domingo, 30 de outubro de 2011

Concerto operístico com OJVM

     Reginaldo Pinheiro, tenor e professor de canto na Alemanha, voltou à Belém para cantar nesse concerto ao lado do soprano conterrâneo Patrícia Oliveira. No repertório Carlos Gomes, Puccini, Verdi, Donizetti e, fechando a noitada, a Sinfonia do Novo Mundo de Dvorak. Considerando que a OJVM é uma orquestra de estudantes, seu nível está alto e a qualidade sonora já bastante amadurecida, resultado, certamente, do trabalho não somente do maestro Miguel Campos Neto mais também dos professores da Fundação Amazônica de Música. 
      O bailado da ópera Il Guarany do brasileiro Antônio Carlos Gomes abriu o concerto em grande estilo com uma obra que não é frequentemente executada pelas orquestras brasileiras, o que dá à sua inclusão no programa um destaque quase de resgate de uma obra há muito esquecida na Itália e quase ignorada no Brasil nos últimos anos. Para ouvi-la, é necessário assistir à encenação da ópera que também não é muito frequente nos palcos brasileiros. Este bailado tem poucos registros fonográficos: a integral da ópera feita pela Orquestra Sinfônica de São Paulo com Niza Tank no elenco e cantando em grande estilo uma Cecy inigualável, a capitaneada por Plácido Domingo na Alemanha; e que ressuscitou a ópera nos palcos europeus, reforçada pela montagem que a São Paulo Imagem Data de Cléber Papa fez na Bulgária sob regência de Benito Juarez. Mas recentemente, surgiu um novo registro de uma nova montagem da ópera em Belém do Grão-Pará, durante um dos Festivais de Ópera do Teatro da Paz realizado na capital paraense.







VÍDEOS:

Carlos Gomes: Bailado de Il Guarany

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Donizetti - L'Elisir d'Amore - Una furtiva lagrima - Reginaldo Pinheiro

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Puccini - Tosca - Vissi d'arte - Patrícia Oliveira

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Puccini - E lucevan le stelle - Reginaldo Pinheiro

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La Traviata - Brindisi - Reginaldo Pinheiro e Patrícia Oliveira

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Antonin Dvorak: Sinfonia nº. 9 em E menor, Op. 95 "Do Novo Mundo"

1º. Adagio - Allegro molto


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2º. Largo

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3º. Scherzo. Molto Vivace

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4º. Allegro con fuoco

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sábado, 8 de outubro de 2011

AUTO DO CÍRIO 2011

     Pensar em Belém do Pará sem o Auto do Círio promovido pela UFPA através da Escola de Teatro e Dança, criado por Miguel Santa Brígida e Karine Jansen para homenagear Nossa Senhora de Nazaré na sexta-feira que antecede ao Círio de Nazaré, hoje em dia é impensável. Evento cultural dos mais disputados da capital paraense tem público cativo há mais de uma década e basta olhar os vídeos para ver que só não cabem mais pessoas devido a estreiteza das ruas barrocas do século XVII do bairro Cidade Velha.
      Este ano a comissão de frente veio vestida de trajes da Belém do início do século XX, portanto, da Belle Époque paraense tão saudosa e saudada por nós belenenses que vemos nela um período de glória na vida de nossa cidade; glória perdida, mas que os últimos prefeitos da cidade têm tentado resgatar através da realização de obras para embelezamento da cidade.
      Quem não é belenense e nunca morou anos a fio na cidade não entende o que o Círio de Nazaré e o mês de outubro significa para nós. Para os que estão fora e nunca vieram à capital paraense faço aqui um convite para virem conhecer a minha cidade; em especial no mês de outubro, e se deliciar com o ar mágico que envolve a cidade durante este mês.





















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terça-feira, 4 de outubro de 2011

CONCERTOS PARA BELÉM III: ORQUESTRA DE CÂMERA DE TOULOUSE

     Estes foram os textos e fotos usados pela Orquestra de Câmera de Toulouse para divulgar sua apresentação em Belém do Pará na Sala Augusto Meira Filho no mês de setembro de 2011. O concerto aconteceu dentro da Série Concertos para Belém III promovido pela Musikart Produções e contou com a participação da pianista brasileira Helena Elias.




