segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O QUEBRA-NOZES NO PORTAL DA AMAZÔNIA

      A Prefeitura de Belém promoveu, entre outros eventos, o II Auto de Natal no Portal da Amazônia, área turística da capital paraense na noite de 20 de dezembro de 2014. Em palco montado ao ar livre os moradores da cidade foram convidados a assistir dois espetáculos: o bailado o Quebra-Nozes de Tchaikovsky e Lev Ivanov numa adaptação da Escola de Dança Ballare, dirigida por Ana Maria Crispino e o auto de natal As Pastorinhas pelo grupo de teatro Encenarte, proveniente da cidade paraense de Barcarena. Esse, fechando a noite com um espetáculo visualmente lindo, bem preparado e com atores experientes na cena teatral.
      A apresentação do Quebra-Nozes, pelas próprias palavras de Ana Maria Crispino foi preparada em cima da hora devido ao convite, também em cima da hora, da Fumbel - Fundação Cultural do Município de Belém.
     Esta montagem do bailado de Tchaikovsky/Ivanov foi, como é comum em escolas de dança, adaptada para mostrar dois os segmentos trabalhados na escola. Desde as meninas iniciantes até os alunos mais avançados; até mesmo a participação de algumas professoras já afastadas da sapatilha. Tudo isso para fazer uma grande festa de encerramento do ano letivo de 2014.
    Mas não é porque uma apresentação de fim de ano letivo é para mostrar o que os alunos aprenderam que essa obra-prima de Tchaikovsky, simples e direta na sua construção cênica, musical e coreográfica deva ser esquartejada sem dó e piedade, e digo mais, sem nenhuma noção de teatro pelos profissionais da dança envolvidos no evento.
    O Quebra-Nozes não é bailado complexo de se montar e deve-se ter em mente que ele foi composto para compor programa duplo com a ópera Iolanta também de Tchaikovsky. Portanto, é obra para uma noitada musical. A coesao do enredo, a ligeireza das dança, o sinfonismo da música de Tchaikovsky e a simplicidade da coreografia original de Lev Ivanov não dao espaço para cortes e adaptações no enredo. O Quebra-Nozes é obra simples e direta: deve ser montado do jeito que foi composto e coreografado. Basta isso para garantir-lhe o sucesso com o público que o adora há mais de um século!
      Dessa vez, o esquartejamento foi na supressão da abertura miniatura e de quase toda a cena inicial da Árvore de Natal, cuja música foi executada com uma espécie de preâmbulo sem sentindo ao espetáculo que se seguiria e que iniciou praticamente "em cima" da Marcha, o que tirou o encantamento musical que dá o tom de magia à obra já desde seu início.
    Outra coisa altamente inadequada e irritante para qualquer Tchaikovskyano como eu é ver as danças serem repertidas diversas vezes só para estender o tempo de participação de algumas classes de alunas. Assim tivermos que ouvir repetições da Dança Espanhola e da Dança Chinesa. Só isso tirou o brilho da música de Tchaikovsky; que se tornou repetitiva e acabou com o esquema direto e ligeiro preparado por ele e Ivanov. O Quebra-Nozes é obra para meio programa de concerto, o que lhe dá um carater de economia de meios e rapidez na execução. Duas coisas das mais caras nessa obra e que foram irritantemente ignoradas pelas professoras de dança da Ballare para essa apresentação.


O Quebra-Nozes Ato I


O Quebra-Nozes Ato II






Imagens:

















segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

II CANTATA DE NATAL


   
 Na noite de 14 de dezembro de 2014 aconteceu a II Cantata de Natal promovida pela Prefeitura de Belém em parceria com o Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Os sopranos Dione Colares e Luciana Tavares e o mezzo-soprano Aliane Souza foram as solistas da noite. A Orquestra Jovem Vale Música e o Coro Infanto-Juvenil Vale Música abrilhantaram a noite, também, com suas participações. Foi uma noite musical agradável e leve que ocorreu na Praça D. Pedro II com o palco situado entre os palácios Antônio Lemos e Lauro Sodré, respectivamente a sede da prefeitura de Belém e a antiga sede do governo estadual paraense, hoje Museu do Estado do Pará.
     O concerto de temática natalina teve um grande problema na elaboração do programa, pois nele foram executadas obras nem um pouco natalinas como árias operísticas que não remetem ao espírito do Bom Velhino como a Mon Couer s'ouvre a ta voix, cantada por Dalila para seduzir Sansão na ópera de Saint-Saëns. Música de sudeção, apesar de bela, mas que não é adequada a um concerto temático como este.
     Além desse tropeço, outras obras muito mal escolhidas foram executadas; como trechos do bailado A Floresta do Amazonas de Villa-Lobos que falam de amor carnal entre dois índios. 
     Alguns tradicionais natalinos deram um melhor tom à festa como excertos do Quebra-Nozes de Tchaikovsky, a canção tradicional Amazing Grace e arranjos em português de diversas canções natalinas estrangeiras.
     A Orquestra Jovem Vale Música, sempre regida pelo seu titular Miguel Campos Neto, tocou a suíte de Tchaikovsky atrapalhada pelo péssimo sistema de som montado no palco. Para um desavisado a orquestra poderá ter dado a impressão de que não toca bem e nem tem bom som. Ledo ingano.  A excelência musical da OJVM foi totalmente prejudicada pela projeção sonora. Valeu pela festa? Sim. Mas espero que no próximo ano - se houver - o sistema de som seja melhor preparada para que nenhum dos músicos pareçam ineficientes naquilo, que todos nós que os conhecemos, sabemos que fazem bem.
     Uma grata surpresa na noite foi a participação do soprano brasiliense Luciana Tavarez, esposa do pianista paraense David Martins; e que atualmente está residindo com a família em Portugal devido a David estar naquele país fazendo o seu doutorado. Ela, Dione e Aliane fizem o melhor com os microfones a disposição. No fim, o resultado sonoro chegou forçosamente a um regular. Mas música em palco aberto sempre é complicada e depende de uma boa equalização dos aparelhos de projeção sonora; o que não foi o caso dessa vez.
      No fim ocorreram fogos de artifícios para fechar a noite e deixar todos com um largo sorriso nos rostos.  

