segunda-feira, 27 de setembro de 2010

EDITORIAL

Ai, ai. Setembro chegou e já chega ao fim com uma triste lembrança: o Festival Internacional de Ópera da Amazônia está totalmente sucateado e nem de longe lembra os anos de Festival Internacional do Teatro da Paz, este último organizado durante o governo tucano. Culpa de quem? Da governadora? Da diretora do Teatro da Paz? Do secretário estadual de cultura? Da falta de dinheiro? Da falta de compromisso com a cultura no Pará? Certamente há culpados, mas como estou longe do processo terei o cuidado de não apontar o dedo na cara de ninguém. Mas que culpados há isto é uma verdade.
Vejamos por vários pontos: 1º - Por que tivemos este ano somente a montagem de uma ópera, quando a tradição eram três?. 2º - Por que não usaram as montagens já existentes e fizeram reprises? 3º - Por que insistem em incluir concertos que nada têm de operísticos na programação? Há ainda várias perguntas a serem feitas, porém como é de praxe neste país, imensas justificativas serão dadas pelos envolvidos justificando um Festival fraquíssimo e sem brilho.
Mas nem só de incompetência administrativa e falta de idéias úteis o circuito de música erudita de Belém viveu este setembro de 2010. O XXV Festival de Música Brasileira, organizado pela professora Dóris Azevedo no Conservatório foi realizado com vários concertos e eventos em homenagem a Meneleu Campos; que entre outras coisas foi diretor da instituição na primeira mentade do Novecentos belenense.
Com o fim da série Concertos para Belém II organizada pela F.A.M. as noites belenenses ficaram desprovidas dos excelentes recitais de música de câmera realizados na Sala Augusto Meira Filho. Espero que futuramente se inicie a terceira leva desta série.
Outra tragédia ocorrida neste mês foi a não realização do concerto de 15 anos do Coro Carlos Gomes por um motivo absurdo: nenhum pianista quis se comprometer com o evento, impedindo Maria Antonia Jiménez de realizar o concerto de aniversário do nosso maior coro. Mais uma vergonha para a Fundação Carlos Gomes, continuando a ignorar regiamente o seu maior grupo musical e que por isso deveria ter no mínimo respeito daqueles que administração a FCG.
Até outubro.

Ricardo D'Ávila

Um comentário:

  1. Estive já por aqui e cá estou outra vez. Belo espaço para as letras, para a poesia, para o pensamento... para tornarmos mais claros nossos caminhos! Ao mesmo tempo em que te mobilizo para removermos este triste índice de 2 livros/ano por leitor brasileiro (na Argentina são dezoito livros/ano),
    te convido a conhecer meus romances. Em meu blog, três deles estão disponíveis inclusive para serem baixados “de grátis”, em formato PDF.
    Um grande abraço e boa leitura!

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