domingo, 13 de maio de 2012

OSTP: Ciclo Beethoven em maio de 2012

Acontecerá na próxima quinta-feira, 17 de maio, às 20hs. no Teatro da Paz mais uma apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz dentro do ciclo Beethoven de 2012, em  homenagem ao professor e filósofo paraense Benedito Nunes. Apesar do repertório batido nas salas de concerto de todo o planeta, vale a pena conferir. Na regência o igualmente paraense Miguel Campos Neto e o heroísmo dos músicos da orquestra, que não dispõem do profissionalismo do corpo administrativo, digamos, de uma OSESP. Ao piano o professor e jazzista, também paraense, Nelson Neves.

Programa:

As criaturas de Prometeu, abertura em dó maior (op. 43)
Coriolano, abertura em dó menor (op. 62)
Concerto para piano nº 3 em dó menor (op. 37)




terça-feira, 1 de maio de 2012

Festival promove uma celebração da música


O LIBERAL. Belém sábado 21 de maio de 1994 3 cad. 4

Festival promove uma celebração da música

     "Aqui em Belém as pessoas ainda têm uma visão errada da importância que esta cidade realmente possui. Conheço músicos holandeses que aqui estiveram e que, quando voltaram ao seu país, falaram de Belém e não do Rio, São Paulo, Fortaleza ou Porto Alegre". A declaração é da violinista americana Eva Szekely, que não se furta de colocar em seu currículo as inúmeras participações nos festivais internacionais de música de câmera, promovido há sete anos pela Fundação Carlos Gomes. Ela estará amanhã, às 21 horas, no palco do Teatro da Paz, com Antonio Del Claro, Nicolai Khit e a Orquestra de Câmara do Pará, regida por Eugeni Ratchev, para a abertura do VII Festival de Música de Câmera do Pará.
     Eva Szekely, do alto de sua experiência musical, com apresentações em diversos países, acredita que Belém há muito está no circuito dos eventos musicais importantes e que só não vê isso quem ainda tem uma idéia estreita da cidade". "Aqui a maioria das pessoas é jovem, entusiasta, bem mais do que eu pude ver nas cidades porque passei. Esse trabalho de formação de platéia é diretamente proporcional ao trabalho educacional desenvolvido, pela Fundação Carlos Gomes", completa a violinista, lembrando que há um século a tradição cultural era aqui, no Norte, quando para cá vieram importantes artistas internacionais e se apresentaram no Teatro da Paz.
     O festival este ano não traz muitas novidades, no que diz respeito a atrações de fora. Voltam a se apresentar o Quinteto de Metais da Paraíba e o pianista americano Daniel Schene, como convidados. Além desses, participam músicos e grupos, brasileiros e estrangeiros, atuantes em Belém, como o Trio Camerístico Paraense, o Conjunto de Música Antiga, as pianistas Lenora Brito e Eliana Kotschoubey, o Grupo de Percussão Brasil, o Grupo de Percussão da FCG, o pianista russo Sergei Kovalenko e outros.
     Mas uma atração é, de fato, especial. O tenor brasileiro Reginaldo Pinheiro, que se apresentará, no dia 27, acompanhado por Sergei Kovalenko. Reginaldo saiu de Belém na década de 80, para estudar canto. Ganhou um concurso internacional, que lhe deu direito a uma bolsa de estudos na Alemanha. Desde então, o cantor tem desenvolvido uma carreira  brilhante na Europa, ganhando prêmios em concursos, que lhe garantem uma agenda cheia de contratos ao longo dos anos. Mas aqui no Brasil ele ainda é um ilustre desconhecido. Será uma oportunidade rara ouvi-to cantar em sua terra .
     Como em todos os anos, o festival vai reunir uma orquestra sinfônica, com todos os músicos participantes, e, neste ano, um coro também vai ser formado, para interpretar a Missa em Sol Maior, de Schubert, as "Bodas de Fígaro" e a Sinfonia de Praga, de Mozart. O regente será o americano David Rayl que no início não sabia muito o que esperar do festival, mas ficou surpreso com os músicos que lhe foram apresentados. "As pessoas aqui têm boa vontade e boa memória. O coral, preparado pelo professor João Bosco Castro, já melhorou a qualidade vocal e a linha melódica, do jeito que eu queria. Eu já trabalhei, no Missouri, com voluntários, mas aqui as pessoas têm outro nível, elas respondem mais rápido às exigências que eu peço", elogia o maestro.
     O entusiasmo que perpassa o discurso dos músicos estrangeiros dá o tom a este festival. É um festival de verdade, uma celebração da música", diz o pianista Daniel Schene. Entusiasmada também está a percussionista brasileira Maria Cláudia Olíveria que, pela primeria vez, vai reger, no festival, o Grupo de Percussão da casa. Depois de quatro anos de estudos na Universidade Estadual de São Paulo e prêmios ganhos em concurso, Maria Cláudia Oliveira é o típico exemplo da jovem que foi platéia dos primeiros festivais e hoje volta a ele para ocupar um lugar de honra.
     Tudo isso faz parte do roteiro do evento que abre amanhã e vai tomar conta da cidade até o dia 29, dividindo as atrações entre a Sala Ettore Bosio, na Fundação Carlos Gomes, e o Teatro da Paz. A entrada é franca, mas o público tem de adquirir seus ingressos no local dos eventos, uma hora antes de cada espetáculo. O programa pode ser adquirido na Fundação Carlos Gomes, à avenida Gentil Bittencourt, 909.