Vídeos:

Bizet: Habanera, da Carmen - Aliane Souza

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Tradicional: Amazing Grace - Dione Colares

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Irving Berlim: Natal Branco - Aliane Souza


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Gounod: Mon couer s'ouvre a ta voix (Sansão e Dalila) Aliane Souza



Villa-Lobos: Melodia Sentimental (Floresta do Amazonas) Luciana Tavares

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Tchaikovsky - Suíte de O Quebra-Nozes

marcha

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Chá: Dança chinesa

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Dança das Flautas de Bambu.

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Dança da Fada Açucarada

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Valsa das Flores

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Tradicional: O bom velhinho




Tradicional: Boas Festas

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Final: 

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quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Um Americano em Paris e Blue Monday: Festival de Ópera do Teatro da Paz 2014

     Nas noites de 22 e 23 de agosto de 2014 o Festival de Ópera do Teatro da Paz, mostrou mais uma vez que não é um festival completamente operístico apresentando outros gêneros na sua programação. Desta vez foi o poema sinfônico Um Americano em Paris do estadunidense George Gershiwn e sua operetta (mais para musical) Blue Monday. Curtíssima; mais parecendo uma parente distante das veristas óperas italianas da época de sua composição, isto é, 1922.
     Composto em 1928 comissionado pelo regente Walter Damrosch,e usado na sequência de balé do filme Um Americano em Paris de Vicente Minelli, nomeado no Brasil como Sinfonia de Paris, o poema sinfônico descreve as impressões de Gershwin, como um estrangeiro, da capital francesa. Coreografado por Gene Kelly, o balé foi estrelado por ele e a atriz francesa Leslie Caron no filme de Minelli em uma extensa e elaborada sequência de dança ao custo total de US$500.000,00!
       Aqui em Belém os custos totais ficaram bem abaixo disso com certeza, mas o resultado final foi um belo espetáculo de dança, a altura da partitura de Gershwin, mas com a reserva ao nível técnico dos bailarinos abaixo do nível regular. No fim das contas essa produção se não foi totalmente alto nível, pelo menos fez uma boa figura; pela iluminação e, sobretudo, pela muito boa execução da Orquestra Jovem Vale Música e da direção lírica e segura de Miguel Campos Neto.
       A operata Blue Monday, com seu enredo e construção veristas, fechou a noite em grande estilo. Esse sim, o principal espetáculo da noite. Se o Americano em Paris não teve os bailarinos alto nível, na ópera não faltou qualidade internacional, sobretudo, da dupla de protagonistas. Vozes lindas e bem treinadas. Belo fraseado e artistas de alto nível vocal e cênico fizeram desse um espetáculo diferenciado na história do nosso Festival.
       Formado somente por artistas negros, a encenação deu gosto de se ver. A música de Gershwin, claramente baseada no jazz, é tão estadunidense que podemos considerá-la de cunho nacionalista. Essa é uma encenação que será esquecida, certamente, como é de praxe no Festival de Ópera, mas deveria ser guardada para novas apresentações serem feitas nos anos seguintes. Mas como o Festival lida somente com encenações novas todos os anos certamente não a veremos ao vivo novamente. Somente pelo DVD que será lançado pela SECULT-PA futuramente.
     
