segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Cronologia de Haendel

CRONOLOGIA DE HAENDEL

1685 – Nasce a 23 de fevereiro, no subúrbio de Giebichenstein,       Halle, no Eleitorado da Saxônia – Alemanha. Filho de Georg Haendel e Dorothea Taust.
No dia 24 de fevereiro foi batizado na Liebfrauenkirsche como os nomes Georg Friedrich.
1692 ou 1693 – O pai, a serviço do Duque da Saxônia, leva-o na viaje a Weissenfels. Foi surpreendido improvisando ao órgão na Capela Ducal  e o duque sentenciou que chegara a hora do pequeno Georg ter formação musical sistemática. O pai aprovou a contragosto: queria vê-lo advogado.
1696 – Visita a corte do príncipe Frederico III em Berlim e recebe a oferta de uma bolsa de estudos para a Itália, que foi recusada pelo seu pai.
1697 – Perde o pai. Passa a trabalhar como assistente do organista da Catedral calvinista de Halle, Johann Christoph Leporin.
1702 – Matricula-se na Universidade de Halle para cursar Direito, assim cumprindo a vontade paterna. Lá toma contato com idéias liberais pregadas por ilustres professores de Filosofia e Teologia.
A 13 de março, foi nomeado substituto de Leporin, demitido por alcoolismo e conduta estável.
1701 a 1703 – Troca riquíssimas experiências com Telemann, que foi procurá-lo em Halle quando sua fama cresceu.
1703 – Na primavera, após o fim de seu contrato como organista, abandona tudo e se dirige para Hamburgo. Lá entrou em contato com a música de Reinhardt Keiser, Kapellmeister da cidade. Nessa época dizia-se dele que “tocava muito bem o órgão, sendo muito bom executando uma fuga (melhor ainda do que Kuhnau), mas ainda não conhecia a sedução da melodia”.
1703 – 1704 - Reinhardt Keiser convida-o para trabalhar na orquestra da ópera como segundo violino (concertino) e, depois, como cravista.   
Conhece Johann Mattheson, cantor e compositor, com quem    trava amizade.
Mattheson arranja-lhe alguns alunos particulares e viaja com ele a Lübeck para estudar a possibilidade de suceder Buxtehude, mas desiste do cargo para não ter de contrair matrimônio com sua feia filha. Mattheson declinou do cargo pelo mesmo motivo. O sucessor de Buxtehude foi Johann Christian Schiferdecker, aluno de Keiser, que aceitou as condições.
1704 – Briga feio com Mattheson, após esse roubar-lhe um de seus alunos, filho do cônsul John Wich. Em 30 de dezembro reconciliam-se, durante um jantar de desagravo, promovido pelo amigo comum, o conselheiro Schott.
1704 – A Paixão Segundo São João é executada durante a Semana Santa.              
1705 – Almira, Rainha de Castela, sua primeira ópera, é apresentada diariamente entre 8 de janeiro e 25 de fevereiro. Nero ou o Amor Atingido Através do Sangue e do Assassinato, sua ópera seguinte teve a partitura perdida.
1706 – Demitiu-se de Hamburgo e com 200 ducados rumou para a Itália.
1707 – Estreia a ópera Rodrigo que reutilizou música da Almira. Obtém uma carta do Grão-Duque Ferdinando, de Florença, e ruma à Roma para apresentá-la ao Cardeal Pietro Ottoboni.
1708 – Entre março e abril hospeda-se no Palácio Bonelli, a convite do Príncipe Ruspoli. Lá estreou o oratório La Ressurezione com boa acolhida.
                 O papa Clemente XI não gostou de ter sido usada uma cantora no oratório no lugar dos costumeiros castrati.
                 Il Trionfo del Tempo e del Disinganno, oratório com libretto de Fenisio.
                 Ácis, Galatea e Polifemo. Pastoral mitológica escrita para o casamento do Duque d’Alvito, em Nápoles, para onde havia se transferido, deixando Roma por conta da situação instável nos Estados Pontificios, envolvidos na Guerra da Sucessão Austríaca.
1709 – Retorna a Veneza e reencontra o amigo Domenico Scarlatti. Faz amizade com Antonio Lotti, organista da Catedral de São Marcos e é apresentado ao Conde de Manchester.
