terça-feira, 21 de novembro de 2017

Coro Carlos Gomes: FIMUPA 2017

       Eu não sei se é por escolha do próprio coro ou se é por decisão da administração do Festival Internacional de Música do Pará, mas o fato de o Coro Carlos Gomes só se apresentar no Teatro Experimental Waldemar Henrique sempre me pareceu um fato estranho. Para um grupo musical do calibre do Coro Carlos Gomes e da qualidade musical de Maria Antonia Jiménez o espaço pode até ser apropriado no tocante a acústica, porém é secundário na programação do FIMUPA, e por isso, está abaixo do nível do coro. O Teatro da Paz é o local natural para o Carlos Gomes, mas sempre ele está posicionado no Waldemar Henrique. 
        Independentemente da posição no programa e de lugares secundários, o Coro Carlos Gomes, novamente apresentou sua tradicional qualidade vocal e um repertório muito agradável. É claro que o ambiente camerístico do Teatro Waldemar Henrique ajuda, e muito, a projeção sonora e seu ambiente "mais aconchegante" da um toque especial às apresentações. Devido ao horário e as acomodações serem bem reduzidas, é claro que o público nunca é grande. Daí o porquê de eu preferir o Teatro da Paz para ele; pois assim o público será maior. No fim das contas, foi mais uma boa apresentação do nosso melhor coro de câmera.

Vídeos:

Passacalha


Suíte Nordestina


Forrobodó da saparia



Sabiá, coração de uma viola


Três cânticos breves


Sina de Cantador


Frevo Fugato


OJVM no projeto Vale Música Belém



     Mais uma vez a Orquestra Jovem Vale Música cumpriu suas obrigações musicais em mais um projeto realizado pela Fundação de Música da Amazônia, desta vez  o Vale Música Belém, sempre com Miguel Campos Neto na regência. Afinal, Miguelito é praticamente o único regente orquestral do Pará e tirando um ou outro convidado da Fundação, e aqueles que vêm para o FIMUPA, é ele o único capitão dos navios musicais da capital paraense, isto é, além da OJVM, a Orquestra Sinfônica Altino Pimenta da UFPA, a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, além de ser regente convidado principal da Orquestra Sinfônica Wilson Fonseca de Santarém; o que deixa bastante claro que o Pará precisa de mais regentes orquestrais de formação para dar conta do avanço das orquestras sinfônicas no estado. Não querendo, é claro, que Miguel perca seus empregos, mas é evidente para uma terra que se quer sinfônica a necessidade premente de formar mais regentes orquestrais para darem conta deste crescimento evidente. Mas não é pedir demais que a formação dos nossos próximos regentes orquestrais deixe de lado a funesta Panelhinha que tanta gente já prejudicou na terra paraense.
      Desta vez o programa foi todo dedicado a compositores de ópera, e como tal, todas as obras foram extraídas do grandioso gênero musical, a exceção do Capricho Sinfônico de Puccini, uma das poucas obras não operísticas do gênio italiano que constou do programa mas foi substituída pela abertura do Barbeiro de Sevilha de Rossini. Complementaram o programa Giuseppe Verdi, com o lacrimejante prelúdio da La Traviata, a alegre abertura de A Italiana na Argélia de Gioachino Rossini, o triste e abandonado intermezzo da Cavaleria Rusticana de Pietro Mascagni, a colcha de retalhos temático que é a abertura de A Força do Destino, também de Verdi e uma versão orquestral de La Danza, célebre canção virtuosística de Rossini. Assim o programa ficou no sobe e desce sentimental, hora alegre e galhofeiro, hora triste, abandonado e lamentoso. Assim se equalizou bem os sentimentos musicais apresentados e o público respondeu bem.


Giuseppe Verdi - Prelúdio da ópera La Traviata


Giuseppe Verdi - abertura da ópera La Forza del Destino


Gioachino Rossini - La Danza (versão orquestral)


Pietro Mascagni - Intermezzo da ópera Cavalleria Rusticana


Gioachino Rossini - abertura da ópera A Italiana na Argélia



Coro Carlos Gomes na Semana de Arte 2019 da Nova Acrópole

    A maestrina cubana Maria Antonia Jiménez agradecendo  a participação do público no concerto do Coro Carlos Gomes      Entre ...