       
Equipes técnicas:

UM AMERICANO EM PARIS

Direção Musical e Regência: Miguel Campos Neto
Direção e Coreografia: Kika Sampaio
Assistente de Coreografia: Bárbara Guerra
Figurinos: Hélio Alvarez
Visagismo: André Ramos
Supervisão Artística: Gilberto Chaves e Mauro Wrona
Elenco: Tutu Morasi (bailarino) Americano, Bárbara Guerra (bailarina solista)
Cia. de Dança Ana Unger: (parisienses) Alcides Junior, Carlos Férrer, Eduarda Falesi, Gilza Miranda, Letícia Lobo, Lohana Carneiro, Marlus Estumano, Paulo César Moraes.
Direção de Palco: Cláudio Bastos

Vídeos:

Um Americano em Paris (excerto)

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Porgy e Bess (excertos)


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Imagens:

Um americano em Paris:





 Blue Monday:














Duo Breuninger-Frazão




Informações do Programa:

ALBRECHT BREUNINGER - violino

    Depois de conquistar o segundo prêmio no concurso para violino Rainha Elizabeth na Bélgica em 1997, Albrecht Breuninger tornou-se assim o primeiro violinista alemão a ficar entre os três melhores neste concurso desde a sua primeira edição em 1953. No mesmo ano recebeu o premio de melhor composição para o seu Quarteto de Cordas n. 1 nos Concertos de Verão de Brandemburgo. Esse prêmios são o ponto alto de uma serie de concursos ganhos pelo violinista, onde se destacam os concursos em Bréscia (Itália 1984), Belgrado (Iugoslávia, 1986), Praga (República Tcheca, 1992), Berlim e Montreal (Canadá, 1995). Breuninger estudou de 1981 até 1988 com Josef Rissin na Escola Superior de Música de Karlsruhe onde se formou com nota máxima. Continuou a se aperfeiçoar com grandes violinistas como Henryk Szeryng, Ruggiero Ricci, Aaron Rosand e Ivry Gitlis. Apresenta-se como solista e camerista em vários festivais como o Festival Internacional de Bath (Inglaterra), Festival de Música de Câmara de Kuhmo (Finlândia), Teatro Champs Elysees (Paris), Schwetzinger Festspielen (Alemanha), entre outros. Em 1997 gravou um CD com obras para violino e piano de Mendelssohn, Brahms, Breuninger e Wieniawsky. Gravou para a Rádio WDR as obras para violino solo deste mesmo compositor. Recentemente, acompanhado pela Orquestra da Rádio de Varsóvia, gravou os 4 concertos para violino de Karol Lipinsky e a obra completa de George Enescu. Breuninger foi professor de violino na Escola Superior de Música de Hamburgo entre 1998 - 2002 e atualmente é professor da Escola Superior de Música de Karlsruhe - Alemanha.


ANA FLÁVIA FRAZÃO

     Natural de Goiânia, estudou com Ivana Carneiro, Luiz Medalha e formou-se pela Escola de Música da UFG. Na Alemanha, onde viveu entre 1994 e 2002, cursou a Escola Superior de Música de Karlsruhe, concluindo o Konzertexamen com nota máxima em Piano-Música de Câmera na classe dos professores W. Genuit e Michael Uhde. É detentora de vários prêmios, dentre eles o 1º lugar no Concurso JK, realizado em 1992, cuja premiação lhe valeu um concerto com a Orquestra Sinfonica de Brasilia. Em 2001 obteve o 1º lugar na "Série de Concertos da Sala Barroca" em Kyoto - Japão com o Trio Augarten. Realizou várias gravações para a rádio Südwestfunk na Alemanha e, em 2004, gravou um CD pelo selo italiano "Fondazionen" com o contrabaixista Milton Masciardri. Tem realizado concertos na Europa, Japáo, EStados Unidos, Argentina e em várias cidades do Brasil, sermpre com grande êxito de público e de crítica. Ana Flávia é professora da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, onde também é uma das coordenadas da série "Concertos na Cidade" e "Concertos Goiânia Ouro".

Programa:


Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Sonata Op. 12 nº. 3 em E b maior para violino e piano

Allegro con spirito
Adagio con molta espressione
Rondo - Allegro molto

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Allegro non troppo
Largo
Rondo - Allegro finale

Maurice Ravel (1875-1937)
Tzigane para violino e piano

Bis: Villa-Lobos - Sonhar

Vídeos:

Beethoven: Sonata op. 12 nº. 3 em E b maior para violino e piano

Allegro con spirito


Adagio con molta espressione


Rondo - Allegro molto


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Gershwin e Tchaikovsky pela Orquestra Jovem Vale Música


