quinta-feira, 29 de abril de 2010

LEON KEUFFER: HOMENAGEM AO HOLOCAUSTO

Esta postagem foi-me enviada pela minha colega Cecília Keuffer, cantora judia fluminense que faz carreira na Europa, e atualmente está em Belém do Pará; onde foi criada. Pois bem, Cecília é mãe de Leon Keuffer e esposa de Paulo Keuffer, ambos violinistas paraenses de nascença. Leon está estudando na Inglaterra e participou de uma homenagem ao Holocausto dos judeus ocorrido durante a 2ª Guerra Mundial como todos bem sabem. A postagem original está todo no desagradável idioma inglês e assim eu o repito.

"
MANCHESTER NEWS
Courage is the order of the day

MONDAY'S annual Yom HaShoah ceremony was called Triumph of the Spirit. And there was no shortage of courage at the event at Prestwich's Hilton Suite.

More than 600 people were there to hear testimonies, stories and songs.

Tears welled up hearing the some of the survivors' harrowing and horrific tales.

The event began with the call of the shofar by Shalom Goldblatt, followed by Leon Keuffer's moving rendition of the Schindler's List theme on the violin.

Six memorial candles were lit by three generations of the Kleiman family - Karl, Estelle, Lee, Justine, Scarlett and Lydia.

Peter Elliott paid tribute to his Viennese-born grandfather Herbert Elliott, who died in June, aged 84.

He recalled: "My grandfather was an excellent sportsman.

"The level of antisemitism started to increase in 1933 and rose with the Anschluss - the union between Nazi Germany and Austria."

Herbert's father applied for an exit visa for his son, but he wanted to go to Holland with his friend.

However, his father wanted him to go to Britain and he did - his friend died in Nazi-occupied Holland.

"It was the last time my grandfather saw his father as he was sent to Theresienstadt," Peter said.

"He was liberated by the Russians in 1945 and went to then-Palestine to be reunited with daughter Ilsa, but died soon afterwards."

Herbert was sent to live in Preston with a Jewish couple, Mr and Mrs Jackson, who later acted as his unterfuhers at his wedding to Louise.

He also played amateur football for Preston North End.

Peter added: "My grandfather was more than a symbol.

"His experiences made him want to nature and nurture his own family."

Polish-born Myer Hersh, a survivor of several camps including Auschwitz and Buchenwald, read The Survivors' Legacy, before Yoni Mechlowitz and Chazan Michael Isdale beautifully sang the Partisan Song.

Polish survivor Manya Stern told the audience about her childhood in her village and Janina Isaacs read out Manya's emotional memories.

The B'Yachad Male Choral Group, featuring Jonathan Isdale, sang Ani Ma'amin and Menachem Portnoy told Sam Gontarz's story.

There wasn't a dry eye in the house when Sam's son Robbie paid tribute to his Dad, calling him a "fantastic father" before they embraced.

Ian Oster sang Es Brent and Chazan Isdale Es A Enai And El Maale Rachamim and Sophie Mechlowitz told Czechoslovakian-born Sora Kraus' story.

Manchester Great and New Central Synagogue's Rev Gabriel Brodie spoke of the evil perpetrated against the Jewish people before reciting kaddish, followed by 60 seconds of silent reflection.

Perhaps the most indicative words came from Suzanne Kantor, granddaughter of survivor Joe Rubinstein, who read the Pledge to Remember of the second and third generations.

"Our obligation is to you, our parents, who suffered and survived, to our grandparents, who perished in the flames, to our vanished brothers and sisters, more than one million children, so brutally murdered," it said.

Além dessa postagem, Leon foi honrado com uma reportagem de página inteira, destacando-o como único aluno brasileiro (paraense) a ser aceito na prestigiada escola de música Chethans em Manchester na Inglaterra. Palmas para ele, que já demonstrou ser um violinista talentosíssimo e que nasceu com o gene musical presente nos corpos dos pais. Filho de peixe peixinho é diz o ditado popular. Leon é uma confirmação dele. Quem se liga na vanguarda musical ainda ouvirá muito desse excelente músico paraense que ainda está só engatinhando na vida musical, mas ao que tudo indica, será um dos responsáveis por manter intacta a linhagem de grandes músicos paraenses. Cecília e Paulo estão de parabéns e o Pará certamente agradece a eles por ter-nos dado mais um grande músico. Bravo!

15 a 21 de abril de 2010
cultura www.braziliannews.uk.com 22
Violinista brasileiro de 15 anos destaca-se como único brasileiro em famosa escola de música de Manchester
Desafio maior agora é pagar a escola que custa 24 mil pounds por ano!

