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Mostrando postagens de Setembro, 2010

EDITORIAL

Ai, ai. Setembro chegou e já chega ao fim com uma triste lembrança: o Festival Internacional de Ópera da Amazônia está totalmente sucateado e nem de longe lembra os anos de Festival Internacional do Teatro da Paz, este último organizado durante o governo tucano. Culpa de quem? Da governadora? Da diretora do Teatro da Paz? Do secretário estadual de cultura? Da falta de dinheiro? Da falta de compromisso com a cultura no Pará? Certamente há culpados, mas como estou longe do processo terei o cuidado de não apontar o dedo na cara de ninguém. Mas que culpados há isto é uma verdade. Vejamos por vários pontos: 1º - Por que tivemos este ano somente a montagem de uma ópera, quando a tradição eram três?. 2º - Por que não usaram as montagens já existentes e fizeram reprises? 3º - Por que insistem em incluir concertos que nada têm de operísticos na programação? Há ainda várias perguntas a serem feitas, porém como é de praxe neste país, imensas justificativas serão dadas pelos envolvidos justificand…

Filarmônica de Minas Gerais: turnê 2010

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A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, em turnê por sete capitais brasileiras (Salvador, João Pessoa, Recife, Natal, Fortaleza, Belém, Manaus), fez sua penúltima apresentação em Belém do Pará no Teatro da Paz (pós-reforma) na noite de 17 de setembro de 2010 em um concerto que foi incluído na programação do fajuto e desmerecedor do título IV Festival Internacional de Ópera da Amazônia. A orquestra pôs o pé na estrada com dois programas quase idênticos, isto é, Natal e Fortaleza ouviram a abertura Egmont de Beethoven como número de abertura, enquanto as outras capitais ouviram (para minha extrema felicidade) a protofonia do Guarany. As outras duas obras foram a Júpiter de Mozart e a Oitava de Dvorak, sinfonias bombasticamente românticas em suas sonoridades maciças, grandiosas e até mesmo grandiloquentes. Se Mozart tivesse vivido mais uns trinta anos certamente Ludwing van Beethoven não teria entrado para a história da música como criador audaz do romantismo musical, pois seu contemporâ…

Adriane Queiroz canta musicais

Minha amiga Adriane Queiroz nos comunicou de um vídeo seu no youtube quase secreto, pois não está no nome dela e sim da Tertianum. Nele, ela canta canções de musicais e de câmera com um prazer imenso. Mesmo pelo vídeo é contagiante. Imaginem ouvi-la ao vivo.

QUARTETO BOSÍSIO E AS PALAVRAS NA CRUZ

Apesar de estar totalmente fora das diretrizes do festival de Juiz de Fora, a obra As sete últimas palavras de Cristo na cruz do austríaco Joseph Haydn; e apesar do título, escrita para quarteto de cordas, foi um dos pontos altos do festival na cidade mineira. E olha que tive colegas que não aceitaram o fato de um tema como esse ter sido escrito para formação instrumental: eles esperavam um super coral ou madrigal de arrebentar. Recriado em 2009 pelo próprio Paulo Bosísio (spalla) depois de alguns anos fora de atividade, o quarteto volta agora com as participações de Carlos Mendes (2º violino), Dhyan Toffolo (viola) e Mateus Cecatto (cello), e claro, Bosísio no 1º violino.
- L'introduzione - Maestoso ed Adagio

2. Sonata I - Largo - "Pater, dimitte illis,quia nesciut, quid faciunt"

3. Sonata II - Grave e Cantabile - "Hodie mecum eris in Paradiso"

4. Sonata III - Grave - "Muller ecce filius tuus"

5. Sonata IV - Largo - "Deus meus, Deus meus, utquid derel…