      No início da noite de 17 de agosto de 2014 a Orquestra Jovem Vale Música apresentou mais um de seus concertos pela série Sons da Amazônia em sua 4ª edição.
      Dessas vez dois compositores clássicos de épocas distintas, o estadunidense George Gershwin teve sua Abertura Cubana executada como um prelúdio ao Concerto para Violino do russo Pedro Tchaikovsky. Como não é para menos o concerto de Tchaikovsky foi a grande atração da noite.
      Solado pelo brasileiro Cármelo de los Santos, o concerto teve uma grande execução. E boa parte dela devido à destreza técnica do violinista, que se não a tivesse nem poderia chegar perto da partitura; a não ser para admirá-la.
      Escrito para um violinista com o qual Tchaikovsky namorou, o concerto ficou tecnicamente tão difícil que o rapaz resolveu não executar a partitura. Ficando cerca de alguns anos na gaveta, o concerto foi tirado dela pelo violinista Adolf Brodsky sob regência de Hans Richter num concerto onde o público ficou dividido: apoiou o violinista mas torceram o nariz para a partitura. O crítico anti-wagneriano Edward Hanslick chamou o concerto "de música que fede!". Opinião que Tchaikovsky guardou para o resto da vida com profunda mágoa.
    Nessa execução, tanto a orquestra quanto o violinista tiveram uma muito boa interação de som e a leitura de Cármelo e Miguel foi bem resolvida, sem deixar a partitura com aquele ranço do "estilisticamente incorreto".
    A execução de Cármelo foi um espetáculo a parte. Grande violinista, de tecnica bem trabalhada e dedos firmes. Se assim não o fosse o concerto de Tchaikovsky talvez nem sequer fosse executado por ele tais suas dificuldades tecnicas.
    Um bis com música de Francisco Tárrega encerrou a noite com grande estilo. Parabéns a todos.

Vídeos:


Gershwin - Abertura Cubana



Tchaikovsky - Concerto para violino e orquestra em D menor Op. : 

1º movimento: Allegro moderato

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2º movimento: Canzonetta - Andante


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3º movimento: Finale - Allegro vivacissimo


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Bis: Francisco Tárrega: Recuerdos de la Alhambra

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Concerto Caminhos Cruzados

Cecilia Keuffer, brasileira, e Gil Alon, israelense, decidiram unir a paixão pela bossa nova, mpb, e musica judaica, para apresentarem em Belém, o concerto Caminhos Cruzados, a ser realizado na Igreja de Santo Alexandre (Museu de Arte Sacra), no dia 11 de novembro de 2014, as 19:00 horas, com entrada franca.
 
Cecilia é formada pelo Conservatório Carlos Gomes, mas foi durante sua estadia nos EUA, aonde fazia mestrado em Voice Performance, que deu seu primeiro recital de musica judaica, em 2001, e não parou mais.
Gil, é ator, cantor e atualmente, o diretor do festival de teatro contemporâneo de Israel, tem um currículo em artes invejável.
O titulo Caminhos Cruzados, foi dado pelo pianista, maestro e arranjador Tynoko Costa, que assina a direção musical do recital, que conta ainda com a participação do violonista Neném, do contrabaixista Mario Garcia, e do percussionista Bruno Mendes.
Caminhos Cruzados é a celebração de dois mundos, dois países, ligados pela herança étnica de Gil e Cecilia, e pela musica.
No programa,cantado em português e hebraico, terá Tom Jobim (Águas de março), Dorival Caymmi (Canoeiro), Waldemar Henrique (Maracatu), Marcos Valle (Viola Enluarada),Vinicius de Morais (Samba em Prelúdio), entre outras pérolas da musica brasileira.
O concerto tem patrocínio da Embaixada de Israel no Brasil.
Conto com sua divulgação,
Obrigada,
Cecilia

domingo, 2 de novembro de 2014

Concerto Didático com trio de música popular

     Na tarde do dia 7 de outubro de 2014 houve a última das apresentações da série Concertos Didáticos promovido pela Fundação Carlos Gomes, sob a coordenação da Profª.  Ana Maria Adade, pianista paraense que desenvolve suas atividades profissionais na dita fundação. Realizado para alunos de escolas públicas da capital paraense, a série visa, entre outras coisas, formar público para a música erudita e de grupos populares levando esses alunos para a maior casa de espetáculo paraense. Dessa vez quem se apresentou foi um trio de músicos populares que executam entre outras coisas alguns choros e outros gêneros de música popular. A apresentação ficou a cargo do Joca, um percussionista formado pelo Conservatório Carlos Gomes. As crianças e adolescentes que foram adoraram e ficaram tristes quando o concerto terminou. Uma grande iniciativa.


Vídeos:



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segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Cronologia de Haendel

