Orquestra Pró-Música

Estes vídeso mostram alguns trechos da apresentação da pianista brasileira Maria Alice de Mendonça e da Orquestra Pró-Música de Juiz de Fora durante o último festival internacional de música realizado nessa cidade brasileira do estado de Minas Gerais, sempre nos meses de julho. A técnica apurada de Maria Alice foi usada para interpretar com vivacidade e brilho obras de Schumann e de Beethoven. Infelizmente só deu para gravar o primeiro movimento do Concerto para Piano nº. 4 de Beethoven. Alguns colegas meus do festival reclamaram da apresentação pois não a acharam satisfatória. Eu, por minha vez, a considerei acima da média e muito boa por sinal, sobretudo, as peças pianísticas tocada por Maria Alice; que evidentemente tocou com gosto os seus solos. Nelson Nilo Hack - que já passou a barreira dos 90 anos - é um regente experiente e sabe muito bem o que faz. Sua interpretação do concerto de Beethoven, se não é inovadora, pelo menos respeita a música do cabeludo compositor alemão e sabe tirar toda a beleza melódica registrada pelo compositor na partitura. Oução e opinem.

Robert Schumann (1810-1856)

Sonata Op. 22 em sol menor 1º movimento: "So rasch wie möglich"

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Cenas Infantis Op. 15
Träumerei (Canção de Ninar)
Kind im Ainschlummern (Criança caindo no sono)

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Carnaval Op. 9
Préambule - Papillons - A.SC.H - S.C.H.A (Lettres Dansantes) - Pause - Marche des Davidsb¨ndler contre les Philistins

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Carlos Gomes: Sonata para cordas 1º movimento

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Beethoven: Concerto para piano e orquestra nº. 4 1º movimento: Allegro Moderato

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Comentários

  1. Concordo com Ricardo D'Ávilla no tocante à interpretação da pianista Maria Alice Mendonça.
    Maria Alice soube explorar com maestria todas as nuances das obras executadas sozinha, principalmente Schumann. Seus gestos, sua maturidade musical e sua interpretação simplesmente confirmaram a imagem que esta concertista possui no meio artístico nacional.
    No concerto de Beethoven Maria Alice conseguiu impor sua musicalidade perante uma orquestra jovem, com deficiências musicais claras em função de inexperiência em interpretar um compositor tão iluminado como Beethoven.

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  2. Igualmente concordo com o comentário de Andressa Teixeira. Maria Alice, com uma brilhante apresentação, mostrou sua competência e habilidade técnica colocando, como sempre, a sua alma na interpretação. Sofrivel foi a apresentação da orquestra, empobrecida pelo número de músicos e, fatalmente, pela inesperiência para uma obra de tal grandeza

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  3. Realmente a Maria Alice não somente mostrou-se uma excelente pianista mas tb possuidora de muita musicalidade e de ser uma pessoa agradável e paciente. Quanto à Orquestra Pró Música de Juiz de Fora, onde TODOS seus músicos são jovens que de própria vontade conciliando ensaios, família, trabalho e outros, integram uma Orquestra que sim, tem muita eXperiência pois já levou sua música a vários lugares do Brasil e tb ao Exterior recentemente na França. Acho que uma obra de Beethoven nunca mais será executada como na época de suas orquestras contemporâneas por várias questões óbvias. Portanto, aplaudo o trabalho da Orquestra Pro-Música junto à Musical Pianista Maria Alice, que sob a ótica musical de 9 décadas do Maestro Nelson Nilo Hack, considerado recentemente como o maior maestro pedagogo do País, presentearam à comunidade Juizforana uma bela meditação musical. André Gama (Oboista)

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  4. Ainda hoje estou vibrando com o raro virtuosismo com que Maria Alice de Mendonça nos presenteou em seu concerto no Cine-Teatro Central de JdF. Para mim, a originalidade de sua execução foi uma revelação, pois ainda não a conhecia como pianista (grave deficiência cultural, a minha...). E direi sem rodeios que, pessoalmente, vejo despontar no brilho todo pessoal das interpretações dela uma nova época para a música, aliás, para músicas de vários gêneros, aliadas, também, a outras expressões artísticas, ou, como ela mesma se expressa, uma época de ‘música multidimensional’. – Vimos que ela toca com corpo e alma! Foi arrebatador. Obrigada, Maria Alice, por esse presente, por esses momentos de delírio e por esse talento que reúne ao dinamismo muito pessoal uma técnica primorosa. Vejo para você um longo caminho ascensional e espero que isso se revele também para nós, aqui, em sua terra natal! Ingeborg Scheible

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