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Mostrando postagens de Janeiro, 2011

A HORA E A VEZ DO JAZZ

O LIBERAL, Belém, Sexta-feira, 6 de junho de 1997 3 Dentro da programação do festival de música de câmara do Pará, o trio Pentagrama se apresenta amanhã no Núcleo de Arte da UFPA O Pentagrama se apresenta amanhã à meia-noite no Núcleo de Arte da Universidade Federal do Pará, na Praça da República. O espetáculo é parte do X Festival Internacional de Música de Câmara do Pará, que acontece desde o dia 1º e encerrará neste domingo. O show é imperdível para os amantes do jazz. O trio jazzístico formado pelo pianista Nelson Neves, pelo baixista Adelbert Carneiro e pelo baterista José Sagica, todos músicos de primeira linha, foi formado em 1989 e tem a proposta de desenvolver uma linguagem própria. No programa: “Some Day My Prince Will Came” *”Um Dia Meu Príncipe Chegará”), de Churchill, um tema de Branca de Neve; “Tamba Tajá”, do maestro Waldemar Henrique, que ganhou o devido tratamento para ser encaixada como jazz; “Emily”, de Johny Mandel; “Super Blue”, de Bernard Ighner; e duas composiç…

GAFES EM NOITES DE ERUDIÇÃO

POUCO FAMILIARIZADA COM A ROTINA DOS CONCERTOS PLATÉIA AINDA NÃO SABE COMO SE COMPORTAR DURANTE UMA AUDIÇÃOANA CARINA SANTOSA primeira vez que Zé foi a um concerto significou mais que um frio na barriga ou um encantamento pela beleza musical e plástica dos quase 100 instrumentos reunidos no palco. Houve gafes, aplausos nas horas erradas, duvidas e um programa com nomes complicados de compositores nas mãos e informações que seriam tocadas. Quando a orquestra tocou a última nota e finalmente vieram os aplausos “da hora certa”, Zé saiu pensando em contratar um professor de música para lhe explicar tudo o que queria e não queria saber sobre o concerto, ou nunca mais pôr os pés no teatro para ver uma sinfônica.Pode ser que o Zé seja apenas um personagem fictício, mas a situação é bem real e sentida todos os anos no Festival Internacional de Música de Câmara do Pará. Depois de uma década do evento, claro que muitos já estão familiarizados com as rotinas das sessões eruditas e estes precisam…

Paixão em todos os tons

O LIBERAL, Belém, 4 junho 1997. Caderno Cartaz, p. 8. Romena naturalizada americana há 25 anos, a violinista Eva Szekely, 46 anos, conhece Belém há mais de 15 anos. Acompanha o Festival de Música de Câmara do Pará desde sua primeira edição, em 1988, encantada com o entusiasmo do público jovem de Belém pela música erudita e pela beleza do Teatro da Paz. Szekely está em Belém para participar do X Festival de Música de Câmera. A música erudita em sua vida é herança de família, já que o pai era músico amador que tocava viola e chegou a compor uma orquestra por um curto período de tempo. Todos os membros da família sempre tiveram mergulhados em óperas, sinfonias e sons. O violino, instrumento que Szekely adotou como seu, foi presente de Natal quando tinha seis anos, momento que ela considera como marco de sua carreira. Szekely diz que não tem lembrança de uma época em que tenha pensado em fazer outra coisa a não ser música. Começou aí seus estudos musicais. Aliás, tradição pouca …

O momento das palmas

O Liberal, Belém, 15 junho 1996. Caderno Cartaz, p. 7.GAFES E LIÇÕES SOBRE O MOMENTO DE APLAUDIR NUM CONCERTO DE MÚSICA ERUDITAVocê sai de seu trabalho, num dia estafante, e resolve ir ao teatro para ver aquele velho concerto erudito que você nunca tinha se permitido conhecer. Senta na poltrona, escuta uma sineta – tirando a atenção da novidade que vai da palhinha da cadeira até o lustre do teto do teatro – e vê entrar aquele grupo sóbrio de engravatados e seus instrumentos.Tudo corre bem. Com os olhos num tal “Verdi” sob o papel, você até se sente chique e chega a apreciar aquela música com o folheto do “programa” nas mãos. “Mas que beleza...Mas que maravilha. Vai terminar, terminou...Ah, mas eu vou bater...”, pensa você, quando de repente se vê batendo palmas sozinho sob severos “- chhiiisss” de um pessoal nada amistoso sentado nas cadeiras da fileira inteira de trás: “Ainda não era hora. Só faça isto depois do último movimento garoto”, cutuca com o guarda chuva uma anciã, por cima …

ENART 2010: Vídeos

Aqui estão alguns vídeos de uma das noites de apresentação do ENART 2010 dada no Teatro da Paz na capital paraense. Estas vídeos mostram o trabalho diversificado da Escola de Música da Universidade Federal do Pará (EMUFPA) que há mais de três décadas vem contribuindo significativamente para a formação de músicos eruditos e populares no estado do Pará, diferentemente do Conservatório Carlos Gomes que somente lida com a formação erudita e semi-erudita.
Criado, pelo já falecido, pianista, compositor e educador-musical Altino Pimenta o evento acontece sempre no segundo semestre no mês de outubro em clima de quadra nazarena: o que já dá um ar todo especial para o momento.