CRONOLOGIA DE HAENDEL

1685 – Nasce a 23 de fevereiro, no subúrbio de Giebichenstein,       Halle, no Eleitorado da Saxônia – Alemanha. Filho de Georg Haendel e Dorothea Taust.
No dia 24 de fevereiro foi batizado na Liebfrauenkirsche como os nomes Georg Friedrich.
1692 ou 1693 – O pai, a serviço do Duque da Saxônia, leva-o na viaje a Weissenfels. Foi surpreendido improvisando ao órgão na Capela Ducal  e o duque sentenciou que chegara a hora do pequeno Georg ter formação musical sistemática. O pai aprovou a contragosto: queria vê-lo advogado.
1696 – Visita a corte do príncipe Frederico III em Berlim e recebe a oferta de uma bolsa de estudos para a Itália, que foi recusada pelo seu pai.
1697 – Perde o pai. Passa a trabalhar como assistente do organista da Catedral calvinista de Halle, Johann Christoph Leporin.
1702 – Matricula-se na Universidade de Halle para cursar Direito, assim cumprindo a vontade paterna. Lá toma contato com idéias liberais pregadas por ilustres professores de Filosofia e Teologia.
A 13 de março, foi nomeado substituto de Leporin, demitido por alcoolismo e conduta estável.
1701 a 1703 – Troca riquíssimas experiências com Telemann, que foi procurá-lo em Halle quando sua fama cresceu.
1703 – Na primavera, após o fim de seu contrato como organista, abandona tudo e se dirige para Hamburgo. Lá entrou em contato com a música de Reinhardt Keiser, Kapellmeister da cidade. Nessa época dizia-se dele que “tocava muito bem o órgão, sendo muito bom executando uma fuga (melhor ainda do que Kuhnau), mas ainda não conhecia a sedução da melodia”.
1703 – 1704 - Reinhardt Keiser convida-o para trabalhar na orquestra da ópera como segundo violino (concertino) e, depois, como cravista.   
Conhece Johann Mattheson, cantor e compositor, com quem    trava amizade.
Mattheson arranja-lhe alguns alunos particulares e viaja com ele a Lübeck para estudar a possibilidade de suceder Buxtehude, mas desiste do cargo para não ter de contrair matrimônio com sua feia filha. Mattheson declinou do cargo pelo mesmo motivo. O sucessor de Buxtehude foi Johann Christian Schiferdecker, aluno de Keiser, que aceitou as condições.
1704 – Briga feio com Mattheson, após esse roubar-lhe um de seus alunos, filho do cônsul John Wich. Em 30 de dezembro reconciliam-se, durante um jantar de desagravo, promovido pelo amigo comum, o conselheiro Schott.
1704 – A Paixão Segundo São João é executada durante a Semana Santa.              
1705 – Almira, Rainha de Castela, sua primeira ópera, é apresentada diariamente entre 8 de janeiro e 25 de fevereiro. Nero ou o Amor Atingido Através do Sangue e do Assassinato, sua ópera seguinte teve a partitura perdida.
1706 – Demitiu-se de Hamburgo e com 200 ducados rumou para a Itália.
1707 – Estreia a ópera Rodrigo que reutilizou música da Almira. Obtém uma carta do Grão-Duque Ferdinando, de Florença, e ruma à Roma para apresentá-la ao Cardeal Pietro Ottoboni.
1708 – Entre março e abril hospeda-se no Palácio Bonelli, a convite do Príncipe Ruspoli. Lá estreou o oratório La Ressurezione com boa acolhida.
                 O papa Clemente XI não gostou de ter sido usada uma cantora no oratório no lugar dos costumeiros castrati.
                 Il Trionfo del Tempo e del Disinganno, oratório com libretto de Fenisio.
                 Ácis, Galatea e Polifemo. Pastoral mitológica escrita para o casamento do Duque d’Alvito, em Nápoles, para onde havia se transferido, deixando Roma por conta da situação instável nos Estados Pontificios, envolvidos na Guerra da Sucessão Austríaca.
1709 – Retorna a Veneza e reencontra o amigo Domenico Scarlatti. Faz amizade com Antonio Lotti, organista da Catedral de São Marcos e é apresentado ao Conde de Manchester.
                 Estreia a ópera Agrippina a 26 de dezembro. Ela foi apresentada 27 noites seguidas, sempre com casa cheia.
1710 – Aos 25 anos, a convite do agora Bispo Steffani, volta à Alemanha para substituir o bispo como kapellmeister de Hanôver. Em agosto, parte numa longa viaje de passeio. Primeira visita a mãe em Halle e depois Düsseldorf onde visitou a Eleitora Anna Maria de Medici, Steffani e Corelli.
1711 – Na nova sala de ópera em Haymarket, Londres, Rinaldo estreia a 24 de fevereiro.
1712 – Consegue outra licença do trabalho e retorna alegremente à Londres. A 26 de novembro estreia sua nova ópera, Il Pator Fido, relativamente fracassada.
1713 – A ópera Teseo estréia a 10 de janeiro, dedicada ao jovem conde de Burlington.
            Em fevereiro, estreia a Ode de Aniversário para a Rainha Ana.
1714 – Estreia da ópera Amadigi a 25 de maio com a presença do castrato Nicolini, após longa permanência na Itália, o que atraiu bastante público para as representações.
1714 – A 7 de julho, o Te Deum e o Jubilate, baseados nas obras correlatas de Purcell, estreiam em comemoração à assinatura do Tratado de Paz de Utrecht;
1714 – O rei Jorge I suplementa sua pensão de 200 libras com mais 200 e o convida, constantemente, para tocar na Corte de São Jaime.
1716 – O rei da Inglaterra Jorge I incluiu-o na sua comitiva de férias a Hanôver e ele aproveita para visitar sua mãe, parentes, amigos e a viúva de seu antigo mestre, Zachau.
                 A viúva de Zachau vivia na penúria. Ele, apiedado, passa a dar-lha uma generosa pensão até a morte dela.
                 Compõe a Paixão Segundo São João durante sua estada na Alemanha sob texto do poeta Bathold Heinrich Brocken o mesmo a ser usado por Bach sete anos depois.
1716 – Durante viajem à Alemanha, cumpre missão diplomática em Ansbach para a Princesa Carolina e reencontra Johann Christoph Schmidt, antigo colega da Universidade. Schmidt estava em má situação financeira e Haendel o levou para Londres com a família como seu secretário, copista e tesoureiro. Schmidt foi seu homem de confiança até o fim da vida.
1717 – A 17 de julho, participa do célebre passeio de barco que Jaime I fez ao longo do Tâmisa na companhia de seus cortesãos favoritos. Para esse passeio compôs a igualmente célebre Música Aquática.
            Jorge I retorna a Londres devido às dificuldades da corte de aceitá-lo como seu soberano, gordo, libertino e estrangeiro como era. Haendel acompanhou-o alegremente de volta a Inglaterra que tanto amava. Lá teve a hospedagem e proteção do Duque de Chandos. Para o duque escreveu os Hinos de Chandos, o Te Deum em si bemol menor, uma infinidade de virtuosísticas peças para cravo.
            Também para o Palácio de Cannons, residência do Duque, Haendel escreveu dois importantes oratórios: Haman e Mordecai e o lindo Ácis e Galatéia.

