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Mostrando postagens de 2016

Memórias Ribeirinhas: Um olhar além do rio

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Fim de ano tem vários eventos e muitas famílias que têm filhos em alguma escola que costuma fazer apresentações de final de ano, sobretudo as artísticas, têm um evento obrigatório: a apresentação deles em algum teatro da cidade ou outro local. Pois bem, como minha irmã é professora na Escola Municipal de Dança de Belém, capital paraense, e há vários anos a instituição costuma seguir a tradição de fechar o ano letivo com uma mega apresentação teatral.
    Neste ano de 2016 novamente a apresentação se deu no Theatro da Paz. Incluindo todos os seguimentos trabalhados na escola, pois como escola inclusiva atende deste meninas na primeira idade até senhoras sexagenárias e deficientes físicos e mentais, como cadeirantes; que este ano também participaram da apresentação.     Como escola inclusiva e não técnica, não dá para fazer uma crítica com se estivesse assistindo uma récita da Cisne Negro ou da Bolshoi. Como escola inclusiva, deu para ver que os seus professores fazem um trabalho com paix…

UFPA promove 9ª de Beethoven

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Ai, ai. Chega a ser vexatório ver tanta gente envolvida em algo que dá vergonha alheia. A situação vexatória desta vez foi protagonizada pelo efetivo reunido em torno da Orquestra Sinfônica Altino Pimenta pertencente à Escola de Música da Universidade Federal do Pará e regente, pasmem, pelo mesmo Miguel Campos Neto que rege a Orquestra Jovem Vale Música e Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz. São três filhos muito diferentes vindos do mesmo pai. O que me deixa mais firme na certeza de que o que faz uma orquestra não é o regente e sim os instrumentistas dela. Miguel é bom regente todos sabemos. Porém, nem mesmo um bom regente como ele é capaz de tirar boa música de músicos tecnicamente inferiores como é o caso evidente desta OSAP.      Há também o caso Fábio Martino, um jovem pianista brasileiro, que há alguns anos recusou-se a tocar com esta orquestra por "se sentir desconfortável" ao tocar com ela durante os ensaios para um concerto que aconteceria também no Encontro …

Festival revive tradição musical

A PROVÍNCIA DO PARÁ, 12 CADERNO - 12 - 22 de maio de 1994
Festival revive tradição musical
     Logo mais, às 21 horas quando a Orquestra de Câmera do Pará tocar no Teatro da Paz, os primeiros acordes do Concerto em Fá Maior de Vivaldi estará aberto o VII Festival Internacional de Música de Câmera realizado pela Fundação Carlos Gomes. Participam do evento 41 músicos. Entre eles, nomes de peso como a violinista americana Eva Szekely e seu par, o pianista Daniel Schene. Ainda dos EUA veio o regente David Rayl, que se apresenta pela primeira vez no Pará. Também estreando no Festival, está o tenor Reginaldo Farias.      O primeiro festival foi realizado em 1988 e durante todos estes anos, ele tem servido de estímulo para os alunos do Conservatório Carlos Gomes e principalmente tem colocado Belém no circuito mundial de música erudita.      Eva Szekely conta que já foi perguntada sobre o Festival Paraense em outras capitais brasileiras e em outros países da América Latina, como o Chile, por…

Festival promove uma celebração da música

O LIBERAL. Belém sábado 21 de maio de 1994 3 cad. 4
Festival promove uma celebração da música
     "Aqui em Belém as pessoas ainda têm uma visão errada da importância que esta cidade realmente possui. Conheço músicos holandeses que aqui estiveram e que, quando voltaram ao seu país, falaram de Belém e não do Rio, São Paulo, Fortaleza ou Porto Alegre". A declaração é da violinista americana Eva Szekely, que não se furta de colocar em seu currículo as inúmeras participações nos festivais internacionais de música de câmera, promovido há sete anos pela Fundação Carlos Gomes. Ela estará amanhã, às 21 horas, no palco do Teatro da Paz, com Antonio Del Claro, Nicolai Khit e a Orquestra de Câmara do Pará, regida por Eugeni Ratchev, para a abertura do VII Festival de Música de Câmera do Pará.      Eva Szekely, do alto de sua experiência musical, com apresentações em diversos países, acredita que Belém há muito está no circuito dos eventos musicais importantes e que só não vê isso quem …

OJVM BISA TCHAIKOVSKY

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OJVM BISA TCHAIKOVSKY                 A Orquestra Jovem Vale Música novamente se apresentou em seu QG no domingo 30 de outubro de 2016 em mais um concerto da serie Sons da Amazônia V sempre com o patrocínio do Governo Federal Brasileiro.                 Além de cumprir suas obrigações com a serie a Orquestra desta vez teve uma função didática, ou seja, trabalhar sua nova geração de instrumentistas de sopro em seu repertório tradicional.                 Para isto, foram bisadas obras de Tchaikovsky, compositor trabalhado há anos pelo seu titular Miguel Campos Neto e que a OJVM já tem completo domínio com um resultado muito elevado para uma orquestra de alunos, não sendo raro,sair-se superior até mesmo a OSTP que é uma orquestra profissional; mas muitas vezes fica-nos devendo uma sonoridade igualmente profissional. O curioso é que ambas as orquestras têm Campos Neto como titular. Mas imaginem dois filhos muitos diferentes saídos do mesmo pai. É como Berg e Webern em relação a Schoenber…

Auto do Círio 2016

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Acabei de chegar do Auto do Círio 2016 maravilhado com o que vi e ouvi, porém descontente com o fato de que a organização do evento artístico resolveu meter política no cortejo e proferir vários "FORA TEMER" durante as apresentações da apoteose; que é momento final, e mais importante, do cortejo. Justamente aquele onde a devoção mariana e exaltada e ressaltada com cantos, danças, desfiles de fantasias e muita, mas muita animação.      Pois bem, este ano a organização deixou o cortejo mais enxuto e nos apresentou somente tres estações: a segunda estação que antigamente era apresentada em frente ao Museu de Arte Sacra do Pará passou para a rua Padre Champagnat e de lá seguiu direto para o grande palco da apoteose. As apresentações deste ano diferiram enormemente do que foi apresentado em anos anteriores, mesmo daqueles em que participei como aluno da Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará. O tradicional cortejo de participantes fantasiados que ocorria sempre…