OSTP: BACH, SMETANA, ROSSINI

Esta postagem está bastante atrasada. Ela se refere ao concerto da Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz na noite de 12 de novembro de 2009. Não foi um concerto de alto nível, já que Paulo Keuffer, em péssima noite, fez uma execução muito ruim do Concerto para Violino e Orquestra nº. 2 de J. S. Bach, auxiliado pela regência equivocada de Enaldo Oliveira que conduziu a orquestra para uma via que Bach e nenhum compositor barroco percorreu. É só assistir o vídeo para saber do que estou falando. Ouvidos atentos na péssima execução do 3º movimento, música das mais brilhantes escritas por Bach (entre o pouco que conheço da imensa obra dele). O meu favoritismo por esse concerto, sobretudo, pelo seu rondó não me dá vontade de ser condescendente com nenhuma execução menos que excelente dele. Alías, até mesmo quem nao é fã de Bach merece uma execução de qualidade; o que não aconteceu nessa noite. E olha que Paulo Keuffer já tocou muito mais em outras apresentações. Noites ruins acontecem, mas essa foi péssima para ele.
Depois, já só, Enaldo deu boas leituras para duas partituras célebres dos concertos: a abertura da ópera Guilherme Tell e o poema sinfônico O Moldávia do ciclo Minha Pátria de Smetana.
Bem ou mal para nós que somos fãs de música sinfônica vamos nos contentando (ma non troppo) com as apresentações da OSTP. Bem ou mal a orquestra consegue preparar obras clássicas do repertório internacional para nós ouvirmos. Mas ainda falta muito (sobretudo, vontade política da SECULT) de transformar a OSTP num orgao público legitimado, com músicos efetivos e na quantidade certa para chamá-la de orquestra sinfônica. Por enquanto, é forçoso dar razão a Marcus Góes que a classificou recentemente como uma orquestra dita sinfônica. Concordo com ele.


Vejam os vídeos:

J. S. Bach: Concerto para violino e orquestra em e maior, BWV 1042,

1º. mov: Allegro

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2º. mov: Adagio

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3º. mov: Allegro assai

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Rossini: Abertura da ópera Guilherme Tell

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Smetana: O Moldávia (poema sinfônico)

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