1718 – Substituiu Pepusch como mestre-de-capela no Palácio de Cannons, mas continuou a lecionar música para as princesas da corte.
1719 – Tornou-se diretor musical da recém-criada Real Academia de Música, uma companhia sob a supervisão do Duque de Newcastle e onde vários amigos dele formavam a diretoria: o Duque de Portland, o Duque de Queensberry e o Conde de Burlington. Encarregado de contratar cantores para a Companhia, sai em viajem pela Europa.
            Durante esse período trabalhou, temporariamente, como cravista do eleitor de Dresden.
            Ao retornar para a Inglaterra instalou-se na casa nº. 57 da Lower Brook, alugada a suas custas, morando lá até sua morte. Atualmente, a casa é um museu.
1720 – A 2 de abril, é inaugurada a Academia com três óperas: Numitor de Giovanni Porta, Radamisto dele próprio e Tácito de Domenico Scarlatti.
            Houve disputas pelos ingressos para a estreia da ópera de Haendel. Vestidos rasgados e perucas arrancadas foram algumas ocorrências da noite.
            O Conde de Burlington fez vir da Itália o compositor Giovanni Batista Buononcini que rapidamente criou rivalidade com Haendel, com a balança pendendo mais para o italiano; que quase chegou a ser nomeado diretor da Academia Real.
1723 – Estreia Ottone, um sucesso imenso para Haendel, devolvendo-lhe o posto de compositor mais prestigiado da Inglaterra pondo fim à rivalidade com Buononcini.
            Francesca Cuzzoni veio da Itália para substituir Anastasia Robinson, doente e decidida a abandonar os palcos para se tornar amante do Conde de Peterborough, membro da diretoria da Academia Real de Música. La Cuzzoni e Haendel tiveram vários conflitos durante os ensaios de Ottone e como ela se recusou a cantar a primeira ária alegando dificuldade demais, Haendel ameaçou jogá-la por uma janela aberta, fazendo a italiana mudar de idéia.
            A Ottone seguiram-se Júlio César, Tamerlano e Rodelinda, três das mais celebres óperas de Haendel.
1726 – A 5 de maio estreou a ópera Alessandro. Escrita para reconciliar as rivais Francesca Cuzzoni e Fautina Bordoni – o que não aconteceu – ainda causou a demissão de Senesino, ofendido por ter sido “esquecido” na composição da ópera e sentindo-se desvalorizado teve uma crise nervosa e retornou à Itália.  
            A Admeto, com libretto de Haym e Rolli, também não surtiu efeito e na estréia da Astyanax de Buononcini as duas brigaram feio em pleno palco e na frente do público.
1727 – Uma grande alegria para Haendel. Em fevereiro, o rei Jorge I assinou seu decreto de naturalização como cidadão inglês.
            A 11 de julho, o rei morre de apoplexia aos 67 anos, durante uma viagem a Osnabrück na Alemanha. Logo depois, no dia 15, seu filho foi coroado como rei Jorge II.
            Devido a coroação do novo rei, Haendel teve alguns meses bastante atarefados: compôs, às pressas, 4 hinos da coroação. Entre eles, Zadok, o Sacerdote. Revisou a Admeto para o Haymarket e a Riccardo Primo, Re d’Inghilterra para homenagear o novo rei, apresentada a noite de 11 de setembro.
            Seguiram-se Siroe e Tolomeo em meio a crise financeira na Real Academia de Música.
1728 – Em 29 de janeiro estreou A Ópera do Mendigo (The Beggar’s Opera) de John Gay e Christopher Pepusch que criou a ballad-opera e atrair a atenção de todo o público nas datas subsequentes.
1729 - A Real Academia de Música fecha as portas atolada em dívidas e Haendel associou-se ao suíço Heidegger, do Haymarket e alugou o King's Theater. Em seguida viajou à Itália para contratar novos cantores para a companhia, pois as estrelas estrangeiras da Academia preferiram ir cantar em Veneza. Contratou Anibale Fabri (tenor), Antonia Merighi e Francesca Bertolli (contraltos), Antonio Bernachi (castrato) e Ana Strada del Pò (soprano) e o baixo Gottfried Riemschneider. Nenhum a altura das estrelas da Academia. 
1729/32 - Escreveu e encenou as óperas Lotario (Antonio Salvi), Partênope (Silvio Stampiglia), Poro e Ezio (Pietro Metastásio, com tradução inglesa de Samuel Humphreys). Nesse período recontratou Senesino pelo polpudo salário de 1400 guinéus por temporada!
1730/31 - Com Senesino atraindo público remontou algumas de suas óperas favoritas do pblico, entre elas, Scipione, Rodelinda e Rinaldo.
