quinta-feira, 29 de setembro de 2011

AUTO DO CÍRIO 2010

       Agora que o círio 2011 está chegando lembrei que não havia postado as imagens e vídeos que fiz do Auto do Círio 2010. Foi exatamente como os outros, ou seja, uma multidão acompanhando o cortejo profano com temática religiosa em homenagem a Virgem de Nazaré. E tudo acabou em samba.



















Vídeos:

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EDITORIAL DE OUTUBRO

                Quando fiz o mestrado na UFPR, entre outros temas, escolhi o Festival Internacional de Música de Câmera do Pará, hoje desprovido do termo de câmera dada a sua diversidade musical que abrange quase todos os gêneros musicais existentes.
                Nesse trabalho acadêmico pude estudar detidamente a evolução histórica do Festival Internacional de Música do Pará desde sua criação em 1988 com Glória Caputo na superintendência da Fundação Carlos Gomes, portanto, sua criadora oficial até o início da primeira superintendência de Paulo José Campos de Melo – responsável pelos anos de ouro do Festival. Embora tenha estudado e escrito somente sobre os dez primeiros anos dele, levantei material sobre as suas duas primeiras décadas de existência, e assim, pude ter uma noção geral e profunda de quase tudo o que foi feito no decorrer de sua história, considerando-se que vários documentos importantes como programas de concertos foram perdidos e notícias em jornais foram escasseando na segunda década de sua realização.
                Mas um fator deve ser registrado e aplaudido no decorrer dos seus vinte primeiros anos: o FIMP nessas duas décadas foi uma realização crescente que saiu de um festivalzinho para um festivalzão não somente em tamanho, mas também no alcance de áreas diversas e pretensões de público igualmente diversificado. Batendo o pé na questão da gratuidade o FIMP formou na sua primeira década de existência um imenso público para a audição da música erudita na capital paraense e acostumou tal público a esperar o melhor do melhor nessa área musical. Acostumou-se a ver e ouvir de perto alguns dos melhores músicos da Europa, da América, da Ásia tocando em Belém.
                Acostumou-se a ver os músicos eruditos paraenses tocando a sua melhor música e mostrando a todos que nós paraenses temos muita música (boa) para dar a qualquer público que nos queira ouvir. Esse público durante duas décadas viu Belém se tornar de uma quase silenciosa cidade em uma metrópole barulhenta em todos os aspectos e bairros para o bem, e principalmente, para o mau de nossos ouvidos devido à poluição sonora de carros e festas de aparelhagens.
                Mas voltando a questão do FIMP os últimos quatro anos viram o que não deveria e poderia ter acontecido com o nosso festival: a sua total e completa decadência. De um festival que chegou a ter 11 dias de duração e que apresentou alguns dos melhores grupos musicais da Europa; recordes de público e momentos históricos como a confusão na distribuição dos ingressos para a apresentação de Carmina Burana; tamanho foi o público que acorreu ao Teatro da Paz para ouvir a célebre obra de Carl Orff. Cheguei a ver a apresentação da Camerata do Festival com um Teatro da Paz quase vazio quando somente alguns anos antes quase não consegui entrar devido a lotação do mesmo. Coisa triste.
                Mas essa fatídica fase tem nome e responsável: o governo Ana Júlia Carepa que juntamente com seu Partido dos Trabalhadores deixou que o nosso festival saísse de uma grande luminária incandescente para uma velinha de brilho apagado que mal conseguiu iluminar um quartinho.
                Agora em 2011, novamente sob a capitania de Paulo José Campos de Melo, e contando com a ajuda do governador Simão Jatene, o FIMP iniciou o seu retorno a vida resurgindo das cinzas deixadas pelos petistas: tanto que a medalha Fênix foi entregue para o governador Jatene e algumas outras importantes personalidades. Nome mais apropriado a medalha não poderia ter, pois somente a mitológica ave renasce de suas próprias cinzas; o que aconteceu este ano com O FIMP.
                Este ano retornou a Belém o VAlerius Ensemble que durante os anos petistas foi afastado da programação e o festival voltou a ter estrutura internacional para fazer valer o seu nome. Espero que no ano que vem, com a Fênix já renascida, o nosso festival posso voar alto como nos dourados anos de sua história.

