quarta-feira, 21 de março de 2012

OSTP: série de câmera

A Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz realizou na noite de 21 de março de 2012 no Museu de Arte Sacra do Pará o primeiro concerto de sua Série de Câmara na temporada deste ano.  A noite foi em homenagem aos 327 anos de nascimento de Johann Sebastian Bach. ocorrido em 31 de março de 1685 na cidade de Eisenach na Turíngia, atualmente dentro da República Federal da Alemanha.
Além de Bach, Shostakovich e Kalie Fares Akel, esse último paraense, figuraram no programa. Essa apresentação foi assistida ´pela já costumeiro pequeníssimo público que muitas vezes nem chega a lotar a platéia na sala de concertos do Museu; o que não ocorreu dessa vez. Quem foi assistiu um recital bem mais fogoso que o anterior dado no Teatro da \Paz. Só de ouvir o barroco Bach em uma igreja barroca dá uma dimensão toda especial para o momento.
Infelizmente um rapaz que se identificou como membro da diretoria de música da orquestra me impediu de fazer a filmagem do evento, deixando claro que o procedimento não é aceito pela atual direção da OSTP. Tendo em vista isso esta é minha última postagem de vídeos da  OSTP neste segundo governo Simão Jatene. Espero que a mentalidade da próxima direção seja diferente.
Outra coisa a se lamentar foi a ausência de Luciana Tavares que solaria a Cantata BWV 51 de Bach; o que não ocorreu devido a um mal estar do soprano brasiliense. No lugar os músicos apresentaram uma excelente versão da Suíte Orquestral nº. 3 também de Johann Sebastian Bach. 

PROGRAMA

D. Shostakovich - Prelúdio e fuga XXII em sol menor Op. 87
Naipe de percussão da OSTP: Ricardo Aquino, Magno Morais, Ruth Saldanha e Cláudio Costa

J. S. Bach - Sonata em trio em mi bemol maior, para clarinete, oboé e fagote, BWV 525

Allegro moderato
Adagio
Allegro

Claudionor Amaral (clarinete), André Xavier (oboé), Paulo Porto (fagote)

Kalie Fares Akel - Quarteto temperado para flauta, trompa, violino e violoncelo

Prelúdio e fuga (curto e antigo)
Lento
Scherzo
Moderato

Itailan Pinheiro (flauta), Sóstenes Siqueira (trompa), Kalie Fares Akel (violino), Bruno Valente (violoncelo)

J. S. Bach - Concerto de Brandenburgo nº. 3 em sol maior, BWV 1048

Allegro
Adagio
Allegro

violinos: Paulo Keuffer, Hélio Saveney, Kalie Fares Akel
violinos: Rodrigo Santana, Rosildo Pereira, Gabriel Gonçalves
violoncelos: Bruno Valente; Nelzimar Neves, Gabriella Oliveira
Contrabaixo: Jhonathan Torquato

J. S. Bach - Cantata BWV 51

1. Jauchzet Gott in allen Landen
2. Wir beten zu dem Tempel an
3. Höchster, mache deine Güte
4. Sei Lob und Preis mit Ehren

Soprano: Luciana Tavares

violinos: Paulo Keuffer, Hélio Saveney, Kalie Fares Akel, Serguei Firsanov
violas: Rodrigo Santana, Rosildo Pereira, Gabriel Gonçalves
violoncelos: Bruno Valente, Gabriella Oliveira
Contrabaixo: Jhonathan Torquato
Trompete: Elielson Gomes

Regente: Miguel Campos Neto



sábado, 17 de março de 2012

Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz: Ciclo Beethoven 2012

   A Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz regida pelo paraense Miguel Campos Neto continuou sua temporada 2012 na noite de 15 de março com uma integral dedicada a Beethoven. Essa integral está dentro de um novo Ciclo Beethoven promovido pelos tucanos paraenses: para lembrar o primeiro ciclo dedicado ao compositor alemão foi a integral de suas sinfonias na época de Mateus Araújo como titular da OSTP. Gilberto Chaves era o diretor do teatro na época e hoje é o seu diretor artístico, estando o teatro atualmente sob a direção de Ana Cláudia Moraes e a Gerência de Música sob a tutela do tenor paraense João Augusto Ó de Almeida.
     Impressionante, para mim, é notar essa obsessão tucana com Beethoven. Tudo bem, ele é um incontestável gênio da música e merece qualquer ciclo de concertos que queiram lhe homenagear: certamente o público não reclama, haja vista que lotou o Teatro da Paz nessa noite; mas parece-me que os ardorosos fãs de Beethoven que agora voltam ao governo paraense esquecem que há muito mais compositores grandiosos para além de Beethoven e que lhe dedicar dois ciclos de concertos, embora com anos de distância, é um pouco repetitivo. Eu particularmente preferiria, se estivesse na SECULT, um ciclo voltado para a música do século XX, ainda muito desprezada pelos músicos paraenses e por quem está na administração das instituições musicais do Pará há várias décadas. Ainda há em Belém do Grão-Pará muito preconceito com a música do Novecentos internacional. Embora tenhamos ouvido, uma única vez, algumas obras do período nos últimos anos como a integral da História do Soldado de Stravinsky e a 5ª Sinfonia de Sibelis: a primeira regida por Maria Antonia Jiménez e a segunda por Mateus Araújo, ainda é muito pouco o espaço dentro dos programas de concertos na terra paraense reservado para a música do scéculo, pois muitos nem sabem que a música escrita no século XX não é só de corrente modernista, pois Puccini, Sibelius, Rachmaninoff e Waldemar Henrique escreveram música essencialmente romântica. Os meus colegas músicos precisam parar de olhar para o distante horizonte musical que seus preconceituosos professores lhes ensinaram a desprezar e ouvir que no século XX muita música boa e bela foi feita.
       Mas voltando ao concerto dessa noite. Foi um bom concerto, embora eu particularmente não tenha achado muito empolgante. Senti um pouco de distanciamento da orquestra com as obras tocadas e a quantidade de músicos no palco não deu o volume a que muitos de nós estamos acostumados a ouvir Beethoven, mas a presença de Emmanuelle Baldini foi fundamental para os grandes momentos da noite. O programa novamente foi muito bem elaborado, com todas as obras seguindo o mesmo tipo de sonoridade e paixão registradas por Beethoven na música. Esse concerto foi em homenagem ao falecido filósofo paraense Benedito Nunes. Espero que dentro do ciclo, Miguel e a administração do da Paz,  preparem um concerto somente com as aberturas sinfônicas de Beethoven, especialmente as escritas para Fidélio. Será o must!

Programa:

As Ruínas de Atenas: abertura em G menor Op. 113
Romance para violino e orquestra nº. 1 em G maior Op. 40
Romance para violino e orquestra nº. 2 em F maior Op. 50
Concerto para violino em D maior Op. 61

Vídeo:

Romance para violino e orquestra em F maior Op. 50 nº. 2

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