segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Cronologia de Haendel

CRONOLOGIA DE HAENDEL

1685 – Nasce a 23 de fevereiro, no subúrbio de Giebichenstein,       Halle, no Eleitorado da Saxônia – Alemanha. Filho de Georg Haendel e Dorothea Taust.
No dia 24 de fevereiro foi batizado na Liebfrauenkirsche como os nomes Georg Friedrich.
1692 ou 1693 – O pai, a serviço do Duque da Saxônia, leva-o na viaje a Weissenfels. Foi surpreendido improvisando ao órgão na Capela Ducal  e o duque sentenciou que chegara a hora do pequeno Georg ter formação musical sistemática. O pai aprovou a contragosto: queria vê-lo advogado.
1696 – Visita a corte do príncipe Frederico III em Berlim e recebe a oferta de uma bolsa de estudos para a Itália, que foi recusada pelo seu pai.
1697 – Perde o pai. Passa a trabalhar como assistente do organista da Catedral calvinista de Halle, Johann Christoph Leporin.
1702 – Matricula-se na Universidade de Halle para cursar Direito, assim cumprindo a vontade paterna. Lá toma contato com idéias liberais pregadas por ilustres professores de Filosofia e Teologia.
A 13 de março, foi nomeado substituto de Leporin, demitido por alcoolismo e conduta estável.
1701 a 1703 – Troca riquíssimas experiências com Telemann, que foi procurá-lo em Halle quando sua fama cresceu.
1703 – Na primavera, após o fim de seu contrato como organista, abandona tudo e se dirige para Hamburgo. Lá entrou em contato com a música de Reinhardt Keiser, Kapellmeister da cidade. Nessa época dizia-se dele que “tocava muito bem o órgão, sendo muito bom executando uma fuga (melhor ainda do que Kuhnau), mas ainda não conhecia a sedução da melodia”.
1703 – 1704 - Reinhardt Keiser convida-o para trabalhar na orquestra da ópera como segundo violino (concertino) e, depois, como cravista.   
Conhece Johann Mattheson, cantor e compositor, com quem    trava amizade.
Mattheson arranja-lhe alguns alunos particulares e viaja com ele a Lübeck para estudar a possibilidade de suceder Buxtehude, mas desiste do cargo para não ter de contrair matrimônio com sua feia filha. Mattheson declinou do cargo pelo mesmo motivo. O sucessor de Buxtehude foi Johann Christian Schiferdecker, aluno de Keiser, que aceitou as condições.
1704 – Briga feio com Mattheson, após esse roubar-lhe um de seus alunos, filho do cônsul John Wich. Em 30 de dezembro reconciliam-se, durante um jantar de desagravo, promovido pelo amigo comum, o conselheiro Schott.
1704 – A Paixão Segundo São João é executada durante a Semana Santa.              
1705 – Almira, Rainha de Castela, sua primeira ópera, é apresentada diariamente entre 8 de janeiro e 25 de fevereiro. Nero ou o Amor Atingido Através do Sangue e do Assassinato, sua ópera seguinte teve a partitura perdida.
1706 – Demitiu-se de Hamburgo e com 200 ducados rumou para a Itália.
1707 – Estreia a ópera Rodrigo que reutilizou música da Almira. Obtém uma carta do Grão-Duque Ferdinando, de Florença, e ruma à Roma para apresentá-la ao Cardeal Pietro Ottoboni.
1708 – Entre março e abril hospeda-se no Palácio Bonelli, a convite do Príncipe Ruspoli. Lá estreou o oratório La Ressurezione com boa acolhida.
                 O papa Clemente XI não gostou de ter sido usada uma cantora no oratório no lugar dos costumeiros castrati.
                 Il Trionfo del Tempo e del Disinganno, oratório com libretto de Fenisio.