Quando Cecília escreveu contando ao jornal Brazilian News que seu filho, Leon Keuffer, era a primeira criança brasileira a ser aceita na prestigiosa escola de música Chethams (Chethams é famosa pela biblioteca onde Marx e Engels costumavam se sentar para conversar), em Manchester, a repórter realmente esperava conversar com um garoto, cheio ainda de incertezas
que tivesse deixado Belém do Pará, para concretizar um sonho de estudar música.
Mas Leon, de 15 anos, passa longe de apenas um menino sonhador. Em respostas sérias, é fácil
identificar o quão determinado é em sua carreira de música. Interessado na área desde criança, Leon é filho de pais que sempre tiveram uma veia artística: a mãe é cantora lírica e o pai tocava
violino em orquestra. “Eu sempre me interessei por musica, desde meus primeiros anos. Quando era bebê, minha mãe me levava em concertos em que meu pai tocava com orquestra. Eu também gostava de ouvir meu pai tocar em casa”, conta. E foi assim que seu interesse por música começou.
A escolha pelo violino também foi natural: “Escolhi o violino porque este foi o primeiro instrumento que ouvi tocar; o som do violino entrou na minha mente antes de eu ter nascido! Mas também gosto do desafio e da sensação quando toco violino”.
Foi enquanto estudante de violino que, participando do festival Ex Toto Corde em São Paulo, surgiu uma oportunidade de ampliar seus caminhos: quando o professor brasileiro Carmelo De Los Santos teve que se ausentar do festival, ele foi tomar as aulas com o professor americano Peter Zazofsky, que foi quem indicou o professor Jan Repko, que trabalha na Chetham's School of Music em Manchester, à mãe de Leon. “Eu não conhecia esta escola antes, mas quando fiquei
sabendo, estava certo de que esta era a melhor escolha”, explica Leon.
A preparação para a audição de aceitação foi intensa: ele foi para Belo Horizonte para ter algumas
aulas com o Servio-montinegrense Roman Simovic (que foi recomendado pelo famoso violinista
israelense Shlomo Mintz). “As aulas foram cansativas, mas garantiu o meu sucesso na audição”, conta.
Começando a estudar na Inglaterra em setembro do ano passado, em seis meses, Leon já participou de concertos com orquestra, tocou com seu quarteto de cordas, Keuffer Quartet, fez apresentações solo na escola, na Manchester Cathedral.
Com um horário bastante disciplinado na escola, já que ele é interno, e de muito trabalho, o brasileiro tem aulas de música (que envolve história da música, estilos de música e composição), violino, música de câmara, inglês (literatura), história, matemática, ciências (biologia, fisica e quimica), orientação educacional e educação física.
Único brasileiro em toda a escola, seus colegas são originários de diversas partes do mundo: “Meus colegas não são só ingleses; tem galês, irlandês, grego, francês, japonês, alemão e espanhol na minha turma, mas conheço alguns chineses, azerbajani, jordaniano, noruegueses, singapuriano, australiano e russo. Mas sou o unico brasileiro”.
Com uma agenda cheia, tem semanas que ele deu 5 concertos já. Membro de uma sinagoga local,
a comunidade judaica de Manchester gosta de vê-lo tocando, então ele recebe muitos convites para tocar, aceitando sempre que pode, o que lhe rendeu participação em diversos Mitzvah Day, tocando para idosos e também na festa de Chanuka do Manchester Jewish Museum.
Além disso, ele se apresenta nos concertos da hora do almoço na escola e é membro da Chethams
Symphony Orchestra, que é uma das melhores orquestras jovens da Inglaterra.
A responsabilidade é tão grande que ele é o primeiro violino no Keuffer Quartet, que tem seu nome, justamente por ter esta posição no grupo.
Sobre a experiência como estudante de escola tão importante, ele frisa que os benefícios não se
limitam só à música: “Fiquei mais responsável e independente, inclusive meu interesse por música aumentou bastante. Estou aprendendo coisas novas todos os dias e também conhecendo aspectos interessantes sobre o lugar que moro. Uma boa experiência”.
O desejo futuro? “É ter uma carreira internacional, tocando violino com várias orquestras e, talvez, formar uma carreira de regente e de professor”.
Apesar do empenho de Leon, no entanto, a escola é caríssima (24.000 pounds por ano) e a família não tem todo este recurso. Por isso, a idéia de trazer a história deste menino às páginas do Brazilian News. “Quem sabe algum doador pode ajudar a pagar a escola?”, comenta a mãe coruja Cecília. Para entrar em contato, mande um email para c_keuffer@yahoo.com!!!!

Nenhum comentário:

Postar um comentário