RICCARDO D’ÁVILA

sábado, 24 de setembro de 2011

Mozart: Bastião e Bastiana em português e com sotaque paraense


      O soprano paraense Madalena Aliverti criou um novo grupo musical na capital paraense para agitar ainda mais a já bastante agitada vida musical de Santa Maria de Belém do Grão-Pará. Há alguns anos Madalena arregimentou um grupo de estudantes de canto lírico da capital (todas mulheres) e apresentou Suor Angelica de Puccini quase na íntegra em apresentações que se deram na Igreja de Santa Alexandre, hoje o Museu de Arte Sacra do Pará.
      Desta vez Madalena; contando com a produção cultural de Verena Juliana; que conseguiu menos de R$ 5.000,00 de um único patrocinador, chamou alguns cantores, para juntos, montarem a ópera Bastien und Bastienne do salzburguês Mozart em versão livremente adaptada para a língua portuguesa, trazendo a encenação para a Amazônia e seus trajes típicos, além, é claro, da linguagem típica que só paraense entende, pois a montagem evidentemente foi pensada somente para o público paraense, já que os estrangeiros não conhecem a linguagem papa-xibé.
     A montagem também contou com a participação da pianista Leandra Vital ao piano. Sim, a montagem foi acompanhada por piano e não orquestra. Financiamento para a cultura erudita no Pará é caso muito sério... pelo desinteresse geral do meu povo quanto a este tipo de financiamento.
      Houveram duas apresentações na Sala Ettore Bosio a título de ensaio geral, mas a estréia está reservava para o Sesc Boulevard durante a quadra nazarena. Madalena e Thaina Souza revesaram-se como Bastiana, Maurício de Souza Jr. e Severo Almeida como Bastião e Diogo Monteiro fez Herr Kolas. Assisti e gravei a segunda noite na Sala Ettore Bosio e os comentários abaixos são sobre esta apresentação.
       O cenário simples e colorido reproduziu características do folclore paraense, notar os vestidos de Leandra e Taina e a roupa usada por Severo., bem como a estampa usada para o fundo do palco que lembra as estampas usadas pelos grupos de carimbó.
          Musicalmente a apresentação foi bastante desigual. Leandra precisa amadurecer mais a sua parte ao piano e os cantores têm níveis vocais muito diferentes, esta sim a verdadeira causa do desequilíbrio do grupo. Thaina Souza já tem uma voz de soprano lírico formada e amadurecida, enquanto Diogo Monteiro - mesmo não tendo formalmente concluído o curso de canto - tem uma voz de barítono lírico já em pleno processo de amadurecimento. Mas Severo Almeida está ainda muito verde para cantar ao lado de vozes amadurecidas e que já têm uma certa estrada como solistas.
        Ele deve continuar cantando sim, pois assim é que sua voz amadurecerá, mas para manter um equilíbrio vocal nas apresentações os demais cantares deveriam estar no mesmo patamar vocal que ele; assim, musicalmente, estariam todos no mesmo nível e não em níveis vocais diferentes como nesta temporada.
            Fica muito difícil para nossos ouvidos equalizarmos um soprano com voz já preparada com um tenor ainda bem verdinho como Severo. Mas, futuramente, talvez; e se ele continauar cantando, possa ser que tenhamos um bom tenor. Quem sabe? 
IMAGENS:

Thayna e Diogo

Diogo, Thayna e Severo

Leandra Vital

vídeos:
parte 1:

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parte 2:

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Final:

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terça-feira, 20 de setembro de 2011

STABAT MATER DE PERGOLESI NA CATEDRAL DE BELÉM

          O Stabat Mater de Pergolesi encheu com os seus sons a Catedral de Belém na noite de 26 de agosto de 2011 durante a realização do XXIV Festival Internacional de Música do Pará, que agora com o retorno de Simão Jatene para o Palácio dos /Despachos, Paulo Chaves para a SECULT e de Paulo José Campos de Melo para a Superintendência da Fundação Carlos Gomes deve voltar à sua tradicional grandeza perdida durante o governo petista de Ana Júlia Carepa e seus subaltenos inimigos da cultura. 