                 Estreia a ópera Agrippina a 26 de dezembro. Ela foi apresentada 27 noites seguidas, sempre com casa cheia.
1710 – Aos 25 anos, a convite do agora Bispo Steffani, volta à Alemanha para substituir o bispo como kapellmeister de Hanôver. Em agosto, parte numa longa viaje de passeio. Primeira visita a mãe em Halle e depois Düsseldorf onde visitou a Eleitora Anna Maria de Medici, Steffani e Corelli.
1711 – Na nova sala de ópera em Haymarket, Londres, Rinaldo estreia a 24 de fevereiro.
1712 – Consegue outra licença do trabalho e retorna alegremente à Londres. A 26 de novembro estreia sua nova ópera, Il Pator Fido, relativamente fracassada.
1713 – A ópera Teseo estréia a 10 de janeiro, dedicada ao jovem conde de Burlington.
            Em fevereiro, estreia a Ode de Aniversário para a Rainha Ana.
1714 – Estreia da ópera Amadigi a 25 de maio com a presença do castrato Nicolini, após longa permanência na Itália, o que atraiu bastante público para as representações.
1714 – A 7 de julho, o Te Deum e o Jubilate, baseados nas obras correlatas de Purcell, estreiam em comemoração à assinatura do Tratado de Paz de Utrecht;
1714 – O rei Jorge I suplementa sua pensão de 200 libras com mais 200 e o convida, constantemente, para tocar na Corte de São Jaime.
1716 – O rei da Inglaterra Jorge I incluiu-o na sua comitiva de férias a Hanôver e ele aproveita para visitar sua mãe, parentes, amigos e a viúva de seu antigo mestre, Zachau.
                 A viúva de Zachau vivia na penúria. Ele, apiedado, passa a dar-lha uma generosa pensão até a morte dela.
                 Compõe a Paixão Segundo São João durante sua estada na Alemanha sob texto do poeta Bathold Heinrich Brocken o mesmo a ser usado por Bach sete anos depois.
1716 – Durante viajem à Alemanha, cumpre missão diplomática em Ansbach para a Princesa Carolina e reencontra Johann Christoph Schmidt, antigo colega da Universidade. Schmidt estava em má situação financeira e Haendel o levou para Londres com a família como seu secretário, copista e tesoureiro. Schmidt foi seu homem de confiança até o fim da vida.
1717 – A 17 de julho, participa do célebre passeio de barco que Jaime I fez ao longo do Tâmisa na companhia de seus cortesãos favoritos. Para esse passeio compôs a igualmente célebre Música Aquática.
            Jorge I retorna a Londres devido às dificuldades da corte de aceitá-lo como seu soberano, gordo, libertino e estrangeiro como era. Haendel acompanhou-o alegremente de volta a Inglaterra que tanto amava. Lá teve a hospedagem e proteção do Duque de Chandos. Para o duque escreveu os Hinos de Chandos, o Te Deum em si bemol menor, uma infinidade de virtuosísticas peças para cravo.
            Também para o Palácio de Cannons, residência do Duque, Haendel escreveu dois importantes oratórios: Haman e Mordecai e o lindo Ácis e Galatéia.

1718 – Substituiu Pepusch como mestre-de-capela no Palácio de Cannons, mas continuou a lecionar música para as princesas da corte.
1719 – Tornou-se diretor musical da recém-criada Real Academia de Música, uma companhia sob a supervisão do Duque de Newcastle e onde vários amigos dele formavam a diretoria: o Duque de Portland, o Duque de Queensberry e o Conde de Burlington. Encarregado de contratar cantores para a Companhia, sai em viajem pela Europa.
            Durante esse período trabalhou, temporariamente, como cravista do eleitor de Dresden.
            Ao retornar para a Inglaterra instalou-se na casa nº. 57 da Lower Brook, alugada a suas custas, morando lá até sua morte. Atualmente, a casa é um museu.
1720 – A 2 de abril, é inaugurada a Academia com três óperas: Numitor de Giovanni Porta, Radamisto dele próprio e Tácito de Domenico Scarlatti.
            Houve disputas pelos ingressos para a estreia da ópera de Haendel. Vestidos rasgados e perucas arrancadas foram algumas ocorrências da noite.