1732 - Em 23 de fevereiro remanejou o oratório Haman e Mordecai e o reapresentou sob o título de Esther devido a uma iniciativa de um antigo colaborador seu, o cantor Bernard Gates. Devido ao grande sucesso, o rei Jorge II autorizou uma segunda récita no King's Theater em forma de concerto. Ácis e Galatea, em nova versão, foi apresentada em seguida também em concerto. No final do ano escreveu uma de suas óperas mais originais: Orlando.
1732 – O oratório Haman e Mordecai, passa a se chamar Esther, com o poema original de Pope ampliado por Samuel Humphreys. Esse oratório rendeu a Haendel na estréia 1.000 libras dadas pelo duque, que parece ter apreciado bastante a obra.
1733 – A 27 de janeiro, Orlando é estreada.
         - O oratório Débora teve sua estreia comprometida devido as brigas entre o rei Jorge II e o príncipe de Gales, Frederico.
         - Fez uma terceira versão de Ácis e Galatea para o Haymarket, um pastiche bilíngue reunindo trechos da 1ª versão para Nápoles, em italiano, e da 2ª em inglês, para o Duque de Chandos. Em 1789, Mozart reorquestrou essa popular obra para uma apresentação na casa do seu protetor vienense, o Barão van Swieten. 
         - Em junho, o príncipe de Gales e o Duque de Marlborough, abriram a Ópera dos Nobres (Opera of the Nobility) para concorrer com o Teatro do Rei (King's Theater). Esse fato deu grandes aborrecimentos a Haendel.
         - A Universidade de Oxford convidou-o para um festival musical somente com obras suas. Lá, ele estreou um novo oratório: Atália. A Geltleman's Magazine publicou que 3.700 pessoas assistiram as duas récitas.
      - Arianna foi escrita e estreada às pressas para concorrer com a Ariadne de Porpora; esta cantada por ninguém menos que Farinelli, enquanto Carestini veio da Itália para cantar a Arianna. 
1735 – Com as finanças bagunçadas na King’s Theater, Haendel              fechou-o temporariamente e foi trabalhar no Lincoln’s Inn Fields, ao lado de John Rich e remontar peças antigas como a Il Pastor Fido.
1735 – 18 de dezembro ele transferiu-se com sua trupe para o Covent Garden e lá produziu Ariodante: uma tentativa de retornar à ópera, mas devido ao nível fraco dos cantores da companhia ele resolveu reapresentar seus oratórios mais apreciados pelo público. Nos intervalos ele se apresentava como organista.
1735 – a 16 de abril ele estreou uma de suas mais belas óperas: Alcina. Um espetáculo feérico extraído de Orlando Furioso pelo libretista Antonio Marchi.
1736 – 27 de abril. O Príncipe de Gales casou-se com Augusta e Haendel escreveu o hino “Sing unto God” (“Cantemos a Deus”) para a cerimônia de casamento, diminuindo as tensões entre eles.
         Nesse mesmo ano, ele estreou outras peças de sucesso: o oratório O Festim de Alexandre e o concerto para Harpa e Orquestra, transcrição de um de seus concertos para órgão.
1736 – Em maio ele estreou, com apoio do Principe de Gales e grande aparato cênico, a ópera Atalanta com libretto de Belisario Valeriani. No final desse ano ele programou uma brilhante temporada lírica, onde remontou “Poro” e “Atalanta”.
1737 – Entre janeiro e maio, estreou três óperas novas: Armínio e Berenice com libretti de Antonio Salvi e Giustino com libreto de Niccolò Beregani.
            Em abril encontra-se acamado por conta de um reumatismo infeccioso, mas levanta-se para finalizar a encenação da Didone Abbandonata de Leonardo Vinci, pois ele havia alterado a harmonia e a orquestração de vários trechos da ópera de Vinci.
1737 – No verão foi para Aachen fazer um tratamento de cura com águas devido a paralisia produzida pelo reumatismo ter alcançado um estágio crítico.
            Em novembro ele voltou de Aachen razoavelmente curado e compôs um hino fúnebre para o enterro da Rainha Carolina em 17 de dezembro.
            Essa peça foi apresentada com um efeito incomum para a época: um coro de 80 vozes e uma orquestra de 100 instrumentistas.
1738 – O luto pela Rainha Carolina o fez adiar para o ano seguinte as estreias das óperas Faramondo, Alessandro Severo e a hoje célebre Xérxes.
            Financeiramente abalado, aceitou ajuda de amigos que organizaram um concerto beneficente com excertos famosos de várias obras suas e aceitou escrever muita música para os concertos ao ar livre promovidos pelo empresário Jonathan Tyers nos Jardins de Vauxhall.