Informações do programa:

                
Dione Colares
Mestre em performance vocal pela University of Missouri Columbia (EUA) e diplomada pelo Conservatório Carlos Gomes em Belém. Estudou com Marina Monarcha, Malina Míneva, Jo Ella Todd e Isabel Maresca. Dione possui intensa atividade artística, tendo participado como solista de várias edições do Festival Internacional de Música do Pará,
Festival de Ópera do Estado, Festival Cultural de Fort-de-France na Martinica e Encontro de Arte de Belém. Em 2005 realizou turnê por cinco capitais brasileiras através do projeto FUNARTE Circulação de Música de Concerto e em 2010 foi novamente premiada pela FUNARTE no edital Circulação de Música Clássica, realizando com o Trio da Canção Brasileira, turnê por sete cidades brasileiras. Gravou em cinco CD's da série Uirapuru; O Canto da Amazônia da Secult-PA. Em 2006 o compositor Osvaldo Lacerda compôs e dedicou para sua voz duas canções inéditas. Entre outros trabalhos, atuou como Primeira Dama
em A Flauta Mágica, Belinda em Dido e Enéas, Fiordiligi em Cosi Fan Tutte, Maria em Bug Jargal, Lauretta em Gianni Schicchi, Rosalinda em O Morcego, Fanny em La Cambiale di Matrimonio, etc. Em 2009 realizou concertos nos EUA e, a convite do Itamarati, na Costa Rica, Panamá e Guatemala.
Alpha de Oliveira
Soprano paraense teve como mestras Marina Monarcha e Neide Tomas. Foi duas vezes bolsista da Fundação Vitae de São Paulo, finalista no V Concurso Internacional de Canto Pavarotti realizado na Filadélfia - EUA, I Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, sendo 1° lugar tanto no Concurso Jovens Solistas, no Memorial da América Latina em São Paulo/SP, quanto no Concurso Internacional de Canto Neide Thomaz, em Curitiba-PR. Seu repertório lírico dramático incluem Donna Ana, Aída, Lady Macbeth, Leonora (da ópera Forza del Destino), Fosca (no Theatro da Paz com a Companhia da Bulgária, em 1998), entre outras. Tem atuado em diversos teatros no Brasil, como no Municipal de São Paulo, Guaira no Paraná, Arthur Azevedo no Maranhão, José de Alencar em Fortaleza, onde estreou como Donna Ana de Mozart. Atuou sob regência dos maestros Roberto Duarte e Túlio Colacciopo. Tem participações em CD's pela SECULT, homenageando Carlos Gomes e Waldemar Henrique.
Paulo José Campos de Meio
Filho da pianista Ana da Graça C. de Meio, estreou aos 03 anos de idade na extinta TV Tupi do Rio de Janeiro. Concluiu o curso de piano no Conservatório Carlos Gomes com a profa. Doris Azevedo em 1972.
No Rio de Janeiro estudou com Miguel Proença, e participou do Concurso Nacional "Troféu Globo-MEC" onde foi premiado com Menção Honrosa (Melhor Solista). Em São Paulo, estudou com o Maestro Souza Lima e exibiu-se nas principais capitais do Brasil com elogios da crítica especializada. Em 1977 foi para a Suíça onde participou do "Festival Tibor Varga". No mesmo ano foi contratado para concertos na Alemanha, apresentando-se em Munique, Krefeld e Düsseldorf, e foi aprovado para a Escola Superior de Artes de Berlim.
Foi Diretor Musical do "Teather des Westens"" e dos "Palcos Estaduais de Berlim Ocidental" (Städtische Bühnen West Berlins) e recebeu o prêmio de "revelação da temporada" e
"melhor músico em cena" da Associação dos Críticos de Artes Cênicas de Berlim.
Concluiu o curso em 1981 e foi contratado como Diretor Musical do "Deutsches Theater" em Göttingen, Teatro Estadual de Münster, Teatro Estadual de Braunschweig, Teatro do Castelo de Celle entre outros (Alemanha), Teatro Vienense e Tiroler Landes Theater (Áustria) e Atelier Theater em Berna (Suíça).
É compositor de duas óperas de câmara e um musical editados em Viena. Como pianista exibiu-se em 20 paisescom sucesso de público e crítica, e trabalhou com grandes orquestras; como camerista apresentou-se com alguns dos mais expressivos nomes da atualidade, como o Trio Beethoven (Inglaterra). Em 2009 participou em Berlim dos Festejos comemorativos ao Centenário de Villa-Lobos como pianista de "Yerma". Compôs, gravou e editou a trilha sonora do filme "Faust" do Diretor austríaco Ernst Gossner e do curta brasileiro "O Pão dos Anjos" do Diretor Daniel Tonucci. Gravou como Diretor Musical e pianista o único CD do cantor paraense Walter Bandeira.