                 Ácis, Galatea e Polifemo. Pastoral mitológica escrita para o casamento do Duque d’Alvito, em Nápoles, para onde havia se transferido, deixando Roma por conta da situação instável nos Estados Pontificios, envolvidos na Guerra da Sucessão Austríaca.
1709 – Retorna a Veneza e reencontra o amigo Domenico Scarlatti. Faz amizade com Antonio Lotti, organista da Catedral de São Marcos e é apresentado ao Conde de Manchester.
                 Estreia a ópera Agrippina a 26 de dezembro. Ela foi apresentada 27 noites seguidas, sempre com casa cheia.
1710 – Aos 25 anos, a convite do agora Bispo Steffani, volta à Alemanha para substituir o bispo como kapellmeister de Hanôver. Em agosto, parte numa longa viaje de passeio. Primeira visita a mãe em Halle e depois Düsseldorf onde visitou a Eleitora Anna Maria de Medici, Steffani e Corelli.
1711 – Na nova sala de ópera em Haymarket, Londres, Rinaldo estreia a 24 de fevereiro.
1712 – Consegue outra licença do trabalho e retorna alegremente à Londres. A 26 de novembro estreia sua nova ópera, Il Pator Fido, relativamente fracassada.
1713 – A ópera Teseo estréia a 10 de janeiro, dedicada ao jovem conde de Burlington.
            Em fevereiro, estreia a Ode de Aniversário para a Rainha Ana.
1714 – Estreia da ópera Amadigi a 25 de maio com a presença do castrato Nicolini, após longa permanência na Itália, o que atraiu bastante público para as representações.
1714 – A 7 de julho, o Te Deum e o Jubilate, baseados nas obras correlatas de Purcell, estreiam em comemoração à assinatura do Tratado de Paz de Utrecht;
1714 – O rei Jorge I suplementa sua pensão de 200 libras com mais 200 e o convida, constantemente, para tocar na Corte de São Jaime.
1716 – O rei da Inglaterra Jorge I incluiu-o na sua comitiva de férias a Hanôver e ele aproveita para visitar sua mãe, parentes, amigos e a viúva de seu antigo mestre, Zachau.
                 A viúva de Zachau vivia na penúria. Ele, apiedado, passa a dar-lha uma generosa pensão até a morte dela.
                 Compõe a Paixão Segundo São João durante sua estada na Alemanha sob texto do poeta Bathold Heinrich Brocken o mesmo a ser usado por Bach sete anos depois.
1716 – Durante viajem à Alemanha, cumpre missão diplomática em Ansbach para a Princesa Carolina e reencontra Johann Christoph Schmidt, antigo colega da Universidade. Schmidt estava em má situação financeira e Haendel o levou para Londres com a família como seu secretário, copista e tesoureiro. Schmidt foi seu homem de confiança até o fim da vida.
1717 – A 17 de julho, participa do célebre passeio de barco que Jaime I fez ao longo do Tâmisa na companhia de seus cortesãos favoritos. Para esse passeio compôs a igualmente célebre Música Aquática.
            Jorge I retorna a Londres devido às dificuldades da corte de aceitá-lo como seu soberano, gordo, libertino e estrangeiro como era. Haendel acompanhou-o alegremente de volta a Inglaterra que tanto amava. Lá teve a hospedagem e proteção do Duque de Chandos. Para o duque escreveu os Hinos de Chandos, o Te Deum em si bemol menor, uma infinidade de virtuosísticas peças para cravo.
            Também para o Palácio de Cannons, residência do Duque, Haendel escreveu dois importantes oratórios: Haman e Mordecai e o lindo Ácis e Galatéia.