            O Conde de Burlington fez vir da Itália o compositor Giovanni Batista Buononcini que rapidamente criou rivalidade com Haendel, com a balança pendendo mais para o italiano; que quase chegou a ser nomeado diretor da Academia Real.
1723 – Estreia Ottone, um sucesso imenso para Haendel, devolvendo-lhe o posto de compositor mais prestigiado da Inglaterra pondo fim à rivalidade com Buononcini.
            Francesca Cuzzoni veio da Itália para substituir Anastasia Robinson, doente e decidida a abandonar os palcos para se tornar amante do Conde de Peterborough, membro da diretoria da Academia Real de Música. La Cuzzoni e Haendel tiveram vários conflitos durante os ensaios de Ottone e como ela se recusou a cantar a primeira ária alegando dificuldade demais, Haendel ameaçou jogá-la por uma janela aberta, fazendo a italiana mudar de idéia.
            A Ottone seguiram-se Júlio César, Tamerlano e Rodelinda, três das mais celebres óperas de Haendel.
1726 – A 5 de maio estreou a ópera Alessandro. Escrita para reconciliar as rivais Francesca Cuzzoni e Fautina Bordoni – o que não aconteceu – ainda causou a demissão de Senesino, ofendido por ter sido “esquecido” na composição da ópera e sentindo-se desvalorizado teve uma crise nervosa e retornou à Itália.  
            A Admeto, com libretto de Haym e Rolli, também não surtiu efeito e na estréia da Astyanax de Buononcini as duas brigaram feio em pleno palco e na frente do público.
1727 – Uma grande alegria para Haendel. Em fevereiro, o rei Jorge I assinou seu decreto de naturalização como cidadão inglês.
            A 11 de julho, o rei morre de apoplexia aos 67 anos, durante uma viagem a Osnabrück na Alemanha. Logo depois, no dia 15, seu filho foi coroado como rei Jorge II.
            Devido a coroação do novo rei, Haendel teve alguns meses bastante atarefados: compôs, às pressas, 4 hinos da coroação. Entre eles, Zadok, o Sacerdote. Revisou a Admeto para o Haymarket e a Riccardo Primo, Re d’Inghilterra para homenagear o novo rei, apresentada a noite de 11 de setembro.
            Seguiram-se Siroe e Tolomeo em meio a crise financeira na Real Academia de Música.
1728 – Em 29 de janeiro estreou A Ópera do Mendigo (The Beggar’s Opera) de John Gay e Christopher Pepusch que criou a ballad-opera e atrair a atenção de todo o público nas datas subsequentes.
1729 - A Real Academia de Música fecha as portas atolada em dívidas e Haendel associou-se ao suíço Heidegger, do Haymarket e alugou o King's Theater. Em seguida viajou à Itália para contratar novos cantores para a companhia, pois as estrelas estrangeiras da Academia preferiram ir cantar em Veneza. Contratou Anibale Fabri (tenor), Antonia Merighi e Francesca Bertolli (contraltos), Antonio Bernachi (castrato) e Ana Strada del Pò (soprano) e o baixo Gottfried Riemschneider. Nenhum a altura das estrelas da Academia. 
1729/32 - Escreveu e encenou as óperas Lotario (Antonio Salvi), Partênope (Silvio Stampiglia), Poro e Ezio (Pietro Metastásio, com tradução inglesa de Samuel Humphreys). Nesse período recontratou Senesino pelo polpudo salário de 1400 guinéus por temporada!
1730/31 - Com Senesino atraindo público remontou algumas de suas óperas favoritas do pblico, entre elas, Scipione, Rodelinda e Rinaldo.
1732 - Em 23 de fevereiro remanejou o oratório Haman e Mordecai e o reapresentou sob o título de Esther devido a uma iniciativa de um antigo colaborador seu, o cantor Bernard Gates. Devido ao grande sucesso, o rei Jorge II autorizou uma segunda récita no King's Theater em forma de concerto. Ácis e Galatea, em nova versão, foi apresentada em seguida também em concerto. No final do ano escreveu uma de suas óperas mais originais: Orlando.
1732 – O oratório Haman e Mordecai, passa a se chamar Esther, com o poema original de Pope ampliado por Samuel Humphreys. Esse oratório rendeu a Haendel na estréia 1.000 libras dadas pelo duque, que parece ter apreciado bastante a obra.
