando um trabalho extraordinário no preparo técnico desses jovens músicos. Apesar do Projeto Vale Música ser voltado para a educação musical de crianças e adolescentes, é evidente que ele estrapolou seus objetivos, dando ao Pará futuros grandes músicos profissionais; alguns como Yuri Laurent já se destacando em concursos e recebendo prêmios.
Prêmio maior quem recebe é a vida musical de Belém, que volta e meia pode contar com a apresentação de uma grande orquestra de alunos executando obras amadas do repertório internacional.
Meus parabéns vão para quem organizou esse concerto dada a total uniformidade de som e estilo musical: o romantismo imperou. Nem mesmo Mignone – que iniciou o concerto – destoou da sonoridade programada, pois sua música; embora de um pungente nacionalismo, não deixa de ser romântica; mas a maneira brasileira. Os três compositores restante, todos contemporâneos, garantiram a aproximação da estética musical. Eu, particularmente, acho esses programas muito mais viáveis em termos auditivos, diferentemente daqueles que “fazem uma viagem no tempo” executando obras de compositores de estilos musicais diferentes e assim fazem do concerto uma gororoba estilístico-musical.
Miguel Campos Neto está fazendo um bom trabalho na regência da orquestra e sua leitura é bastante agradável. Também é corajoso e atrevido (no bom sentido), pois tocar Tchaikovsky com estudantes adolescentes é um pouco perigoso, posto que eles ainda não conheçam os sofrimentos típicos dos adultos e que Tchaikovsky sentiu mais do que ninguém e os passou todos para seu música. A trompista Jaqueline Louzada merece uma nota 10 pelo seu solo no 2º movimento: limpo, lírico, melancólico, sofrido, apaixonado como o trecho deve ser. Os rapazes trompistas devem tomar cuidado, pois as trompistas chegaram em definitivo nas orquestras.
A pianista Verena Abufaiad estudou com Mavilda Aliverti e Glória Caputo. É produto então do melhor curso de formação musical do estado do Pará, ou seja, o de piano. E como não bastasse foi aluna de Glória Caputo, que além da genialidade na administração cultural é excelente professora de piano, haja vista a alta qualidade técnica de vários ex-alunos seus.
Verena e orquestra executaram muito bem o Concerto para piano de Grieg, mas foi uma pena que ela tenha errado feio um trecho de uma peça de Chopin (logo ele) no bis. Chopin é um dos poucos compositores cuja obra se já não for toda conhecida do público está prestes a ser. Portanto, ao errar uma nota em Chopin fatalmente a assistência inteira percebe: e ainda aponta o compasso que foi errado. Mas para quem esteve lá, melhor é ficar com a execução de Grieg, que aparentemente não teve notas erradas.
INFORMAÇÕES CONTIDAS NO PROGRAMA
Miguel Campos Neto - Regente
Miguel Campos Neto atua pela quinta temporada como Diretor Artístico e Regente Principal da Chelsea Symphony, orquestra baseada em Nova York. Ele também ocupa os cargos de regente assistente da Amazonas Filarmônica em Manaus, e Regente Principal da Orquestra Jovem Vale Música em Belém. Como regente convidado ele ja liderou a Orquestra de Câmara do Amazonas, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, The Mannes Orchestra, e nessa temporada regerá uma das maiores orquestras da América Latina: a Orquestra Sinfônica de Puerto Rico.
Como regente de Ópera, Campos Neto já se apresentou em alguns dos mais importantes teatros do Brasil: Teatro Municipal (RJ), Teatro Nacional Cláudio Santoro (Brasília), Theatro da Paz (Belém) e Teatro Amazonas (Manaus). Colaborou com o compositor Roger Waters (ex-membro da Banda Pink Floyd) em sua Ópera Ca Ira e regeu performances encenadas no famoso Festival Amazonas de Ópera. Também colaborou com o compositor Stephen Schwartz (3 Oscars de melhor canção) nos detalhes finais da sua primeira ópera, regendo a sua pré-estreia em Nova York, liderando um cast de solistas da New York City Ópera. Também ativo como regente de Ballet, Campos Neto regeu performances encenadas de Appolon Musangete (Stravinsky), O Boi no Telhado (Milhaud), Uirapuru e Floresta do Amazonas (Villa-Lobos).
Miguel Campos Neto possui diplomas de Performance em violino (Bacharelado e Mestrado) e Mestrado em Regência Orquestra, obtido na Mannes College of Music de Nova York. Seus mentores foram David Hayes, Edward Dolbashian, and Joseph Colaneri (regencia Operistica). Ele já colaborou em concertos com grandes solistas como Antonio Meneses (Cello) e Robert Bonfiglio (Harmônica).
Verena Abufaiad - Solista

       Verena iniciou seus estudos musicais em 1993, no Conservatório Carlos Gomes, sob a orientação da Prof" Mavilda Aliverti, tendo concluído seu curso em 2003. Neste mesmo ano participou do Concurso de Piano Dóris Azevedo, obtendo o primeiro lugar em sua categoria. Em 2004, ingressou no Bacharelado em Música (UEPNFundaçãp Carlos Gomes), na cadeira da Prof Glória Caputo. Em 2005, participou do Concurso DórisAzevedo, Categoria Master (Bacharelado), obtendo o primeiro lugar. Em 2007, participou do 14° Concurso Nacional de Piano ProFAbraão Calil Neto, em Ituiutaba (MG), onde obteve o primeiro lugar em sua categoria (Superior a 18 anos) e o Prêmio de Melhor Intérprete do compositor brasileiro Edino Krieger, o qual se fazia presente à banca do concurso. Em 2009, participou do Concurso Nacional Edna Basseth, Curitiba (PR), onde recebeu Menção Honrosa.
      Participou de Master Class com os pianistas Marília Caputo, Gabriella Affonso, Édson Elias, Peter Jirikovsky, Pamella Pyle, Elzbieta stemlicht, entre outros. Atualmente, é professora de piano da Fundação Amazônica de Música e do Conservatório Carlos Gomes, e cursa o Mestrado em Artes da Universidade Federal do Pará.