1718 – Substituiu Pepusch como mestre-de-capela no Palácio de Cannons, mas continuou a lecionar música para as princesas da corte.
1719 – Tornou-se diretor musical da recém-criada Real Academia de Música, uma companhia sob a supervisão do Duque de Newcastle e onde vários amigos dele formavam a diretoria: o Duque de Portland, o Duque de Queensberry e o Conde de Burlington. Encarregado de contratar cantores para a Companhia, sai em viajem pela Europa.
            Durante esse período trabalhou, temporariamente, como cravista do eleitor de Dresden.
            Ao retornar para a Inglaterra instalou-se na casa nº. 57 da Lower Brook, alugada a suas custas, morando lá até sua morte. Atualmente, a casa é um museu.
1720 – A 2 de abril, é inaugurada a Academia com três óperas: Numitor de Giovanni Porta, Radamisto dele próprio e Tácito de Domenico Scarlatti.
            Houve disputas pelos ingressos para a estreia da ópera de Haendel. Vestidos rasgados e perucas arrancadas foram algumas ocorrências da noite.
            O Conde de Burlington fez vir da Itália o compositor Giovanni Batista Buononcini que rapidamente criou rivalidade com Haendel, com a balança pendendo mais para o italiano; que quase chegou a ser nomeado diretor da Academia Real.
1723 – Estreia Ottone, um sucesso imenso para Haendel, devolvendo-lhe o posto de compositor mais prestigiado da Inglaterra pondo fim à rivalidade com Buononcini.
            Francesca Cuzzoni veio da Itália para substituir Anastasia Robinson, doente e decidida a abandonar os palcos para se tornar amante do Conde de Peterborough, membro da diretoria da Academia Real de Música. La Cuzzoni e Haendel tiveram vários conflitos durante os ensaios de Ottone e como ela se recusou a cantar a primeira ária alegando dificuldade demais, Haendel ameaçou jogá-la por uma janela aberta, fazendo a italiana mudar de idéia.
            A Ottone seguiram-se Júlio César, Tamerlano e Rodelinda, três das mais celebres óperas de Haendel.
1726 – A 5 de maio estreou a ópera Alessandro. Escrita para reconciliar as rivais Francesca Cuzzoni e Fautina Bordoni – o que não aconteceu – ainda causou a demissão de Senesino, ofendido por ter sido “esquecido” na composição da ópera e sentindo-se desvalorizado teve uma crise nervosa e retornou à Itália.  
            A Admeto, com libretto de Haym e Rolli, também não surtiu efeito e na estréia da Astyanax de Buononcini as duas brigaram feio em pleno palco e na frente do público.
1727 – Uma grande alegria para Haendel. Em fevereiro, o rei Jorge I assinou seu decreto de naturalização como cidadão inglês.
            A 11 de julho, o rei morre de apoplexia aos 67 anos, durante uma viagem a Osnabrück na Alemanha. Logo depois, no dia 15, seu filho foi coroado como rei Jorge II.
            Devido a coroação do novo rei, Haendel teve alguns meses bastante atarefados: compôs, às pressas, 4 hinos da coroação. Entre eles, Zadok, o Sacerdote. Revisou a Admeto para o Haymarket e a Riccardo Primo, Re d’Inghilterra para homenagear o novo rei, apresentada a noite de 11 de setembro.
            Seguiram-se Siroe e Tolomeo em meio a crise financeira na Real Academia de Música.
1728 – Em 29 de janeiro estreou A Ópera do Mendigo (The Beggar’s Opera) de John Gay e Christopher Pepusch que criou a ballad-opera e atrair a atenção de todo o público nas datas subsequentes.
1729 - A Real Academia de Música fecha as portas atolada em dívidas e Haendel associou-se ao suíço Heidegger, do Haymarket e alugou o King's Theater. Em seguida viajou à Itália para contratar novos cantores para a companhia, pois as estrelas estrangeiras da Academia preferiram ir cantar em Veneza. Contratou Anibale Fabri (tenor), Antonia Merighi e Francesca Bertolli (contraltos), Antonio Bernachi (castrato) e Ana Strada del Pò (soprano) e o baixo Gottfried Riemschneider. Nenhum a altura das estrelas da Academia. 
1729/32 - Escreveu e encenou as óperas Lotario (Antonio Salvi), Partênope (Silvio Stampiglia), Poro e Ezio (Pietro Metastásio, com tradução inglesa de Samuel Humphreys). Nesse período recontratou Senesino pelo polpudo salário de 1400 guinéus por temporada!
1730/31 - Com Senesino atraindo público remontou algumas de suas óperas favoritas do pblico, entre elas, Scipione, Rodelinda e Rinaldo.