1733 – A 27 de janeiro, Orlando é estreada.
         - O oratório Débora teve sua estreia comprometida devido as brigas entre o rei Jorge II e o príncipe de Gales, Frederico.
         - Fez uma terceira versão de Ácis e Galatea para o Haymarket, um pastiche bilíngue reunindo trechos da 1ª versão para Nápoles, em italiano, e da 2ª em inglês, para o Duque de Chandos. Em 1789, Mozart reorquestrou essa popular obra para uma apresentação na casa do seu protetor vienense, o Barão van Swieten. 
         - Em junho, o príncipe de Gales e o Duque de Marlborough, abriram a Ópera dos Nobres (Opera of the Nobility) para concorrer com o Teatro do Rei (King's Theater). Esse fato deu grandes aborrecimentos a Haendel.
         - A Universidade de Oxford convidou-o para um festival musical somente com obras suas. Lá, ele estreou um novo oratório: Atália. A Geltleman's Magazine publicou que 3.700 pessoas assistiram as duas récitas.
      - Arianna foi escrita e estreada às pressas para concorrer com a Ariadne de Porpora; esta cantada por ninguém menos que Farinelli, enquanto Carestini veio da Itália para cantar a Arianna. 
1735 – Com as finanças bagunçadas na King’s Theater, Haendel              fechou-o temporariamente e foi trabalhar no Lincoln’s Inn Fields, ao lado de John Rich e remontar peças antigas como a Il Pastor Fido.
1735 – 18 de dezembro ele transferiu-se com sua trupe para o Covent Garden e lá produziu Ariodante: uma tentativa de retornar à ópera, mas devido ao nível fraco dos cantores da companhia ele resolveu reapresentar seus oratórios mais apreciados pelo público. Nos intervalos ele se apresentava como organista.
1735 – a 16 de abril ele estreou uma de suas mais belas óperas: Alcina. Um espetáculo feérico extraído de Orlando Furioso pelo libretista Antonio Marchi.
1736 – 27 de abril. O Príncipe de Gales casou-se com Augusta e Haendel escreveu o hino “Sing unto God” (“Cantemos a Deus”) para a cerimônia de casamento, diminuindo as tensões entre eles.
         Nesse mesmo ano, ele estreou outras peças de sucesso: o oratório O Festim de Alexandre e o concerto para Harpa e Orquestra, transcrição de um de seus concertos para órgão.
1736 – Em maio ele estreou, com apoio do Principe de Gales e grande aparato cênico, a ópera Atalanta com libretto de Belisario Valeriani. No final desse ano ele programou uma brilhante temporada lírica, onde remontou “Poro” e “Atalanta”.
1737 – Entre janeiro e maio, estreou três óperas novas: Armínio e Berenice com libretti de Antonio Salvi e Giustino com libreto de Niccolò Beregani.
            Em abril encontra-se acamado por conta de um reumatismo infeccioso, mas levanta-se para finalizar a encenação da Didone Abbandonata de Leonardo Vinci, pois ele havia alterado a harmonia e a orquestração de vários trechos da ópera de Vinci.
1737 – No verão foi para Aachen fazer um tratamento de cura com águas devido a paralisia produzida pelo reumatismo ter alcançado um estágio crítico.
            Em novembro ele voltou de Aachen razoavelmente curado e compôs um hino fúnebre para o enterro da Rainha Carolina em 17 de dezembro.
            Essa peça foi apresentada com um efeito incomum para a época: um coro de 80 vozes e uma orquestra de 100 instrumentistas.
1738 – O luto pela Rainha Carolina o fez adiar para o ano seguinte as estreias das óperas Faramondo, Alessandro Severo e a hoje célebre Xérxes.
            Financeiramente abalado, aceitou ajuda de amigos que organizaram um concerto beneficente com excertos famosos de várias obras suas e aceitou escrever muita música para os concertos ao ar livre promovidos pelo empresário Jonathan Tyers nos Jardins de Vauxhall.
1738 – Em colaboração com o industrial e poeta amador de Leicestershire, Charles Jennens, cria os oratórios Saul finalizado em 27 de setembro e em 1º de novembro ambos concluem Israel no Egito.