Orquestra de Câmara de Toulouse

Fundada em 1953 por Louis Auriacombe, a OCT executa todo tipo de música, do período barroco às criações contemporâneas. Numerosos compositores trabalharam com ela em concertos e em gravações, dedicando-lhe obras específicas.
A orquestra se apresentou regularmente com renomados solistas, tais como Christophe Coin, Gautier Capuçon, Natalie Dessay, Michel Kiener e David Kadouch. A orquestra foi convidada para participar de vários Festivais na França (La Chaise Dieu, La Vézère, Pablo Casals à Prades, Septembre Musical de l’Orne), e  no exterior ( Japão, Suécia, Suíça e Espanha).
A OCT vem sendo dirigida por  Gilles Colliard desde 2004, com intenso e profundo trabalho, integrando qualidade com autenticidade nas apresentações tanto concertos barrocos com instrumentos antigos, quanto concertos modernos com instrumentos atuais, e ainda executando programas reunindo os dois tipos de peças e de instrumentos.
Com estilo e numa linguagem barroca, a OCT executa as obras com exuberância, jorrando criatividade pela sua maneira de tocar os instrumentos de época, e, é ao mesmo tempo eminentemente contemporânea na sua abordagem de interpretações e na sua relação com o público.
A Orquestra propõe a seus ouvintes mais de 100 concertos temáticos a cada ano ; em realizações em Salas de Concertos, Igrejas, Centros Culturais, Escolas, Universidades e até mesmo em Usinas.
A OCT é uma Sociedade Cooperativa de Produção convencionada pela Cidade de Toulouse, pelo Conseil Général de la Haute-Garonne, pelo Conseil Régional de Midi-Pyrénées e pela Direction Régionale des Affaires Culturelles de Midi-Pyrénées.

 

Gilles Colliard – Diretor Musical

Nascido na Suiça, Gilles Colliard estudou no Conservatório Superior de Música de Genebra com Jean-Pierre Wallez onde obteve o primeiro prêmio de virtuosidade.Aperfeiçoou-se junto a TiborVarga e paralelamente, especializou-se na interpretação do repertório barroco com instrumentos de época.
Solista, maestro, compositor e pedagogo, Gilles Colliard é um músico de múltiplas faces.
Primeiro violino no Quarteto Ravel, diretor artístico do Departamento de Música antiga do CRR de Toulouse e professor de violino neste mesmo estabelecimento.Dirige a Orquestra de Câmara de Tolouse desde 2004.
Em 1996, é convidado por Christophe Coin a atuar junto ao mesmo no Ensemble Baroque de Limoges para uma grande turnê internacional como solista e camerista.
Regularmente é convidado a participar de Festivais (Casals, Berlin, Santander) se apresentou em Paris (Chatelet), Tóquio (Kyoi Hall), Londres (Queen Elisabeth Hall), Moscou (Conservatório Tchaïkovsky), Berlin (KL. Philarmonie) e Genebra (Victoria Hall).
Ele se interessa por todo tipo de música ; e constam de seu repertório concertos de Brahms, Beethoven, Bartók, Tchaïkovsky, Paganini, dentre outros.
Apresentou-se com orquestras tais como a London Soloist Chamber Orchestra, Orchestre de La  Suisse Romande, o Concentus Hungaricus  de Budapest,  Orquestra da Carolina do Norte,  Orquestra Filarmônica da Boêmia. Sua trajetória musical o leva a pesquisar a autenticidade do discurso musical ; almejando combater os eternos preconceitos entre o antigo e o moderno.
Sua discografia compreende mais de 30 gravações ( integral dos concertos de Haydn, Mozart, Bach, obras para violino e múltiplas criações) dentre elas, muitas são premiadas ( Télérama, Diapason d’Or, Monde de la Musique).
Colliard toca com um violino de António Stradivarius de 1732.