1732 - Em 23 de fevereiro remanejou o oratório Haman e Mordecai e o reapresentou sob o título de Esther devido a uma iniciativa de um antigo colaborador seu, o cantor Bernard Gates. Devido ao grande sucesso, o rei Jorge II autorizou uma segunda récita no King's Theater em forma de concerto. Ácis e Galatea, em nova versão, foi apresentada em seguida também em concerto. No final do ano escreveu uma de suas óperas mais originais: Orlando.
1732 – O oratório Haman e Mordecai, passa a se chamar Esther, com o poema original de Pope ampliado por Samuel Humphreys. Esse oratório rendeu a Haendel na estréia 1.000 libras dadas pelo duque, que parece ter apreciado bastante a obra.
1733 – A 27 de janeiro, Orlando é estreada.
         - O oratório Débora teve sua estreia comprometida devido as brigas entre o rei Jorge II e o príncipe de Gales, Frederico.
         - Fez uma terceira versão de Ácis e Galatea para o Haymarket, um pastiche bilíngue reunindo trechos da 1ª versão para Nápoles, em italiano, e da 2ª em inglês, para o Duque de Chandos. Em 1789, Mozart reorquestrou essa popular obra para uma apresentação na casa do seu protetor vienense, o Barão van Swieten. 
         - Em junho, o príncipe de Gales e o Duque de Marlborough, abriram a Ópera dos Nobres (Opera of the Nobility) para concorrer com o Teatro do Rei (King's Theater). Esse fato deu grandes aborrecimentos a Haendel.
         - A Universidade de Oxford convidou-o para um festival musical somente com obras suas. Lá, ele estreou um novo oratório: Atália. A Geltleman's Magazine publicou que 3.700 pessoas assistiram as duas récitas.
      - Arianna foi escrita e estreada às pressas para concorrer com a Ariadne de Porpora; esta cantada por ninguém menos que Farinelli, enquanto Carestini veio da Itália para cantar a Arianna. 
1735 – Com as finanças bagunçadas na King’s Theater, Haendel              fechou-o temporariamente e foi trabalhar no Lincoln’s Inn Fields, ao lado de John Rich e remontar peças antigas como a Il Pastor Fido.
1735 – 18 de dezembro ele transferiu-se com sua trupe para o Covent Garden e lá produziu Ariodante: uma tentativa de retornar à ópera, mas devido ao nível fraco dos cantores da companhia ele resolveu reapresentar seus oratórios mais apreciados pelo público. Nos intervalos ele se apresentava como organista.
1735 – a 16 de abril ele estreou uma de suas mais belas óperas: Alcina. Um espetáculo feérico extraído de Orlando Furioso pelo libretista Antonio Marchi.
1736 – 27 de abril. O Príncipe de Gales casou-se com Augusta e Haendel escreveu o hino “Sing unto God” (“Cantemos a Deus”) para a cerimônia de casamento, diminuindo as tensões entre eles.
         Nesse mesmo ano, ele estreou outras peças de sucesso: o oratório O Festim de Alexandre e o concerto para Harpa e Orquestra, transcrição de um de seus concertos para órgão.
1736 – Em maio ele estreou, com apoio do Principe de Gales e grande aparato cênico, a ópera Atalanta com libretto de Belisario Valeriani. No final desse ano ele programou uma brilhante temporada lírica, onde remontou “Poro” e “Atalanta”.
1737 – Entre janeiro e maio, estreou três óperas novas: Armínio e Berenice com libretti de Antonio Salvi e Giustino com libreto de Niccolò Beregani.
            Em abril encontra-se acamado por conta de um reumatismo infeccioso, mas levanta-se para finalizar a encenação da Didone Abbandonata de Leonardo Vinci, pois ele havia alterado a harmonia e a orquestração de vários trechos da ópera de Vinci.
1737 – No verão foi para Aachen fazer um tratamento de cura com águas devido a paralisia produzida pelo reumatismo ter alcançado um estágio crítico.
            Em novembro ele voltou de Aachen razoavelmente curado e compôs um hino fúnebre para o enterro da Rainha Carolina em 17 de dezembro.
            Essa peça foi apresentada com um efeito incomum para a época: um coro de 80 vozes e uma orquestra de 100 instrumentistas.
1738 – O luto pela Rainha Carolina o fez adiar para o ano seguinte as estreias das óperas Faramondo, Alessandro Severo e a hoje célebre Xérxes.