1738 – Em colaboração com o industrial e poeta amador de Leicestershire, Charles Jennens, cria os oratórios Saul finalizado em 27 de setembro e em 1º de novembro ambos concluem Israel no Egito.
1739 – Durante um concerto de obras suas no Lincoln’s Inn Fields estreou a cantata Ode a Santa Cecília, a padroeira católica da música, com poema de John Dryden.
1740 – Com texto de John Milton, adaptado e complementado com versos da autoria de Jennens, escreveu L’Allegro, Il Penseroso e Il moderato (O Alegre, O Pensativo e o Moderado).
1739/40 – Compôs seus Concertos Grossos Op. 6.
1740 – Em setembro, foi a Berlim analisar uma proposta do rei da Prússia para se instalar naquela corte. Mas desistiu do convite, pois a austeridade germânica já não fazia parte de seu ser e retornou a Londres.
            Lá escreveu Deidâmia, sua última ópera italiana, com libretto do velho colaborador Paolo Rolli.
1741 – Deidâmia é apresentada somente três vezes entre janeiro e fevereiro. Foi com esse triste aspecto que a ópera italiana se viu definitivamente substituída na Inglaterra pelas óperas-balada que encantavam o público da época.
            Com esse fim melancólico de uma grande era operística na Inglaterra Haendel aceitou, entusiasmado, o convite para instalar-se em Dublin, capital da Irlanda, feito pelo Lorde-tenente William Cavendish e para lá rumou no fim de outubro. Na bagagem, as partituras de O Messias e Sansão.
            Entre 22 de agosto e 14 de setembro escreveu O Messias.
1742 – A 13 de abril estreia, em Dublin, o oratório O Messias, culminância do oratório haendeliano.
            “Faltam-nos palavras para descrever o refinado prazer que essa música proporcionou à estupefata plateia. O sublime, o Grandioso, o Terno, adaptados às mais elevadas, majestosas, comoventes palavras, conspiraram para extasiar e encantar o Coração e o Ouvido deixando ambos fora de si” (Faulkner’s Journal).
1742 – Em setembro, retorna à Londres e prepara a estreia de Sansão. Estrondoso sucesso, superando o próprio Messiasna temporada de 1743.
            Chamado para compor novamente música de circunstância para a corte inglesa, compôs um novo Te Deum.
1744 – Deixa o Convent Garden e retorna ao Haymarket com o oratório José e Seus Irmãos de James Miller.
1745 – Os oratórios Belshazzar e Hércules são estreados no início do ano. No verão, Carlos Eduardo Stuart corou-se rei e marchou com seu exercito sobre a Inglaterra. Haendel compôs a Canção dos Cavalheiros Voluntários da Cidade de Londres para os soldados voluntários das tropas do Duque de Cumberland e após a derrota de Stuart a 16 de abril, compôs o Oratório de Ocasião; uma obra de encomenda feita com trechos inteiros de Israel no Egito e de outras obras suas. Até o tema do hino Rule Brittania que Thomas Arne acabara de compor foi citado na obra. Resultado: grande sucesso de público, embora seja sem muito significado.
1746 – Estreia Judas Macabeus, com libretto de Morell. Grande sucesso de público, tornou-se um dos mais populares de Haendel.
            Estreia Alexander Balus, Josué e Salomão e Suzana também com libretti de Morell.
1749 – Como parte das comemorações da assinatura do Tratado de Aix-la-Chapelle a 27 de abril ele apresentou a, hoje célebre, Música para os reais fogos de artifício nos Jardins de Vauxhall. Devido aos problemas com os fogos de artifícios, a obra foi reapresentada em 4 de maio com a renda em prol do asilo do Coronel Coram;
            Theodora, oratório novamente com libretto de Morell adaptado da tragédia de Corneille e estreado em 1750;
1750 – Como gratidão a seus préstimos ao asilo do Coronel Corem ele foi nomeado administrador da instituição, ocupando-se das atividades musicais e da restauração da capela.
1751 – Escreveu Jephtah, seu ultimo oratório com Morell;
1753 – Apesar de operações com o Dr. Samuel Sharp fica completamente cego e passa a viver recluso, sendo pouco visto em público. A aparição mais importante é a recita anual do Messias.
1759 – Faleceu em 14 de abril, Sábado de Aleluia aos 74 anos.


BIBLIOGRAFIA:

Coelho, Lauro Machado. Haendel. 2ª ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988.