sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Filarmônica de Minas Gerais: turnê 2010


A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, em turnê por sete capitais brasileiras (Salvador, João Pessoa, Recife, Natal, Fortaleza, Belém, Manaus), fez sua penúltima apresentação em Belém do Pará no Teatro da Paz (pós-reforma) na noite de 17 de setembro de 2010 em um concerto que foi incluído na programação do fajuto e desmerecedor do título IV Festival Internacional de Ópera da Amazônia.
A orquestra pôs o pé na estrada com dois programas quase idênticos, isto é, Natal e Fortaleza ouviram a abertura Egmont de Beethoven como número de abertura, enquanto as outras capitais ouviram (para minha extrema felicidade) a protofonia do Guarany. As outras duas obras foram a Júpiter de Mozart e a Oitava de Dvorak, sinfonias bombasticamente românticas em suas sonoridades maciças, grandiosas e até mesmo grandiloquentes. Se Mozart tivesse vivido mais uns trinta anos certamente Ludwing van Beethoven não teria entrado para a história da música como criador audaz do romantismo musical, pois seu contemporâneo morreu aos 35 anos em 1791, como todos sabemos, deixando-nos uma sinfonia acabada na estética musical que marcou o século XIX. Por isso eu a classifico como uma sinfonia romântica e não clássica.
Vendo por este ângulo o programa da Filarmônica de Minas foi totalmente homogêneo, pois em momento algum deixou uma sonoridade não romântica ser ouvida em sua apresentação. Formada por músicos de diferentes origens, a orquestra nos apresentou um som uniforme, bem trabalhado, com ótimas leituras de partituras que estão pra lá de repetidas no repertório sinfônico internacional, mas que muita gente ainda não se cansou de ouvir.
Infelizmente não consegui gravar o concerto em vídeo por estar em uma posição desfavorável no Teatro da Paz para realizar tal tarefa, mas os dois bis foram gravados e estão abaixos para vocês conferirem a excelência desta nova orquestra brasileira. Nos anexos, reproduzo os texto que estão no programa da turnê. Uma nota? Certamente 10.


Fabio Mechetti
Diretor Artistico e Regente Titular
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Senhoras e senhores,

É com grande prazer e alegria que apresentamos hoje a mais nova orquestra sinfônica profissional do brasil: a Filarmonica de Minas Gerias. Desde o seu concerto inaugural em fevereiro de 2008 até os dias de hoje a Filarmônica vem estabelecendo uma nova referencia nacional na música sinfonica: excelencia artistica associada a um modelo de gestão ágil e transparente. Composta por músicos dos mais diversos pontos do país e do exterior, a Orquestra vem realizando concertos memoraveis tanto em Minas Gerais, em particular na sua capital, como também no Festival de Campos do Jorsão, Foulles Journée no Rio de Janeiro e na Sala São Paulo. Temos tido a presença e apoio de alguns dos grandes nomes da música internacional, como Schlomo Mintz, Nelson Freire, Arnaldo Cohen, Anotonio Menezes, Augustin Hadelich e Eliane Coelho, que contribuíram significativamente para que a Filarmônica de Minas chegasse hoje ao patamar das grandes orquestras brasileiras.

Esse trabalho está agora sendo divulgado no Norte e Nordeste do país para que vocês acompanhem e desfrutem de perto o resultado dessa iniciativa pioneira. Trazemos um programa vibrante, de grande qualidade artística, mostrando-lhes a seriedade e o entusiasmo deste grupo de músicos.

Estimulados por essa oportunidade única de compartilhar a boa música com um público cada vez maior, esperamos fazer de todos vocês novos amigos que se unem por todo o Brasil através da música sinfônica de qualidade.

Um ótimo concerto para todos.


Bis:

1. Dvorak: Dança eslava nº. 8

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2. Glinka: Abertura de Russlan e Ludmila

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