quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Um Americano em Paris e Blue Monday: Festival de Ópera do Teatro da Paz 2014

     Nas noites de 22 e 23 de agosto de 2014 o Festival de Ópera do Teatro da Paz, mostrou mais uma vez que não é um festival completamente operístico apresentando outros gêneros na sua programação. Desta vez foi o poema sinfônico Um Americano em Paris do estadunidense George Gershiwn e sua operetta (mais para musical) Blue Monday. Curtíssima; mais parecendo uma parente distante das veristas óperas italianas da época de sua composição, isto é, 1922.
     Composto em 1928 comissionado pelo regente Walter Damrosch,e usado na sequência de balé do filme Um Americano em Paris de Vicente Minelli, nomeado no Brasil como Sinfonia de Paris, o poema sinfônico descreve as impressões de Gershwin, como um estrangeiro, da capital francesa. Coreografado por Gene Kelly, o balé foi estrelado por ele e a atriz francesa Leslie Caron no filme de Minelli em uma extensa e elaborada sequência de dança ao custo total de US$500.000,00!
       Aqui em Belém os custos totais ficaram bem abaixo disso com certeza, mas o resultado final foi um belo espetáculo de dança, a altura da partitura de Gershwin, mas com a reserva ao nível técnico dos bailarinos abaixo do nível regular. No fim das contas essa produção se não foi totalmente alto nível, pelo menos fez uma boa figura; pela iluminação e, sobretudo, pela muito boa execução da Orquestra Jovem Vale Música e da direção lírica e segura de Miguel Campos Neto.
       A operata Blue Monday, com seu enredo e construção veristas, fechou a noite em grande estilo. Esse sim, o principal espetáculo da noite. Se o Americano em Paris não teve os bailarinos alto nível, na ópera não faltou qualidade internacional, sobretudo, da dupla de protagonistas. Vozes lindas e bem treinadas. Belo fraseado e artistas de alto nível vocal e cênico fizeram desse um espetáculo diferenciado na história do nosso Festival.
       Formado somente por artistas negros, a encenação deu gosto de se ver. A música de Gershwin, claramente baseada no jazz, é tão estadunidense que podemos considerá-la de cunho nacionalista. Essa é uma encenação que será esquecida, certamente, como é de praxe no Festival de Ópera, mas deveria ser guardada para novas apresentações serem feitas nos anos seguintes. Mas como o Festival lida somente com encenações novas todos os anos certamente não a veremos ao vivo novamente. Somente pelo DVD que será lançado pela SECULT-PA futuramente.
     
       
Equipes técnicas:

UM AMERICANO EM PARIS

Direção Musical e Regência: Miguel Campos Neto
Direção e Coreografia: Kika Sampaio
Assistente de Coreografia: Bárbara Guerra
Figurinos: Hélio Alvarez
Visagismo: André Ramos
Supervisão Artística: Gilberto Chaves e Mauro Wrona
Elenco: Tutu Morasi (bailarino) Americano, Bárbara Guerra (bailarina solista)
Cia. de Dança Ana Unger: (parisienses) Alcides Junior, Carlos Férrer, Eduarda Falesi, Gilza Miranda, Letícia Lobo, Lohana Carneiro, Marlus Estumano, Paulo César Moraes.
Direção de Palco: Cláudio Bastos

Vídeos:

Um Americano em Paris (excerto)

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Porgy e Bess (excertos)


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Imagens:

Um americano em Paris:





 Blue Monday:














Duo Breuninger-Frazão




Informações do Programa:

ALBRECHT BREUNINGER - violino

    Depois de conquistar o segundo prêmio no concurso para violino Rainha Elizabeth na Bélgica em 1997, Albrecht Breuninger tornou-se assim o primeiro violinista alemão a ficar entre os três melhores neste concurso desde a sua primeira edição em 1953. No mesmo ano recebeu o premio de melhor composição para o seu Quarteto de Cordas n. 1 nos Concertos de Verão de Brandemburgo. Esse prêmios são o ponto alto de uma serie de concursos ganhos pelo violinista, onde se destacam os concursos em Bréscia (Itália 1984), Belgrado (Iugoslávia, 1986), Praga (República Tcheca, 1992), Berlim e Montreal (Canadá, 1995). Breuninger estudou de 1981 até 1988 com Josef Rissin na Escola Superior de Música de Karlsruhe onde se formou com nota máxima. Continuou a se aperfeiçoar com grandes violinistas como Henryk Szeryng, Ruggiero Ricci, Aaron Rosand e Ivry Gitlis. Apresenta-se como solista e camerista em vários festivais como o Festival Internacional de Bath (Inglaterra), Festival de Música de Câmara de Kuhmo (Finlândia), Teatro Champs Elysees (Paris), Schwetzinger Festspielen (Alemanha), entre outros. Em 1997 gravou um CD com obras para violino e piano de Mendelssohn, Brahms, Breuninger e Wieniawsky. Gravou para a Rádio WDR as obras para violino solo deste mesmo compositor. Recentemente, acompanhado pela Orquestra da Rádio de Varsóvia, gravou os 4 concertos para violino de Karol Lipinsky e a obra completa de George Enescu. Breuninger foi professor de violino na Escola Superior de Música de Hamburgo entre 1998 - 2002 e atualmente é professor da Escola Superior de Música de Karlsruhe - Alemanha.


ANA FLÁVIA FRAZÃO

     Natural de Goiânia, estudou com Ivana Carneiro, Luiz Medalha e formou-se pela Escola de Música da UFG. Na Alemanha, onde viveu entre 1994 e 2002, cursou a Escola Superior de Música de Karlsruhe, concluindo o Konzertexamen com nota máxima em Piano-Música de Câmera na classe dos professores W. Genuit e Michael Uhde. É detentora de vários prêmios, dentre eles o 1º lugar no Concurso JK, realizado em 1992, cuja premiação lhe valeu um concerto com a Orquestra Sinfonica de Brasilia. Em 2001 obteve o 1º lugar na "Série de Concertos da Sala Barroca" em Kyoto - Japão com o Trio Augarten. Realizou várias gravações para a rádio Südwestfunk na Alemanha e, em 2004, gravou um CD pelo selo italiano "Fondazionen" com o contrabaixista Milton Masciardri. Tem realizado concertos na Europa, Japáo, EStados Unidos, Argentina e em várias cidades do Brasil, sermpre com grande êxito de público e de crítica. Ana Flávia é professora da Escola de Música e Artes Cênicas da UFG, onde também é uma das coordenadas da série "Concertos na Cidade" e "Concertos Goiânia Ouro".

Programa:


Ludwig van Beethoven (1770-1827)

Sonata Op. 12 nº. 3 em E b maior para violino e piano

Allegro con spirito
Adagio con molta espressione
Rondo - Allegro molto

Heitor Villa-Lobos (1887-1959)
Allegro non troppo
Largo
Rondo - Allegro finale

Maurice Ravel (1875-1937)
Tzigane para violino e piano

Bis: Villa-Lobos - Sonhar

Vídeos:

Beethoven: Sonata op. 12 nº. 3 em E b maior para violino e piano

Allegro con spirito


Adagio con molta espressione


Rondo - Allegro molto


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Gershwin e Tchaikovsky pela Orquestra Jovem Vale Música