Vídeos:

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Duo Ayan - Caputo: Recital de arromba

     O Duo formado pelos paraenses Atalla Ayan e Marília Caputo realizou mais um recital de arromba na Sala Augusto Meira Filho em Belém do Pará.


INFORMAÇÕES DO PROGRAMA:


ATALLA AYAN - Tenor
Natural de Belém do Pará, Atalla iniciou seus estudos em 2002 no Conservatório Carlos Gomes, sob orientação da Professora Malina Minev.
Em 2006, obteve o 2° lugar no x Concurso Nacional Maracanto. Em 2007 venceu o 1º prêmio de Júri e de Público, arrebatando ainda os prêmios "Irmãos Nobre" e "A mais Bela Voz", no I Concurso Internacional de Canto Helena Coelho Cardoso em Belém. Logo após, estreou no Theatro da Paz como Don Alvaro em Il Guarany, de Carlos Gomes e como Rinnucio em Gianni Schicchi, de Puccini.
Participou também como solista do Stabat Mater, de Rossini. Em novembro do mesmo ano ganhou o 1° lugar no Concurso Internacional "Premio Ciudad de Trujillo", no Peru. Foi um dos vencedores do Concurso Internacional de Canto "Lícia Albanese" em NY- EUA, em 2008.
Apresentou-se pela primeira vez no Theatro Municipal do Rio de Janeiro como Jaquino na ópera Fidelio de Beethoven, em maio de 2008, sob a direção de Roberto Minchuk. Estreou como Rodolfo em La Bohême em Belém e no 20° Greek National Opera em Atenas (2008). Debutou no Teatro Comunale de Bolonha como Ruggero na Ópera La Rondine em fevereiro de 2009.
Entre suas futuras apresentações, estão as óperas La Traviata no Theatro da Paz em Belém, Romeu e Julieta no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Gianni Schicchi em Trieste-Itália, La Bohême, em tour por várias cidades da Inglaterra. Debutou no Carnegie Hall em seu duo com a pianista Marília Caputo.
Atalla atualmente reside em Nova York onde faz parte do "Young Artist's Program" Do Metropolitan Opera House.


MARíLlA CAPUTO· Piano
"Marilia Caputo tem invejável talento musical e um domínio assaz louvável da técnica pianística. Admirei dela a qualidade de som que extrai do piano, coisa raríssima de ser encontrada, especialmente nos jovens pianistas da atualidade".
Francisco Mignone, Compositor brasileiro, depois de ouvir a jovem pianista em concerto na Sala Arnaldo Estrela, no Rio de Janeiro (Brazil).
"Eu fiquei impressionado principalmente pelo seu talento natural para o piano"
Nelson Freire, Pianista brasileiro.
Doutoranda em Performance na Rutgers University, onde ingressou com o prêmio Robert/Charllote Craig (New Jersey-USA), e estuda com o praf. Paul Hoffman, a pianista brasileira, Marília Caputo, iniciou seus estudos de piano aos 8 anos no Conservatório Carlos Gomes, em Belém-PA. Neste mesmo ano embarcou para os EUA com sua família dando continuidade aos estudos de piano com a Profª. Janice Sharan, da Universidade da Califórnia em Stª. Bárbara e logo depois com o Praf. Vai Underwood especialista em técnica pianística.
Participou de Master Classes com renomados pianistas, entre os quais Oleg Maisenberg, Hans Graff, Nelson Freire e Vladimir Viardo, Richard Goode e Eteri Anjaparidze.
Foi bolsista por sete anos do prestigiado Tchaikovsky Conservatory de Moscou, Russia, tendo sido agraciada com uma bolsa do governo russo, após vencer competição realizada na UFRJ (Brasil). Ainda na Russia, concluiu seu Mestrado, sob a orientação de Alexander Shtarkman e Prof. Ludmila Roschina, pupila do pianista/compositor Samuil Feinberg e concluiu seu Graduate Performance Diploma no Peabody Conservatory com o professor Boris Slutsky, tendo sido premiada com a Bolsa de Estudos Virtuose, do Minc. Marilia tem tocado pela Europa, América Latina e Estados Unidos, como solista, assim como camerista, já tendo se apresentado com renomados artistas tais como Koh-Gabriel Kameda; São Paulo String Quartet; Reginaldo Pinheiro; Antonio Dei Claro; Atalla Ayan; Daniel Guedes; Ignace Jang; Barbara Switalska; Juliana Gondek, entre outros.
Tem também participado de diversos Festivais Internacionais, tais como Peppedime University Festival (USA); Festival de Música de Cámera do Norte (Brazil); Festival Internacional de Música de Câmera do Pará (Brazil); Summit Festival (USA) and Hawaii PerformingArts Festival (USA).
Dentre as salas onde se apresentou estão: Carnegie Hall (Weill Hall), Nova York, Sala Rachmaninoff e Malie Sall, Museu Glinka em Moscou, Rússia, Mozarteum Salzburgo, Áustria, Cecília Meireles, Rio de Janeiro.
Atualmente, Marília tem como meritora a pianista Sophia Rosoff.