1739 – Durante um concerto de obras suas no Lincoln’s Inn Fields estreou a cantata Ode a Santa Cecília, a padroeira católica da música, com poema de John Dryden.
1740 – Com texto de John Milton, adaptado e complementado com versos da autoria de Jennens, escreveu L’Allegro, Il Penseroso e Il moderato (O Alegre, O Pensativo e o Moderado).
1739/40 – Compôs seus Concertos Grossos Op. 6.
1740 – Em setembro, foi a Berlim analisar uma proposta do rei da Prússia para se instalar naquela corte. Mas desistiu do convite, pois a austeridade germânica já não fazia parte de seu ser e retornou a Londres.
            Lá escreveu Deidâmia, sua última ópera italiana, com libretto do velho colaborador Paolo Rolli.
1741 – Deidâmia é apresentada somente três vezes entre janeiro e fevereiro. Foi com esse triste aspecto que a ópera italiana se viu definitivamente substituída na Inglaterra pelas óperas-balada que encantavam o público da época.
            Com esse fim melancólico de uma grande era operística na Inglaterra Haendel aceitou, entusiasmado, o convite para instalar-se em Dublin, capital da Irlanda, feito pelo Lorde-tenente William Cavendish e para lá rumou no fim de outubro. Na bagagem, as partituras de O Messias e Sansão.
            Entre 22 de agosto e 14 de setembro escreveu O Messias.
1742 – A 13 de abril estreia, em Dublin, o oratório O Messias, culminância do oratório haendeliano.
            “Faltam-nos palavras para descrever o refinado prazer que essa música proporcionou à estupefata plateia. O sublime, o Grandioso, o Terno, adaptados às mais elevadas, majestosas, comoventes palavras, conspiraram para extasiar e encantar o Coração e o Ouvido deixando ambos fora de si” (Faulkner’s Journal).
1742 – Em setembro, retorna à Londres e prepara a estreia de Sansão. Estrondoso sucesso, superando o próprio Messiasna temporada de 1743.
            Chamado para compor novamente música de circunstância para a corte inglesa, compôs um novo Te Deum.
1744 – Deixa o Convent Garden e retorna ao Haymarket com o oratório José e Seus Irmãos de James Miller.
1745 – Os oratórios Belshazzar e Hércules são estreados no início do ano. No verão, Carlos Eduardo Stuart corou-se rei e marchou com seu exercito sobre a Inglaterra. Haendel compôs a Canção dos Cavalheiros Voluntários da Cidade de Londres para os soldados voluntários das tropas do Duque de Cumberland e após a derrota de Stuart a 16 de abril, compôs o Oratório de Ocasião; uma obra de encomenda feita com trechos inteiros de Israel no Egito e de outras obras suas. Até o tema do hino Rule Brittania que Thomas Arne acabara de compor foi citado na obra. Resultado: grande sucesso de público, embora seja sem muito significado.
1746 – Estreia Judas Macabeus, com libretto de Morell. Grande sucesso de público, tornou-se um dos mais populares de Haendel.
            Estreia Alexander Balus, Josué e Salomão e Suzana também com libretti de Morell.
1749 – Como parte das comemorações da assinatura do Tratado de Aix-la-Chapelle a 27 de abril ele apresentou a, hoje célebre, Música para os reais fogos de artifício nos Jardins de Vauxhall. Devido aos problemas com os fogos de artifícios, a obra foi reapresentada em 4 de maio com a renda em prol do asilo do Coronel Coram;
            Theodora, oratório novamente com libretto de Morell adaptado da tragédia de Corneille e estreado em 1750;
1750 – Como gratidão a seus préstimos ao asilo do Coronel Corem ele foi nomeado administrador da instituição, ocupando-se das atividades musicais e da restauração da capela.
1751 – Escreveu Jephtah, seu ultimo oratório com Morell;
1753 – Apesar de operações com o Dr. Samuel Sharp fica completamente cego e passa a viver recluso, sendo pouco visto em público. A aparição mais importante é a recita anual do Messias.
1759 – Faleceu em 14 de abril, Sábado de Aleluia aos 74 anos.


BIBLIOGRAFIA:

Coelho, Lauro Machado. Haendel. 2ª ed. São Paulo: Nova Cultural, 1988. 












Nenhum comentário:

Postar um comentário