      No início da noite de 17 de agosto de 2014 a Orquestra Jovem Vale Música apresentou mais um de seus concertos pela série Sons da Amazônia em sua 4ª edição.
      Dessas vez dois compositores clássicos de épocas distintas, o estadunidense George Gershwin teve sua Abertura Cubana executada como um prelúdio ao Concerto para Violino do russo Pedro Tchaikovsky. Como não é para menos o concerto de Tchaikovsky foi a grande atração da noite.
      Solado pelo brasileiro Cármelo de los Santos, o concerto teve uma grande execução. E boa parte dela devido à destreza técnica do violinista, que se não a tivesse nem poderia chegar perto da partitura; a não ser para admirá-la.
      Escrito para um violinista com o qual Tchaikovsky namorou, o concerto ficou tecnicamente tão difícil que o rapaz resolveu não executar a partitura. Ficando cerca de alguns anos na gaveta, o concerto foi tirado dela pelo violinista Adolf Brodsky sob regência de Hans Richter num concerto onde o público ficou dividido: apoiou o violinista mas torceram o nariz para a partitura. O crítico anti-wagneriano Edward Hanslick chamou o concerto "de música que fede!". Opinião que Tchaikovsky guardou para o resto da vida com profunda mágoa.
    Nessa execução, tanto a orquestra quanto o violinista tiveram uma muito boa interação de som e a leitura de Cármelo e Miguel foi bem resolvida, sem deixar a partitura com aquele ranço do "estilisticamente incorreto".
    A execução de Cármelo foi um espetáculo a parte. Grande violinista, de tecnica bem trabalhada e dedos firmes. Se assim não o fosse o concerto de Tchaikovsky talvez nem sequer fosse executado por ele tais suas dificuldades tecnicas.
    Um bis com música de Francisco Tárrega encerrou a noite com grande estilo. Parabéns a todos.

Vídeos:


Gershwin - Abertura Cubana



Tchaikovsky - Concerto para violino e orquestra em D menor Op. : 

1º movimento: Allegro moderato

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2º movimento: Canzonetta - Andante


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3º movimento: Finale - Allegro vivacissimo


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Bis: Francisco Tárrega: Recuerdos de la Alhambra

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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Concerto Caminhos Cruzados

Cecilia Keuffer, brasileira, e Gil Alon, israelense, decidiram unir a paixão pela bossa nova, mpb, e musica judaica, para apresentarem em Belém, o concerto Caminhos Cruzados, a ser realizado na Igreja de Santo Alexandre (Museu de Arte Sacra), no dia 11 de novembro de 2014, as 19:00 horas, com entrada franca.
 
Cecilia é formada pelo Conservatório Carlos Gomes, mas foi durante sua estadia nos EUA, aonde fazia mestrado em Voice Performance, que deu seu primeiro recital de musica judaica, em 2001, e não parou mais.
Gil, é ator, cantor e atualmente, o diretor do festival de teatro contemporâneo de Israel, tem um currículo em artes invejável.
O titulo Caminhos Cruzados, foi dado pelo pianista, maestro e arranjador Tynoko Costa, que assina a direção musical do recital, que conta ainda com a participação do violonista Neném, do contrabaixista Mario Garcia, e do percussionista Bruno Mendes.
Caminhos Cruzados é a celebração de dois mundos, dois países, ligados pela herança étnica de Gil e Cecilia, e pela musica.
No programa,cantado em português e hebraico, terá Tom Jobim (Águas de março), Dorival Caymmi (Canoeiro), Waldemar Henrique (Maracatu), Marcos Valle (Viola Enluarada),Vinicius de Morais (Samba em Prelúdio), entre outras pérolas da musica brasileira.
O concerto tem patrocínio da Embaixada de Israel no Brasil.
Conto com sua divulgação,
Obrigada,
Cecilia

domingo, 2 de novembro de 2014

Concerto Didático com trio de música popular

     Na tarde do dia 7 de outubro de 2014 houve a última das apresentações da série Concertos Didáticos promovido pela Fundação Carlos Gomes, sob a coordenação da Profª.  Ana Maria Adade, pianista paraense que desenvolve suas atividades profissionais na dita fundação. Realizado para alunos de escolas públicas da capital paraense, a série visa, entre outras coisas, formar público para a música erudita e de grupos populares levando esses alunos para a maior casa de espetáculo paraense. Dessa vez quem se apresentou foi um trio de músicos populares que executam entre outras coisas alguns choros e outros gêneros de música popular. A apresentação ficou a cargo do Joca, um percussionista formado pelo Conservatório Carlos Gomes. As crianças e adolescentes que foram adoraram e ficaram tristes quando o concerto terminou. Uma grande iniciativa.


Vídeos:



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