Programa
. Vincenzà Bellini (1801-1835)
Dolente Imagine
. Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Adelaide
. Paolo Tosti (1846-1916)
L' ultima canzone (substituida por Non t'amo più)
Ideale
A vucchela
L'alba separa dalla luce I'ombra
. Ottorino Respighi (1879-1936)
Nebbie
Intervalo
. Gaetano Donizetti (1797-1848)
Una furtiva lagrima da Opera L'elisir d'amore
. Giuseppe Verdi (1813-1901)
La mia letizia infodere da Opera Il Lombardi (substituída por Lamento di Federico de A Arlesiana)
Charles Gounod (1818-1893)
L'amour ... Ah! Leve-toi soleil! da Opera Romeo et Juliete (substituida por Pourquoi me reveille da Werther de Massenet)
. Carlos Gomes (1836-1896)
Quando nascesti tu da opera Lo Schiavo


Bellini - Dolente imagine de figlie mie

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Paolo Tosti - Non t'amo più

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Paolo Tosti - Ideale

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Paolo Tosti - A vucchela

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Paolo Tosti - L'alba separa dalla luce l'ombra

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RECITAL DE PIANO: JIANG XIAYI



Uma das coisas que a série Concertos para Belém sempre primou é o princípio de apresentar alguns dos melhores músicos eruditos da nova geração provenientes de vários países, gente que ainda está em início de carreira, mas que já tem um diferencial importante: a grande maioria são vencedores de vários primeiros prêmios em concursos de música pelo planeta. Com esta prática a Musikart Produções, com o patrocínio da Vale e apoio do Ministerio da Cultura brasileiro há anos vem enriquecendo as temporadas de concerto na capital paraense fazendo da nossa cidade uma das mais musicais, senão a mais musical da Amazônia brasileira. Com um profissionalismo ímpar e uma organização impecável, os Concertos para Belém; que já está na sua terceira série, proporciona para a população belenense música de altíssimo nível, com músicos jovens e ainda desconhecidos do grande público de concertos e cujo alguns ainda nem sequer foram descobertos pelas grandes gravadoras do gênero erudito no nosso planeta: Deutsche Grammophon, Decca, Naxos, Harmonia são apenas algumas delas e as mais conhecidas do planeta.
                E foi mantendo o direcionamento de apresentar músicos jovens e de muito talento que a Musikart Produções trouxe a Belém dentro da série Concertos para Belém III a pianista chinesa Jiang Xiayi, 26 aninhos, para um recital maravilhoso na Sala Augusto Meira; agora definitivamente, na minha opinião, a melhor sala de concertos de Belém, já que o Teatro da Paz novamente (e repetindo diversos momentos em sua longa história) está fechado para mais uma reforma, novamente tendo as suas estruturas prejudicadas pelos cupins políticos que o infestam há mais de um século.
                Um fato curioso que Xiayi tocou o recital na íntegra sem parar para intervalo escolhendo peças de curta duração com uma característica técnica bem visível: todas requerem uma dedilhado criterioso, toques precisos e discriminados, sem a embolação daqueles que não tem os dedos bem preparados tecnicamente para executar peças desta ordem com total clareza.
                O programa foi bem organizado neste ponto: o da união das peças pelas características técnicas e não estilísticas, pois os compositores escolhidos são de tempos históricos bem distintos. Assim sendo a ordem estilista ficou assim: classicismo (Haydn), romantismo tardio, pós-romantismo (Rachmaninoff), baixo romantismo (Schumann), impressionismo (Debussy), alto romantismo (Granados). Foi interessante ouvir um programa com este vai-e-vem estilístico que demonstrou que apesar de distantes no tempo o dedilhado desses compositores não está tão distante assim, embora para os bons conhecedores de música erudita seja muito fácil reconhecer a qual escola pertença cada peça.
                Tirando a quieta Sonata em C maior de Joseph Haydn todas as outras peças são cheias de verve, vigor, fogosidade, força e requerem dedos muito, mas muito bem treinados. Jiang Xyayi, apesar de não ter uma mão magra e grande, é uma gigante da elasticidade pois sua mãozinha se agigantou na hora de executar peças difíceis e até mesmo virtuosísticas escritas por compositores que também foram grandes executantes do piano (exceto Schumann, todos sabem por que), e conhecedores da técnica pianística “por dentro”.  
                2011 está entrando para os anuais dos concertos em belém como um ano com grandes recitais pianísticos, pois até agora tivemos alguns dos melhores momentos desse instrumento na capital paraense em anos. Jiang Xiayi só veio acrescentar mas grandeza à temporada de concertos da Sala Augusto Meira Filho. Parabéns.