            Financeiramente abalado, aceitou ajuda de amigos que organizaram um concerto beneficente com excertos famosos de várias obras suas e aceitou escrever muita música para os concertos ao ar livre promovidos pelo empresário Jonathan Tyers nos Jardins de Vauxhall.
1738 – Em colaboração com o industrial e poeta amador de Leicestershire, Charles Jennens, cria os oratórios Saul finalizado em 27 de setembro e em 1º de novembro ambos concluem Israel no Egito.
1739 – Durante um concerto de obras suas no Lincoln’s Inn Fields estreou a cantata Ode a Santa Cecília, a padroeira católica da música, com poema de John Dryden.
1740 – Com texto de John Milton, adaptado e complementado com versos da autoria de Jennens, escreveu L’Allegro, Il Penseroso e Il moderato (O Alegre, O Pensativo e o Moderado).
1739/40 – Compôs seus Concertos Grossos Op. 6.
1740 – Em setembro, foi a Berlim analisar uma proposta do rei da Prússia para se instalar naquela corte. Mas desistiu do convite, pois a austeridade germânica já não fazia parte de seu ser e retornou a Londres.
            Lá escreveu Deidâmia, sua última ópera italiana, com libretto do velho colaborador Paolo Rolli.
1741 – Deidâmia é apresentada somente três vezes entre janeiro e fevereiro. Foi com esse triste aspecto que a ópera italiana se viu definitivamente substituída na Inglaterra pelas óperas-balada que encantavam o público da época.
            Com esse fim melancólico de uma grande era operística na Inglaterra Haendel aceitou, entusiasmado, o convite para instalar-se em Dublin, capital da Irlanda, feito pelo Lorde-tenente William Cavendish e para lá rumou no fim de outubro. Na bagagem, as partituras de O Messias e Sansão.
            Entre 22 de agosto e 14 de setembro escreveu O Messias.
1742 – A 13 de abril estreia, em Dublin, o oratório O Messias, culminância do oratório haendeliano.
            “Faltam-nos palavras para descrever o refinado prazer que essa música proporcionou à estupefata plateia. O sublime, o Grandioso, o Terno, adaptados às mais elevadas, majestosas, comoventes palavras, conspiraram para extasiar e encantar o Coração e o Ouvido deixando ambos fora de si” (Faulkner’s Journal).
1742 – Em setembro, retorna à Londres e prepara a estreia de Sansão. Estrondoso sucesso, superando o próprio Messiasna temporada de 1743.
            Chamado para compor novamente música de circunstância para a corte inglesa, compôs um novo Te Deum.
1744 – Deixa o Convent Garden e retorna ao Haymarket com o oratório José e Seus Irmãos de James Miller.
1745 – Os oratórios Belshazzar e Hércules são estreados no início do ano. No verão, Carlos Eduardo Stuart corou-se rei e marchou com seu exercito sobre a Inglaterra. Haendel compôs a Canção dos Cavalheiros Voluntários da Cidade de Londres para os soldados voluntários das tropas do Duque de Cumberland e após a derrota de Stuart a 16 de abril, compôs o Oratório de Ocasião; uma obra de encomenda feita com trechos inteiros de Israel no Egito e de outras obras suas. Até o tema do hino Rule Brittania que Thomas Arne acabara de compor foi citado na obra. Resultado: grande sucesso de público, embora seja sem muito significado.
1746 – Estreia Judas Macabeus, com libretto de Morell. Grande sucesso de público, tornou-se um dos mais populares de Haendel.
            Estreia Alexander Balus, Josué e Salomão e Suzana também com libretti de Morell.
1749 – Como parte das comemorações da assinatura do Tratado de Aix-la-Chapelle a 27 de abril ele apresentou a, hoje célebre, Música para os reais fogos de artifício nos Jardins de Vauxhall. Devido aos problemas com os fogos de artifícios, a obra foi reapresentada em 4 de maio com a renda em prol do asilo do Coronel Coram;
            Theodora, oratório novamente com libretto de Morell adaptado da tragédia de Corneille e estreado em 1750;
1750 – Como gratidão a seus préstimos ao asilo do Coronel Corem ele foi nomeado administrador da instituição, ocupando-se das atividades musicais e da restauração da capela.
1751 – Escreveu Jephtah, seu ultimo oratório com Morell;
1753 – Apesar de operações com o Dr. Samuel Sharp fica completamente cego e passa a viver recluso, sendo pouco visto em público. A aparição mais importante é a recita anual do Messias.
1759 – Faleceu em 14 de abril, Sábado de Aleluia aos 74 anos.


