terça-feira, 28 de julho de 2015

Balé Estatal Nacional da Rússia em Belém: Turnê brasileira

     O Balé Estatal Nacional da Rússia veio ao Brasil para uma turnê pelas capitais e grandes cidades do interior (entenda-se regiões metropolitanas) para várias apresentações da tradicional arte russo do balé. Na capital paraense fizeram duas apresentações, a primeira no Hangar Centro de Convenções e a segunda na casa de espetáculos Armazém, que está mais para casa de recepções e foi um espaço completamente inadequado para a apresentaçao deles. O cenário foi drasticamente reduzido, bem como o tempo de duração do bailado. A performance deles, esta, foi completamente prejudicada.
     Não assisti a apresentação no Hangar; que dizem ter sido ótima, assisti a fatídica no Armazém. Não foi uma apresentação nem de longe boa. Alguns sairam de lá perguntando para amigos: gostaste do balé apertado? Isso mesmo, mesmo o público na entendido percebeu a inadequação do espaço, porém foi compreensivo e respondeu bem à apresentação da companhia, que visivelmente terminou o espetáculo insatisfeita de ter feito o mínimo pelo micro-espaço destinado à apresentação de O Lago dos Cisnes de Tchaikovsky. O "balé definitivo", definitivamente não merece uma produção tão desleixada quando esta que foi feita para a apresentação extra da Companhia no Pará. É necessário anotar que haveria somente uma apresentação, mas devido ao grande sucesso ocorrido no Hangar Centro de Convenções foi produzida mais uma apresentação.
     A dificuldade de pauta no Teatro da Paz, a apresentação ocorreu durante o Festival Internacional de Música do Pará, deve ter impedido a apresentação do Balé Estatal lá, porém há o Teatro Maria Sylvia Nunes e o Margarida Schiwazzapa, porém como era período junino estes teatros também deveriam estar com suas pautas comprometidas pela programação oficial do estado do Pará, coisa normal para essa época do ano. Bem, uma grande apresentação e outra nem tanto. Mas valeu por esta companhia russa incluir Belém do Grão-Pará na sua turnê e mostrar que há sim muito interesse de uma parte dos belenenses pelo balé e que não só a ópera uma paixão tradicional do povo paraense. O balé também tem força para sê-lo.

Vídeo: Excertos




Imagens:
































segunda-feira, 6 de julho de 2015

Orquestra Sinfônica Jovem do XXVIII Festival Internacional de Música do Pará

   
Já vão anos do FIMUPA  que o último dia da programação tem dois concertos, um pela manhã e outro à noite, este sim, o principal da programação e chamado de Concerto de Encerramento; que como também é hábito de anos é a reprise do concerto de sábado. Ou seja, o encerramento do FIMUPA é realizado com um concerto realizado no sábado à noite e bisado no domingo à noite.
     As imagens em vídeo que posto aqui são do concerto das 11 horas realizado, como tradição, pela Orquestra Jovem do Festival que neste ano brilhou pela qualidade musical e pela força hercúlea de tocar um concerto de longa duração: foram mais de 1:30 de música! E olha que foram somente duas obras no programa.
     Primeiramente, foi apresentada a obra Brasileirismos nº. 3 do compositor e clarinetista paulista Hudson Nogueira e em seguida uma imensa seleção de trechos da trilha sonora escrita pelo multimídia e multishow Tim Rescala (Rio de Janeiro, 1961) para a telenovela da Rede Globo Meu Pedacinho de Chão numa apresentação que durou cerca de 1h15. Imagens cedidas gentilmente pela Globo foram projetas no telão instalado acima do palco do Teatro da Paz, dividindo assim nossa atenção com a orquestra.
     O Quinteto Villa-Lobos fez uma participação especial na execução da obra de Hudson Nogueira e o coro infantil preparado por Maria Antonia Jiménez completou o efetivo musical durante a execução das músicas de Rescala.
     Apesar da maioria do público ter permanecido no teatro até o final, muitos - como eu - sairam antes do final devido ao avançado horário e pelo fato do concerto ser realizado bem na hora do almoço; o que deve ter feito muita gente repensar sua permanência até o final. 
     