INFORMAÇÕES DO PROGRAMA:


JIANG XIAYI . Piano
Jiang Xiayi é uma jovem pianista premiada internacionalmente, que inicia carreira de destaque na Europa.
Nascida na China em 1985, Jiang Xiayi iniciou' seus estudos de piano aos cinco anos e a partir de 1998 passou a cursar a Escola Superior de Música de Sichuan, China, na classe do professor Hanguo Yang. Participou de inúmeros concursos de piano importanteem seu país e dentre eles recebeu por 5 vezes o primeiro prêmio no Concurso de Piano "Nong Hang".
Em 2004 iniciou seus estudos de Piano e Música de Câmera na Escola Superior de Música de Karlsruhe, Alemanha, na classe da professora Saule Tatubaeva, com quem concluiu a graduação e o mestrado em 2011 obtendo nota máxima com distinção.
Recebeu entre vários outros os seguintes prêmios:
1 ° lugar e prêmio especial para Sonata de Mozart no 12° Concurso Internacional de Piano em Hong Kong (1998);
2° lugar no Concurso Nacional Xinghai em Beijing (1999);
1 ° lugar no Concurso para jovens pianistas em ChenDu (1999);
1 ° lugar no 4° Concurso Nacional em Pequim (2003);
1 ° lugar no Concurso de Piano "Blüttner" em Karlsruhe, Alemanha por 2 vezes (2004 e 2006);
1° lugar no 7° Concurso Internacional de Piano "Alexander Scriabin" em Paris (2007);
1 ° lugar por unanimidade no 17° Concurso Internacional de Piano "Citta di Barletta", na Itália;
1° lugar por unanimidade no 8° Concurso Internacional "Vietri sul mal" em Salermo, Itália (2007);
Seu duo a 4 mãos com a pianista japonesa Reimi Matsuda e com o clarinetista espanhol Juan Jose Pardo receberam o 1 ° prêmio em suas respectivas categorias nos seguintes concursos:
3° Concurso Internacional de Duos de Katrinenholm, Suécia, (2004);
Concurso Internacional de Música de Câmera "Gaetano Zinetti" em Verona, Itália (2005);
1 ° Concurso Europeu de Música de Câmera - Karlsruhe em (2005);
11 ° Concurso Internacional de Música "Letro Argento", Itália (2007) e 8° Concurso Internacional "Citta de Padova" em Padova, (2010)
Jiang Xiayi já participou de cursos e master classes em várias cidades europeias e no Canadá.
Já realizou recitais na China, Alemanha, França, Suécia, Itália, Espanha e Brasil.