BIBLIOGRAFIA:

Coelho, Lauro Machado. Haendel. 2ª ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988. 












quarta-feira, 15 de outubro de 2014

AUTO DO CÍRIO 2014


      Foi-se a época que o Auto do Círio era uma simples reunião de artistas e amadores fazendo um espetáculo de rua em homenagem a Virgem de Nazaré. Há anos com crescente participação de várias pessoas, e agora, com o patrocínio da empresa Vale (antiga Vale do Rio Doce) grandes tablados e um grande palco coberto no final do percurso são a realidade nova do Auto. Melhor para o público que tem melhor visão das apresentações ocorridas nas paradas do percusso chamadas de Estações. Cada Estação tem um espetáculo diferente preparado pelo participantes do Auto. É claro, os textos de cada Estação se referem plenamente ao Círio de Nossa Senhora de Nazaré. A Estação ocorrida este ano em frente ao Instituto Histórico e Geográfico do Pará fez explícita referência a total falta de tato, decência e respeito às tradições paraenses do IBAMA que recomendou que os fogos de artifício que encerram a Quadra Nazarena fossem cancelados, devido a suspeita mortalidade de periquitos que habitam os arredores do Santuário de Nazaré. Foram calorosamente aplaudidos. A tempo: a prefeitura de Belém conseguiu, por ordem judicial, cancelar o efeito suspensivo do IBAMA e uma tradição de mais de 100 anos será mantida. 
      O número de apresentações de grupos parafolclóricos e artistas populares também aumentou este ano: o que deixou o percurso mais longo. A cantora popular paraense, jurunense de coração, e estrela brasileira do Treme (gênero musical popular) Gaby Amarantos encerrou a festa cantando já às 23:30hs no palco do encerramento. Um atraso na preparação do som para que ela cantasse empurrou o final da festa pra perto da meia-noite. Mas o povo que lá ficou certamente não reclamou.