Informações do Programa:

Tim Rescala

"É atualmente um dos mais versáteis músicos da atualidade. Tim Rescala iniciou seus no Rio de Janeiro, na Escola de Música da UFRJ, e posteriormente, UNIRIO. Ganhador de inúmeros prêmios de música e teatro, entre eles o prêmio Mambembe pelo texto do musical infantil 'Pianissimo'. Em 1995 recebeu bolsa do Rio-Arte para escrever a ópera infantil 'A Orquestra dos Sonhos', encenada no CCBB-RJ, sendo também lançada em CD (o primeiro do Brasil no gênero), com a criação do selo Pianissimo. Em 2004 e 2005 fez a música para as microsseries Hoje é dia de Maria 1 e 2, para  a TV Globo, com direção de Luiz Fernando Carvalho, lançadas em CD pela Som Livre. Fez a direção geral do projeto Multimúsica em seu segundo ano consecutivo. Em 2011 criou e apresentou o programa semanal de música clássica para crianças Blim-Blem-Blom para a radio MEC FM, Rio de Janeiro. Em 2013 recebeu o premio APTR de 2012, categoria melhor música, pelo seu trabalho na peça Era uma vez Grimm. Participou do projeto 'Ano do Brasil em Portugal' da FUNARTE com o espetáculo Miranda por Miranda com Stella Miranda. Em 2014 fez a música original da novela 'Meu Pedacinho de Chão' de Luiz Fernando Carvalho, lançada em CD pela Som Livre. Por encomenda do Ciclo de Ópera Contemporânea de Buenos Aires, escreveu música e libreto da ópera O Perigo da Arte, apresentada no ano seguinte na Sala Cecília Meireles e escolhida pelo jornal O Globo como um dos 10 melhores espetáculos do ano. Foi contemplado com o edital FAM (Fundo de Apoio à Música) da Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro para a construção do site de continuidade do projeto Brincando de Orquestra. Recebeu pelo programa Blim-Blem-Blom transmitido pela Radio MEC FM Rio de Janeiro desde 2011, Menção Honrosa na categoria 'Programa para crianças' da 10ª Bienal Internacional de Rádio no México. Fez a música da peça O Pequeno Zacarias, com texto e direção de José Mauro Brant, baseada em contos de Hoffman, recebendo novamente prêmio APTR de 2015 de melhor música.

Quinteto Villa-Lobos

"Fundado em 1962, atua desde entao na divulgação da música de camara brasileira, ampliação de seu repertorio por varios generos, conferindo competencia e popularidade às suas apresentações em espaços públicos e em escolas da rede de ensino. Em 2012 comemorou seu cinquentenario de atividades ininterruptas. Atualmente é formado por Rubem Schuenck, flauta; Luis Carlos Justi, oboé; Paulo Sergio Santos, clarineta; Philip Doyle, trompa; Aloysio Fagerlande, fagote. Em sua discografia podemos destacar os CDs; Quinteto em Forma de Choros (Kuarup Discos), Fronteiras e Quinteto Villa-Lobos Convida (Rio Arte Digital), Um Sopro Novo (Selo Rádio MEC), A Obra de Câmara para sopros de Heitor Villa-Lobos (ABM Digital), Quintetos de Sopro Brasileiros 1926-1974 (Selo Rádio MEC), agraciado com o premio BR-Rival em 2008, Villa-Lobos - um clássico popular (Kalamata), em 2009, Ernesto Nazareth (Kalamata) em  2011 e Rasgando Seda (Selo SESC-SP) neste ano, com obras de Guinga - indicado recentemente ao Grammy Latino. Em 2013 participou do Festival de Música Clássica Brasileira em Portugal, se apresentando em Lisboa, Porto, Coimbra, Évora e Mafra. Também foi convidado a participar de uma série de eventos musicais paralelos à Feira do Livro de Frankfurt, em setembro, além de integrar a programação do Festival Cervantino no México, um dos maiores da América Latina, em outubro.



Vídeos:

Hudson Nogueira: Brasileirismos nº. 3

I - Valsa-Choro    II - Choro Canção   III - Maxixe   IV - Modinha



Tim Rescala: Escertos da trilha sonora da telenovela Meu Padacinho de Chão