PROGRAMA
• Joseph Haydn (1732-1809) -13'
Sonata em Do Menor
Moderato
Andante con moto
Allegro
• Sergei Rachmaninoff (1873-1943) - 3'
Etude- Tableaux Op.39 N° .1
• Robert Schumann (1810-1856) - 8:30'
Variações Abegg
• Claude Debussy (1862-1918) - 6:30'
L'isle Joyeuse
• Anton Scriabin (1872-1915) - 6'
Poeme Op. 32
• Enrique Granados (1867-1916) -10'
Los Requiebros (Das  Goyescas)





VÍDEOS:


Joseph Haydn (1732-1809) 


Sonata em dó menor: a) Moderato  b) Andante con moto  c) Allegro

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Sergei Rachmaninoff (1873-1943) Etude-Tableaux Op. 39 nº. 1

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Robert Schumann (1810-1856) Variações Abegg

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Claude Debussy (1862-1918)  L'Isle Joyeuse



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Anton Scriabin (1872-1915)  Poeme Op. 32


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Enrique Granados (1867-1916)  Los Requiebros (das Goyescas)


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Bis:

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ARNALDO COHEN: RECITAL EM BELÉM DO PARÁ 2011




O pianista brasileiro Arnaldo Cohen: certamente um dos maiores pianistas do planeta da atualidade, após longos anos voltou a capital paraense para um recital extraordinário na Sala Augusto Meira Filho. Dessa vez o exímio pianista tocou dentro da série Concertos para Belém III, sempre com a realização da MUsikart Produção, patrocínio da Vale e do MINC.
           Nem é preciso escrever que o recital atendeu todas as expectativas daqueles que já conhecem a arte de Arnaldo Cohen, sua habilidade técnica e sua leitura musical refinada e cheia de garbo, ou seja, o recital foi perfeito do início ao fim, com dois ou três bis; não lembro bem.
           A pedido do pianista sua apresentação não pode ser gravada.