Vídeos:

A Rainha Garça

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Marujada

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Carimbó 1

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Carimbó 2

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Carimbó 3:

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Indo para a 4ª Estação (Estação Final)

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Procissão:

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Rock para a Nazaré



Entrada de Gaby Amarantos

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Concerto de Gaby (excertos)

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Imagens:















sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Encerramento do XIII Festival de Ópera do Teatro da Paz

     Na noite de 27 de setembro de 2014 aconteceu o tradicional concerto de encerramento do Festival de Ópera do Teatro da Paz. Dessa vez, houve uma mudança radical na realização do concerto: vários cantores líricos paraenses, inclusive alguns saídos do coro, participaram do espetáculo realizado, como sempre, na frente do teatro. Bom por ter dado aos paraenses a chance merecida de participar do nosso festival, ruim pois muitas vozes estão longe de serem boas e muito há de se fazer para melhorá-las. Mas só o fato dos paraenses dominarem a noite já é um ponto positivo para a organização do Festival, que já estava devendo isso aos nossos cantores há anos. 
   A falta de qualidade vocal em alguns deles, demonstra que os nossos cursos de canto lírico precisam ser reorganizados e os nossos professores de canto requalificados ou mesmo trocados; pois é visível o trabalho incompleto e até mesmo de "anular vozes" que eles estão fazendo. 
    Tiago Costa, finalmente, teve chance dentro do Festival, pois foi ignorado regiamente durante todos esses anos. Sua participação só não foi excelente devido a ele ter cantado personagens que não se adequam à sua barroca e clássica voz. As personagens românticas para tenor lírico leve não se adequam à sua voz. Haendel e Mozart seriam escolhas melhores. Ele cantou a cabaletta do Duque de Mântua "Possenti amor mi chiama", mas o resultado não foi bom. Antônio Wilson tem a voz mais adequada para o Duque.
      Aliás, Antônio Wilson Azevedo teve uma ótima participação no concerto. Pena que não consegui ingresso para a Otello de Verdi e não pude conferir o seu Cassio que, apesar de pequeno, deve ter sido muito bom.
      Aliane Souza também participou do espetáculo. Mas com voz cansada, não conseguiu um bom resultado. A coralista Ione Carvalho foi apoiada pela organização e também participou do momento. Tendo aulas com um bom professor que lhe encaminhe corretamente poderá vir a ser uma boa solista, já que sua voz ainda dispõe de certa jovialidade.
      O epílogo de Mefistófele encerrou o concerto que uma música maravilhosa e de grande efeito musical, daquelas que deixam o público sem fôlego e querendo um imediato bis. Sávio Sperandio foi o Mefistófele da fez e até não fez feio na execução, apesar da voz inapropriada para o papel.
        Miguel Campos Neto teve uma boa participação na regência e fez o que pôde com a Orquestra do Teatro da Paz, tocando ao ar livre e com um péssimo sistema de som montado para o evento. Aliás, um dos piores até agora. No final, noves fora, a conta saiu positiva pelo bonito espetáculo. Sobretudo, pelo hino do Pará que foi executado ao final do concerto e com a imensa bandeira da nossa terra hasteada em frente ao teatro em meio a chuva de papel laminado e picado. Ninguém esperava por essa, mas a surpresa foi maravilhosa.
       


Vídeos:

Strauss Jr.: Abertura de O Morcego - OSTP E MIGUEL CAMPOS NETO



Verdi: Stridde la vampa (Il Trovatore) Aliane Souza

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Verdi - Scorrendo uniti remota via - Tiago Costa e coro masculino


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Bizet: Seguidilla (Carmen) 

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Donizett: Ah mes Ami (A Filha do Regimento) Antônio Wilson Azevedo

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Gounod: Valsa de Julieta (Romeu e Julieta) 

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Saint-Saëns: Mon coeur s'ouvre a ta voix (Sansão e Dalila)

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Verdi: Quarteto de Rigoletto - Tiago Costa,  


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Pablo Luna: De España Vengo "Canção Espanhola" (El niño judio)


Donizetti - Sexteto (Lucia di Lammermoor)

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Rossini: Largo al factotum (O Barbeiro de Sevilha) Leonardo Neiva

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Occhi piangi Sávio Sperandio

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Boito: Epílogo (Mefistófele) Sávio Sperandio e coro lírico

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