ORQUESTRA JOVEM VALE MÚSICA

A Fundação Amazônica de Música, juntamente com a Fundação Vale, vem desenvolvendo desde 2004 o Projeto VALE MÚSICA, voltado para a educação musical de crianças e adolescentes da rede pública de ensino.
Integrando o Projeto, a Orquestra Jovem VALE MÚSICA foi criada em janeiro de 2010 com alunos de idade entre 10 e 20 anos. Seu Regente é o Maestro Miguel Campos Neto, e seus regentes assistentes são os professores Agostinho Jr. e Paulo Keuffer. O repertório da Orquestra inclui peças eruditas e populares, dando ênfase ao caráter didático musical.
Os alunos que integram a Orquestra Jovem VALE MÚSICA têm larga experiência em apresentações musicais, em diversos eventos culturais, como a participação na Ópera Infanto-Juvenil "O Viajante das Lendas Amazônicas", apresentada no Pará, em Belém (Theatro da Paz) e em Marabá (no Ginásio Poliesportivo), assim como no Palácio das Artes, em Belo Horizonte-MG e na Ópera de Rossini, "Cambialle de Matrimônio", parte integrante do Festival Internacional de Ópera da Amazônia de 2009.
Em maio de 2010, a OJVM, como integrante da Ópera "O Viajante das Lendas Amazônicas", se apresentou no Teatro Nacional Cláudio Santoro de Brasília, e no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em junho de 2010 apresentou-se com o renomado violoncelista Antônio Meneses, em Belém, e novamente no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde interpretou peças de Beethoven e Tchaikovsky.
A OJVM tem desenvolvido o intercâmbio com instrumentistas e regentes internacionais, entre os quais: Oavid Spencer (USA), Jooyong Ahn (Coréia do Sul), Ricardo Cabrera (Colômbia), Brian Lewis (EUA), Yerko Tabilo (Chile), Alexander Shityakov (Rússia), Evgueny Pustovalov (Rússia), Walter-Michael Vollhardt (Alemanha), entre outros.

VÍDEOS
FRANCISCO MIGNONE (1897-1986) Congada
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PIOTR ILYCH TCHAIKOVSKY (1840-1893) SINFONIA Nº. 5
2º. MOVIMENTO: Andante Cantabile / 3º MOVIMENTO: Valsa
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ANTÔNIO CARLOS GOMES (1836 - 1896)
IL GUARANY – PROTOFONIA
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EDVARD GRIEG (1843-1907) CONCERTO PARA PIANO E ORQUESTRA Op. 16
1º: Allegro Moderato
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2º Adagio
3º Allegro moderato Molto e Marcato (incompleto)
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

ENCERRAMENTO DO FIMUPA 2010

Este vídeos mostra uma pequena parte do concerto de encerramento do Festival Internacional de Música do Pará de 2010. Pode parecer grandioso, mas foi, verdadeiramente, uma fajutice sem limites de um evento musical divisor de águas na história da música de concerto na capital paraense. Nem de longe, quanto mais de perto, essa edição do festival talvez nem seja merecedora da designação Internacional, pois músicos de outras nacionalidades foram coisa muito rara nessas quatro edições de governo petista de Ana Júlia Carepa.
Ao que parece, os músicos paraenses e brasileiros dominaram o cenário dos FIMPs petitas por conta da visão populista e popular dos vermelhinhos de que um festival internacional cheio de grandes músicos estrangeiros é "elitista"; e elitismo, como todos sabemos, é execrado pelos petistas mais radicais; daqueles que usam a bandeira do partido como vestuário.
Somando tudo e noves fora foi um dos piores festivais que nós podemos (ter o desprazer) de presenciar. Nem de longe, e de perto, lembrou a grandeza dos anos iniciais do festival em sua primeira fase na época de Glória Caputo, muito menos o ápice alcançado por ele durante a superintendência de Paulo José Campos de Melo e a direção técnica de Anamaria Peixoto. É claro que os governadores e secretários de cultura paraenses desde Jader Barbalho até Simão Jatene contribuíram muito para a grandeza desse Festival, mas a genialidade de Glória Caputo na capitação de recursos frente empresas privadas e a administração da credibilidade do festival feita por Campos de Melo também foram diferenciais.
No fim das contas, ficou provada a total incapacidade dos petistas de lidarem com eventos culturais e artísticos de qualquer porte, quase certeza pela maldita visão petista de elitismo e populismo artistico e cultural. Mas nesse ano o Festival teve um concerto de encerramento com a tradicional orquestra formada pelos músicos participantes; talvez sanando o erro monstruoso de 2009 quando a orquestra não foi formada.
Um Festival descaracterizado, desorganizado, descompromissado com sua história e um fracasso total de público; esse foi o Festival Internacional de Música do Pará de 2010. Um 23º ano de vida totalmente melancólico para aqueles, que como eu, tiveram o imenso prazer de acompanhar noites históricas nesse Festival.



Fotos:






Danças Polovitzianas - O Príncipe Igor - Borodin (excerto)


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