         INFORMAÇÕES DO PROGRAMA

ARNALDO COHEN - Piano
Após uma apresentação de Arnaldo Cohen em Nova lorque, Shirley Fleming, crítica do jornal The New York Post, assinalou: "a performance do pianista brasileiro foi tão prodigiosamente poderosa que alguns chegaram a desejar, de vez em quando, uma pausa para descanso. A vulcânica Sonata em Si menor, de Liszt, mostrou uma síntese do pianista: sonoridades violentas, pacíficos interlúdios de tonalidades suaves e ardentes, e absoluta clareza de toque. A avalanche de notas escrita por Liszt não chegou, em momento algum, a ameaçar Cohen. Duvido mesmo que algo consiga ameaçá-lo”.
A crítica internacional não tem economizado elogios aos concertos, aos recitais e às gravações de Arnaldo Cohen, festejando-o como um dos grandes pianistas de nosso tempo. Quando do lançamento de sua versão das Variações sobre um Tema de Haendel, de Brahms, registrada para o selo VOX, o então crítico do The New York Times, Harold Schoenberg, escreveu: "não conheço nenhuma gravação moderna que se aproxime desta". A publicação norte-americana Fanfare assinalou que a interpretação de Arnaldo Cohen se encontrava "no mesmo nível de Rudolf Serkin". Um outro Cd, com obras de Liszt para o selo Naxos, chegou a ocupar durante quatro meses os primeiros lugares das listas dos mais vendidos na Inglaterra. Para o selo sueco BIS, Cohen gravou um CD inteiramente dedicado à música brasileira - "Brasiliana - Três Séculos de Música do Brasil". Sobre essa gravação, o crítico do jornal inglês The Times escreveu: "Cohen é possuidor de uma técnica extraordinária e capaz de chamuscar as teclas do piano ou derreter nossos corações". A revista Gramophone escolheu a gravação de Cohen para o selo BIS, com obras de Liszt, para integrar a prestigiosa e seleta lista do "Editor's Choice" e justificou: "Sua interpretação de Liszt não fica nada a dever à famosa gravação feita por Horowitz tanto em cores como em temperamento. Sua maturidade musical e virtuosidade estonteante o colocam na mesma categoria de Richter. A mesma Gramophone não poupou elogios ao Cd de Cohen, como solista da Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP), regida por John Neschling. Executando os dois concertos de Liszt e a Totentanz, o crítico Jeremy Nicholas resumiu: "difícil de superar".
A gravadora Biscoito Fino acaba de lançar o Cd com os Concertos Nos. 2 e 4 de Rachmaninoff, interpretados por Cohen juntamente com a OSESP, regida pelos maestros John Neschling e Jan Pascal Tortelier, respectivamente.
Ao receber suas primeiras aulas de música, aos cinco anos de idade, Arnaldo Cohen iniciava o percurso que o levaria a se tornar o único aluno na história da universidade brasileira a graduar-se, com grau máximo, em piano e violino, pela Escola de Música da UFRJ. Aos 20 anos, após uma passagem de três anos pela Faculdade de Engenharia, Cohen optou pelo piano e passou a trabalhar sob a orientação do grande pianista Jacques Klein, com quem estudaria por quatro anos. Para pagar seus estudos, o pianista trabalhou como violinista da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Complementando sua formação no Brasil, Cohen se transferiu para Viena, onde estudou com Bruno Seidlhofer e Dieter Weber. Em 1972, o talento, a sensibilidade e a técnica do músico brasileiro levariam-no a conquistar, por unanimidade do júri, o Primeiro Prêmio do prestigioso Concurso Internacional de Piano Busoni, realizado em Bolzano, Itália.
Radicado em Londres desde os anos 80, Arnaldo Cohen vem cumprindo uma carreira internacional que o tem levado a teatros como o Scala de Milão, o Concertgebouw de Amsterdã, o Symphony Hall de Chicago, o Théâtre des Champs-Elysées, em Paris, o Gewandhaus de Leipzig, o Teatro La Fenice de Veneza, o Royal Festival Hall, o Barbican Centere o RoyalAlbert Hall.
Ao longo de sua carreira, Cohen se apresentou em mais de 3,000 concertos como solista de orquestras como a Royal Philharmonic Orchestra, a Philharmonia Orchestra, a Orquestra de Cleveland e da Filadélfia, a Filarmônica de Los Angeles, a Sinfônica de Berlim, a Sinfônica da Rádio da Bavária, a Orquestra da Accademia di Santa Cecilia de Roma, a Orchestre de Ia Suisse Romande e a Tonhalle de Zurique, colaborando com regentes como Yehudi Menuhin, Kurt Masur, Wolgang Sawallish, Kurt Sanderling e Klaus Tennstedt, dentre outros.
Além de suas apresentações como recitalista e  concertista, Arnaldo Cohen transita também, com igual desenvoltura, pelos domínios da música 'de câmara: durante cinco anos integrou o Trio Amadeus, formado pelo violinista Norbert Brainin e violoncelista Martin Lovett, membros do Quarteto Amadeus, um dos mais célebres de todos os tempos. Tem colaborado regularmente com formações como os Quartetos Lindsay, Orlando, Endellion, Chilingirian e Vanbrugh.
Paralelamente à atividades concertística, Cohen continua dedicando especial atenção à vida acadêmica e à formação de novos pianistas. Na Inglaterra, lecionou na Royal Academy of Music e no Royal Northern College of Music, onde recebeu o título de Fellow Honoris Causa. Seu interesse pela vida acadêmica levou-o a participar, como jurado, de vários concursos internacionais, como o Concurso Chopin, em Varsóvia, o Concurso Liszt na Holanda e o Concurso Busoni, na Itália. Foi condecorado pelo governo brasileiro com a Ordem do Rio Branco por seus serviços prestados ao país na área cultural.
Após viver mais de vinte anos em Londres, Cohen transferiu-se para os Estados Unidos em 2004, tornando-se o primeiro músico brasileiro a assumir uma cátedra vitalícia na Escola de Música da Universidade de Indiana. O brasileiro mantém ainda uma intensa agenda de máster classes junto a inúmeras instituições acadêmicas em todo o mundo. Recentemente, o crítico Steve Smith do The New York Times definiu a arte de Cohen: "Com uma técnica infalível, sua performance foi um modelo de equilíbrio e de imaginação." Yehudi Menuhin, um dos maiores violinistas de todos os tempos, foi mais longe: "Arnaldo ·Cohen é um dos mais extraordinários pianistas que já ouvi".

PROGRAMA
Ludwig van Beethoven                      Sonata para piano nº. 8 em C maior. Op. 13 (Patética)
(1770-1827)

Ludwig van Beethoven                      Sonata para piano nº. 8 em C maior. Op. 13 (Patética)
(1770-1827)

                               Intervalo

Franz Liszt                                          Sonata para piano em B menor
(1811 - 1886)