Pierre Bleuse – Violinista


Solista da Orquestra de Câmara de Toulouse desde 2005, o violinista Pierre Bleuse divide a direção deste conjunto com o diretor musical Gilles Colliard e, apresenta-se  regularmente como solista de obras variadas como o concerto Fúnebre de Hartimann e,os Concertos de J.S. Bach e Vivaldi.
Dedica-se grande parte de suas atividades de violinista à musica contemporânea.
Ele é também membro do Conjunto Court Circuit e do Conjunto TM em Paris.
Em 2005, assumiu a direção artística do Festival “Les Nuits d’Hiver” na região da Savóia.
SOLISTA HELENA ELIAS
Professora de piano da Ecole Normale de Musique de Paris, pesquisadora associada à l’OMF/ Universidade Sorbonne Paris IV, e  professora convidada à l’Académie de Musique du Grand Nancy onde ministra masterclasses de piano.
Mestrado em piano na UFRJ (“Os  toques caracteristicos e a realização sonora do primeiro caderno d’Images de Claude Debussy,”1985, sob a direção de H. Alimonda).  Doutorado em História da Música e Musicologia na Universidade Sorbonne - Paris IV sob a direção de M. Kelkel ( “Villa-Lobos, l’homme et son oeuvre pour le piano,” 1996; Presses Universitaires du Septentrion).
Helena Elias graduou-se em piano em Portugal, no Conservatório Nacional Superior de Lisboa, na classe do pianista Campos Coelho e é titular de várias recompensas : Prêmio Rodrigo da Fonseca e Prêmio Alexandre Rey-Colaço em Portugal, Primeiro prêmio à unanimidade no Concurso Jacques Klein/UFRJ/Sala Cecília Meireles, 1982.  Prêmio Barroso Netto no Concurso Internacional de Piano Villa-Lobos no Rio de Janeiro, 1981.
Em Paris, realizou cursos de aperfeiçoamento em piano com Lucette Descaves, Edson Elias, Nikita Magaloff, Pierre Sancan e Magda Tagliaferro. Membro do juri de diversos concursos internacionais de piano, Helena Elias possui repertório eclético e desenvolve atividades como solista, recitalista e em música de câmara. Em 2003 foi solista da primeira audição em Polônia das Bachianas Brasileiras n° 3 para piano e orquestra de Villa-Lobos,  Orquestra Filarmônica de Poznan e Florêncio Jr. Solista no Festival de Câmara do Para, Concerto n°1 de Brahms, Orquestra do Festival, Luc Dewez.
Entre suas atividades vem se destacando com Recitais no Brasil e no exterior.
Críticas:
Sob os dedos da  artista o piano torna-se instrumento  confidente,, e o público numeroso se deixa embalar por suas sonoridades fluidas... Com Helena Elias tudo parece surgir naturalmente,  emana dela uma grande serenidade mesmo nos momentos de grande fuoco...Ela nos transporta ao século XX terminando seu recital com a prodigiosa Toccata opus 11 de Prokofiev, nos revelando assim a pluralidade de seu talento.”
La voix du Nord, Festival de Musique du Touquet, 2000

« Helena Elias deu um dos melhores recitais da temporada de 1991.... Sua interpretação se caracterizou pela elegância e perfeição do fraseado de contornos de uma grande clareza que nos fez evocar interpretações também remarcáveis de Walter Gieseking, Antonieta Rudge, Guiomar Novaes e Wilhelm Kempf.... Em suma, um recital para ninguém botar defeito.”
            José da Veiga Oliveira, São Paulo, recital Sala São Luiz 1991

Impressionante demonstração de um excelente pianismo  pela sonoridade, pela expressividade e pela perfeita acuidade rítmica.”
Marques Ribeiro , revista Antena - Lisboa, Portugal, 1970



Orquestra de Câmara de Toulouse


Ficha Técnica






Gilles Colliard, Violino  super solo - Diretor Musical.
Joseph André, Violino solo
Gabriel Cornet, primeiro violino.
Matthieu Schmaltz, primeiro violino
Sulliman Altmayer, segundo violino solo.
Fanny Vieille, segundo violino.
Sabine Rhein-Tanguy, segundo violino
Antoine Feytis, primeira viola solo.

Vincent Gervais, segunda viola solo.
Anne Gaurier, primeiro violoncelo solo.
Étienne Larrat, segundo violoncelo solo.
Renaud Gruss, Contrabaixo solo – administrador geral.

Helena Elias, pianista solista.